quarta-feira, 27 de maio de 2009

3a OFICINA (26 de maio de 2009) - TP4

TP4 - Oficina 7 - Unidade 14 (pag. 215 )

Objetivos da Oficina:
1- Sistematizar e aprofundar as reflexões sobre letramento e sobre o processo de leitura.
2- Desenvolver a leitura e a prática dos Cursistas com relação ao trabalho com textos.

Parte I - 60 minutos
Neste primeiro momento abordamos a Leitura, a escrita e a cultura, além dos processo de leitura.

Parte II - 40 minutos
Relato de experiências

EEB Jairo Callado - Professora Salomé Zamke
Partindo do ponto que as idéias podem ter mais de um enfoque. A professora Salomé mostrou aos seus alunos algumas imagens relacionadas a escola e como um mesmo assunto pode ser visto sob diferentes ângulos. Isto é argumentação. Enfoque argumentativo.

Colégio Amado...

Meu colégio tão amado,
Repleto de sabedoria
És meu idolatrado
Que revigora minha alegria.
Tão cheio de formosura
Com grande categoria
Retira a amargura
Em suas aulas cada dia.
Capaz de mover moinhos
Moinhos da nossa mente
Ajuda-nos a aprender,
A amar e respeitar o que o outro sente.
Aprender é ser como os passarinhos
Que para viver
Precisam voar... Voar   (Yanka 6ª série 1)

Crescendo e aprendendo
A escola é linda
E cheia de graça
Todos saem de lá
Preparados e preparadas
Porque a vida passa.
Alguns alunos são
Chatos e alguns professores
Também eu gosto muito
Da professora de português
Que ensina muito bem.
Eu amo essa escola
Eu nunca vou largar,
Aqui vou crescer e aprender
Até o dia que, eu me formar.  (Rian 6ª série 2)

A escola que queremos
Na escola que queremos tem
Mesa, cadeira
Armário para o professor
E também apagador
Na escola que queremos tem
Sala de aula arejada
Limpa e organizada
Na escola que queremos tem
Professor capacitado
Com vontade de aprender para ser
Um educador qualificado
Na escola que queremos
Temos amor e atenção
Alunos aprendendo
Com mais dedicação
Na escola que queremos
Biblioteca é opção
Alunos aprendendo com determinação
Na escola que queremos
Não há estrutura igual
Tudo é muito organizado
Bacana, lindo e legal
Na escola que queremos
Formarão-se cidadãos para o futuro
Indivíduos que sabem o que querem
Sem ficar em cima do muro
Na escola que queremos
Tem compromisso e participação
Todo mundo se entende na educação
E a minha escola busca realizar
Todos esses objetivos...
Por isso eu a amo.  (Danielle Setúbal 7ª série 1)

Por que gosto da minha escola
Escola de Educação Básica J. Jairo Callado.
Simplesmente apaixonante.
Com muito amor eu falo...
O colégio mais querido é o Jairo Callado.
Legal não só por beleza mais sim pelo...
Amor que os professores tem ao dar aula.
Jamais um aluno vai sair daqui insatisfeito.
Ao chegar a aula você ver aquela beleza,uma...
Imensidão de árvores e alunos brincando.
Raramente tu vê uma criança chegar triste.
Os alunos gostam muito de carinho que recebem.
Como alguém vai achar uma escola dessa ruim.
Alguma escola tem o amor e o carinho...
Legal que nós temos por essa grande e...
Linda escola. E por isso estamos aqui, para...
Alegrar essa escola querida e que nós amamos...
Do fundo do nosso coração.
O Jairo Callado é a melhor escola do mundo! (Matheus 7ªsérie 1)

Minha escola
O Jairo Callado é uma escola
Bem difícil de esquecer
Momentos inexplicáveis
Que só lá pode viver
Foi lá que fiz amigos
Foi lá onde cresci
E aquele ensino todo
Nunca mais esqueci
Professores exemplares
Sempre prontos para ensinar
E se alguém não entender a matéria
Eles se propõem a explicar
Escola excelente
Inesquecível para mim
E por toda minha vida
Nunca vi escola assim.   (Manoela Veiga 6ª série 1)

EEB José Boiteux - Professora Rosane Hart - Turma 502
Distinção do gênero literário do não-literário
Inicialmente trabalhamos com classificados retirados de jornais.
Em seguida trabalhamos com os calssificados poéticos de Sérgio Caparelli e Roseana Murray.
Representação dos classificados poéticos












Os alunos da turma 502 também criaram seus próprios classificados poéticos.

VENDEM-SE ou TROCAM-SE brinquedos,
tenho muitos e todos estão em bom estado.
Tenho geladeiras, pessoas, casas, carrinhos e até menininhos
Que andam de skate, se você é criança ou adulto e gosta de
Brincar, aqui você irá encontrar!                         (Cesar Henrique Oliveira Valvassori)

ACEITA-SE um relógio de parede

Que em troca
Eu darei a
Minha honestidade
E a minha amizade
Se ela for legal
Chegaremos ate o altar.        (José Douglas dos Santos)

VENDE-SE um coração

de imaginação
com alegria,
felicidade, harmonia,
compaixão.      (Josué Alaor)

VENDEM-SE primos

Feios e chatos
Que querem tudo na mão.   (Rodrigo Varela dos  Santos)

VENDE-SE um cachorro

Que é ruim
Vocês vão se encomodar
Preço R$ 1.00
Fone =3324 7330   (Emanoel da Rosa Fernandes)

PROCURA-SE uma irmã
que seja menina
que seja legal
carinhosa, bebê, inteligente
que não minta e com coração bom.
Telefone: (48) 32003526, falar com Julia.      (Júlia Locks)

VENDE-SE inimigos
 chatos, infelizes, bobalhões e

mau-caráter.        (Júlia Locks)

VENDO ou TROCO
playstation 2, 
é todo colorido vermelho, azul, rosa, verde, preto, laranja, amarelo e roxo.
Se for para vender,
eu vendo por R$ 500,oo
 ou troco por um guarda-roupas
grande e colorido, 
6 gavetas e 8 portas
para guardar minhas lembranças, amizades e recordações.

Se você se interessar ligue 32403250    (Cristhian Taylor do Nascimento)

PROCURA-SE um avô

Que saiba amar, 
Cantar, rimar,
Rir com o sol e a lua
E não a chorar.
Aprenda brincar
E sempre assim
Assim será...
E não a brigar,
Sempre ajudar.   (Érika da Silva)

DOAM-SE inimigos, chatos, invejosos, metidos e mal-educados.

Que combinam com pessoas mal-humoradas e resmungonas.
Adoram fazer piadinhas sem graça e se metem em tudo.
Telefone (48) 3240-xxxx     (Lyandra)


TROCA-SE um relógio

por um caderno
para guardar 
a minha infância 
e as minhas amizades.    (Gustavo Vieira da Luz)

COMPRA-SE amigos
que não sejam falsos
que saibam me respeitar
e que sejam verdadeiros comigo.  (Marina)

VENDE-SE uma bicicleta mágica
que é toda colorida,
tem faróis e buzina ,

ela tem sete cores diferentes
e cada vez que a gente pedala
ela solta purpurina.
Mas a principal característica dela
é que ela fala,
aliás
essa é a razão pela qual
eu estou vendendo a bicicleta
porque eu não agüento mais ouvi-la falar.
Interessados ligar (48)  3248-xxxxx.     (Fabiana Ribeiro Da Silva)


Parte III - 100 minutos
Interpretação de texto e formulação de perguntas de interpretação para as turmas de 3º e 4º ciclos
A) Você se lembra de que pedimos que você lesse atentamente o estudo que fizemos do poema Cidadezinha Qualquer? Pois é: é com ele que vamos trabalhar nesta parte da Oficina. Com colegas que dão aula para a mesma série que você, planeje a exploração do poema com seus alunos. Se você, eventualmente, fez a experiência com o texto, seu relato, agora, será muito importante. Apresente-o a seus colegas e pensem juntos em como a atividade poderia desenvolver-se. Depois, voltem à nossa proposta.
Pensem e escrevam as situações e perguntas que proporiam a seus alunos. (É claro que nesta formulação de perguntas vocês estariam retomando a própria interpretação que fizeram do poema. O nosso Avançando na prática é apenas uma sugestão.)

B) Cada grupo vai apresentar, por intermédio de um relator, a sua proposta, para avaliação da equipe toda e do Formador.
Nesse momento, é importante a avaliação sincera de todas as sugestões, sem o receio de melindres ou mal-entendidos. Afinal, todos estão aí para aperfeiçoar sua prática.

Parte IV - 20 minutos
Da mesma forma que insistimos na sua avaliação sincera e propositiva dos colegas, reforçamos o pedido para que se sinta à vontade para analisar a proposta e a execução da Oficina. Assim, essa avaliação deve abarcar todas as suas partes, da elaboração feita por nós até sua realização: atitude do grupo, explicações e condução do Formador, tempo, espaço, etc.
 
Parte V - 20 minutos
Você reparou quantas vezes acenamos para o estudo que vamos fazer na próxima unidade?
Ela se chama “Mergulho no texto”. Atenção! Ninguém falou em afogamento: o que gostaríamos é de ajudá-lo nesse mergulho e a prepará-lo ainda mais para acompanhar seus alunos em novos mergulhos, todo mundo voltando à tona mais revigorado, mais feliz, por conhecer mais as profundezas dos textos.
Se esse é nosso objetivo, o que espera você desta nova unidade?

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terça-feira, 19 de maio de 2009

2a OFICINA (12 de maio de 2009) - TP3

TP3  (Unidade 12  Oficina 6)

 Parte I (30 minutos)
Neste primeiro momento da oficina fizeram-se observações, discussões e críticas sobre o desenvolvimento das atividades propostas, bem como do conteúdo abordado.
- Apresentação de slides com alguns tópicos relevantes das duas unidades.

Parte II – Relato de experiências (50 minutos)

As alunas desenvolveram as seguintes atividades:
a) Reestruturação da atividade proposta no TP3
Apresentando aos alunos diferentes gêneros textuais, cuja temática era “escola”.
b) Trabalhos com “Biografia”, pois alguns alunos não conseguiram terminar a atividade.
c) Atividades apresentadas no AAA3.

EEB José Boiteux - Professora Luciane Pivetta
Todas as turmas trabalharam com biografia e auto-biografia

EEB Edith Gama Ramos - Professora Marcilene da Rosa
As turmas trabalharam com biografia e auto-biografia

EEB Jairo Callado - Professora Salomé P. Zemke
Trabalhando com Cordel (TP3, Avançando na Prática, p. 84-85)
Trabalho realizado com estudantes da 8ª série (TP3, p. 84)
1- A professora fez a leitura em forma de declamação;
2- Foi distribuído estrofes entre os alunos que também leram para os colegas;
3- Conversa sobre o Cordel;
4- Debate sobre fofocas “boas e más”: Algumas colocações dos adolescentes:
  • É boa quando vai ajudar as pessoas a se livrar de um mau caráter;
  • É boa quando ajuda um colega a não perder o ano ou se livrar das drogas;
  • É boa quando um professor mata aula e a direção não sabe;
  • É boa quando denuncia violência doméstica;
  • É boa quando inibe a corrupção.
  • É ruim quando prejudica alguém inocente;
  • É ruim quando é calunia;
  • Quando não faz bem para ninguém.
 5- Em dupla os estudantes escolheram três situações para “fofocar” parodiando o texto lido. Eis dois exemplos:

Camila e Mª Eduarda escolheram: Professor, Pai e Estudante.

  Tenho ouvido por ai
 É fofoca minha gente
 “Camila e Eduarda não prestam”
 Mas digo que eles mentem,
 Pois quando nossa voz soa
 Pra falar de alguma pessoa,
 Ela tem que estar presente.

 Nós estamos na escola
 Porque queremos aprender,
 Não queremos qualquer coisa
 Que venha comprometer,
 É triste quando um amigo
 Que vê apenas o próprio umbigo
 Vem com a gente se meter.

 Vou falar de três categorias
 Que muito bem nos faz
 É um caminho que percorremos
 E somente o bem nos traz
 São eles apoio e proteção
 Garantem nossa educação
 Garantindo-nos a paz.
 Primeiramente vou falar
 Da missão de ser pai
 Nem sempre é muito fácil
 Mas muito bem se sai.
 Eles nos orientam
 Nos carinho nos alimentam
 E a vida por aí vai.

 Depois do pai ele vem
 Com a sabedoria de educador
 Sabe nos ensinar com jeitinho
 É o nosso professor,
 Quando não queremos aprender
 Ele sabe convencer,
 Com paciência e com amor.
 O pai e o professor
 São responsáveis pela educação
 Merecem todo louvor,
 Pois agem pelo coração,
 Lutam pelo bem dos estudantes
 Que na vida são viajantes
 Responsáveis para o futuro da nação.

Esse trio de que falamos
 Merece nossa consideração
 O pai nos deu a vida e amor,
 O professor ajuda na educação,
O estudante é aprendiz
 Escuta o que a vida diz
 São vida, amizade e ação.

  Gustavo, Leonardo e Márcio escolheram: Motoqueiro, médico e policial:

  Nós gostamos de falar
 Mas só falamos o bem
 E também só espalhamos
 Aquilo que nos convêm,
 Gostamos de velocidade
 Somos amigos da verdade
 A saúde a gente mantêm.

  Um por vez vamos falar
 Mas não somos fofoqueiros
 Para ter ação e aventura
 Queremos ser motoqueiros,
 Eles são desrespeitados
 No trânsito discriminado,
 Mas são heróis verdadeiros.

  Quando um deles cai na rua
 E se machuca para valer
 Alguém chega depressa
 E começa a socorrer,
 É o médico e sua ciência
 Que tem muita paciência,
 E não quer ninguém morrer.

   Mas quem não andar na linda
 Com a lei vai se dar mal
 Porque com certeza vai encontrar
 Um competente policial,
 Na cadeia vai parar
 Pelos crimes vai pagar
 Não importando em que grau.

 Essa é nossa homenagem
 A esses profissionais,
 Um trabalha de entregador
 O outro nos hospitais,
 O policial está na rua,
 Cuida da segurança sua,
 Deviam ser imortais.

 EEB José Boiteux - Turmas 602 e 604 - Professora Rosane Hart
Trasmutação de gênero textual
As turmas 602 e 604 leram o texto Setembro de José Roberto Torero e o transformaram em História em Quadrinhos.

Setembro
Tem coisas que são horríveis de ver. Por exemplo: sua bola caindo no vizinho, os pais brigando, uma bola furada, alguém pegando o último pedaço de bolo, a bola entrando no seu gol. Mas naquele mês de setembro eu vi uma coisa ainda mais horrível: o Mauzinho e a Carmencita de mãos dadas.
        É claro que eu não gostava mais daquela menina. Aliás, eu odiava a Carmencita com todas as minhas forças (a não ser que ela quisesse namorar comigo, é claro). Mas mesmo assim era chato vê-la de sorrisinhos com o Mauzinho e falando: “ Mi Obdulio querido...”
        O time do Mauzinho também estava classificado para a próxima fase do campeonato e ele namorava com a menina mais bonita do mundo. Mas ele não se contentava com isso. Ele queria mais. Então, um dia, no recreio, quando eu estava conversando com a Senira sobre táticas de futebol (quer dizer, ela falava e eu escutava), o sujeito veio até nós e disse:
        “Sabe o que eu estava pensando, Senira?”
        "Pensando? Nossa, eu nem sabia que você fazia isso!”, disse a Senira, que era muito boa para dar respostas.
        O Mauzinho nem ligou para o corte dela e continuou: “Estava pensando que eu devia ter duas namoradas. Os times não têm os titulares e os reservas? Então, eu também quero ter outra namorada para os dias em que a titular não estiver jogando bem. E a sua sorte é que eu escolhi você para ser a minha reserva.”
        A Senira ficou de várias cores: branca de susto, vermelha de raiva e verde de ódio. Aí respondeu: “Você é mesmo um tonto, Mauzinho! Você acha que eu ia gostar de você?!” Aí olhou para mim e disse: “Menino é muito burro mesmo!” E saiu batendo os pés.
     O Mauzinho ficou olhando ela sair, e viu que a Senira estava indo na direção da Carmencita.
     Ele me perguntou: “Será que ela vai contar tudo?”
     Eu pensei “Tomara que conte”, mas falei “Sei lá”.

 TORERO, José Roberto. Uma História de Futebol. São Paulo: Objetiva, 2001.p 47-48.
 
 















EEB Silveira de Souza - Professora Solange P. de Freitas
Descrição de um objeto de grande valor pessoal (TP3, p. 109)
A turma foi dividida em dois grupos, foram cinco representantes de cada grupo pasra descrever um objeto para ser identificado pelo outro grupo. Marcava ponto o grupo que adivinhasse o objeto descrito dentro do tempo estipilado.
Em seguida, os alunos produziram um texto descrevendo um objeto de grande valor pessoal, dando o maior número de informações possíveis e identificando-o somente no final.


Parte III – Proposta de atividades (120 minutos)
A. A oficina abordou as sequências tipológicas narrativa e descritiva como fio condutor, objetivando uma reflexão sobre os conceitos fundamentais trabalhados nas unidades 10 e 11.
B. Aplicamos o que aprendemos a respeito do tema destas duas unidades a um texto novo, que será centralizador da nossa sistematização sobre gêneros e tipos textuais. Trata-se do texto de um conhecido humorista, publicado em uma revista de circulação nacional algum tempo atrás.

 Texto
(a) A turma foi dividida em dois grupos menores.
(b) Um grupo deve enumerar argumentos para que o texto seja considerado um exercício de redação escolar.
(c) O outro grupo deve enumerar argumentos que mostre não se tratar de um exercício escolar.

Grupo 1 - Enumerar argumentos para que o texto seja considerado um exercício de redação escolar.
- Estrutura textual exigida nas escolas;
- Texto argumentativo e descritivo;
- Exercita a criatividade;
- Debate sobre o texto
- Sinônimos e antônimos;
- Classes gramaticais: verbos
- Crônica
-Levar a constituição;
- Criar uma redação.

 Grupo 2 - Enumerar argumentos que mostre não se tratar de um exercício escolar.
- Desmotivação ao trabalho;
- Desvalorização do ser humano;
- Visão negativa – estrutura familiar
- Nível cultural não tão elevado
- Acomodação do ser humano;
- Incitação da violência
- Competências – a igualdade de salário para pessoas com qualificação diferente;
- Espaço geográfico


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quarta-feira, 29 de abril de 2009

1a OFICINA (28 de abril de 2009) - TP3

TP3 (Unidade 10 – oficina 5)


1. Nestas duas unidades, vimos como todos nós já temos, intuitivamente, a idéia de gênero textual. Nosso objetivo, agora, é sistematizar, em forma de classificação aberta, tal conhecimento. Essa classificação é aberta porque não há uma listagem já construída que possa nos servir de guia. Nós vamos fazer a nossa “lista”.
2. Vamos agora pensar juntos sobre a transposição didática do que vimos nessas unidades sobre gêneros textuais.
Parte I (30 minutos)

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Parte II - Relato de experiência (50 minutos)

1. As alunas trabalharam com biografias
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Parte III - Proposta de atividades (120 minutos)
1. Vamos ler um texto que será o centralizador dessa nossa sistematização. Já vimos que nenhum tema é específico do gênero literário, ou da poesia. Também nenhum tema deve ser excluído dos objetivos da poesia. As finalidades do gênero e as maneiras de explorar os jogos de linguagem podem compensar um tema “pouco poético”.

2. Temos aqui a proposta de duas atividades. Você deve escolher uma para se juntar a dois ou três outros colegas e desenvolvê-las.

3. Planeje atividades de leitura, interpretação e produção de textos visando à análise, caracterização e classificação dos gêneros textuais que esses exemplos realizam.

Texto 1
O primeiro texto aqui proposto é um exemplo de como um tema do cotidiano pode ter tratamento poético e compor um gênero literário. Trata-se de um texto de Manuel Bandeira sobre uma tragédia de um brasileiro, noticiada nos jornais da época, que ele transformou em poema. Morro da Babilônia é uma favela no Rio de Janeiro e Lagoa Rodrigo de Freitas é uma lagoa na cidade do Rio de Janeiro que dá nome também a um bairro de classe média.

“Manuel Bandeira, poeta e escritor brasileiro, nasceu no Recife – PE, em 1886, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1968. Foi criança ainda para o Rio, onde interrompeu os estudos antes dos vinte anos por causa da tuberculose. Fez tratamento, inclusive na Suíça, sobreviveu à doença, mas seus versos ficaram marcados pela preocupação com o sofrimento e com a morte. Foi um dos maiores nomes do modernismo brasileiro.”

Poema tirado de uma notícia de jornal


João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro da Babilônia
          [num barraco sem-número]
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

Texto 2
Já vimos que a situação sociocomunicativa é que define um gênero textual: os objetivos comunicativos são o critério maior adotados para organizar as idéias em um texto. Vimos também que a oralidade e a escrita se entrelaçam na produção de alguns gêneros. As músicas que ouvimos ou cantamos são bom exemplo disso: na escrita podem ser consideradas poemas, mas a melodia com que as cantamos acrescentam a esse poema características que as tornam diferentes de um poema.
Os versos desta canção, de autoria de Gilberto Gil e Nana Caymmi, retratam um momento na vida de um trabalhador. Vamos refletir sobre isso.

Bom dia
Madrugou, madrugou
A mancha branca do sol
Acordou o dia
E o dia já levantou
Acorda meu amor
A usina já tocou
Acorda, é hora
De trabalhar meu amor
Acorda é hora
O dia veio roubar
Teu sono cansado
É hora de trabalhar
O dia te exige
O suor e o braço
Pra usina do dono
Do teu cansaço
Acorda meu amor
É hora de trabalhar
O dia já raiou
É hora de trabalhar
Madrugou, madrugou
A mancha branca do sol
Acordou o dia
E o dia já levantou
Ele sai, ele vai
A usina já tocou
Bom dia, bom dia
Até logo, meu amor.

(do disco Gil&Milton, Warner Music Brasil)
Parte IV - Avaliação da oficina (20 minutos)
Considerando os objetivos a serem atingidos e a validade das atividades propostas, faça, em conjunto com seus colegas, uma avaliação da oficina. Sugira as alterações e os ajustes que considerar necessários para que as próximas oficinas sejam produtivas.
Parte V - As próximas unidades (20 minutos)
Reflita sobre a inter-relação entre a leitura e a produção de um texto.
O que você consideraria uma “leitura ativa”?
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terça-feira, 28 de abril de 2009

Professoras - Gestar II "MOSTRANDO A LÍNGUA"

As meninas do Gestar II - MOSTRANDO A LÍNGUA

São elas as grandes responsáveis pela efetivação das práticas educativas.
Que colocam a "mão na massa" e fazem com que o Projeto do Gestar saia do papel e atinja seus objetivos.





Faltando na foto professoras Marcilene, Arlete e Rosangela.
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terça-feira, 14 de abril de 2009

2a OFICINA INTRODUTÓRIA (14 de abril de 2009)




Turma 604 - EEB José Boiteux

A turma recebeu o texto "Cada gol é cada um", no qual, aparecem diferentes formas de narrar um gol.
A partir da ideia do texto a proposta lançada aos alunos:
Como um adolescente faria a narração de um gol...
Os alunos construiram suas narrações;
Em seguida fizeram a leitura dos textos (As leituras foram excelentes)
Construção do cartaz.



Pausa no trabalho para as fotos.





Organizando o painel.... (Foi a maior festa!!!)















O primeiro encontro realizado no pólo, situado na EEB Dayse Werner Salles, teve início às 8:00 até às 12:00. Na ocasião foi apresentado às cursistas o programa Gestão em aprendizagem - Gestar II na disciplina de Língua Portuguesa.Após as explanações sobre a estrutura do cursos, verificou-se na prática a aplicação do material.

Sistema Instrucional de Aprendizagem
O Sistema Instrucional de Aprendizagem é constituído por todo o material de ensino e suas estratégias de implementação. Vejamos a seguir.

Cadernos de Teoria e Prática
Cada área tem seis Cadernos de Teoria e Prática (TP) – nos Módulos I e II. Um Caderno de Teoria e Prática – TP é um material impresso, organizado em um volume, que possibilita o desenvolvimento de determinadas competências em cada Módulo do Programa Gestar.

O Caderno de Teoria e Prática possui quatro unidades e cada Unidade contém três Seções, totalizando 12 Seções por TP, sendo que a cada Seção corresponde um objetivo de aprendizagem. Um Caderno de Teoria e Prática divide-se em três partes. A parte I contém as Unidades; a parte II contém a Lição de Casa ou Socializando; e a parte III, as Oficinas ou Sessão Coletiva.

Estrutura dos Cadernos de Língua Portuguesa
Vamos explorar um Caderno de Teoria e Prática de Língua Portuguesa para compreendermos a sua organização?
Esta etapa é fundamental, pois o Caderno de Teoria e Prática corresponde aos planos de aula do Programa Gestar. Compreendendo a sua estrutura, você irá navegar em suas páginas com segurança e confiança.
Como já enfatizamos, o material é composto por seis volumes de cadernos teóricos e práticos Módulos I e II. Os objetivos e conteúdos de aprendizagem dos alunos de 3o e 4o ciclos estão especificados nos PCN. Vale ressaltar, no entanto, que o material de formação dos professores (informações, conteúdos, explicações sobre a utilização e função de estratégias, etc.) é mais abrangente e complexo do que aquele que será utilizado para as atividades em sala de aula. Por isso mesmo, constantemente, as Unidades alertam para a responsável observação da adequação de todo o material (textos, abordagens, conteúdos e estratégias) à realidade da turma de cada professor. Em cada Caderno, há as atividades propostas para
a sala de aula.

Comecemos explorando o Caderno de Teoria e Prática:
• Identifique o título do TP e leia a introdução geral sobre os temas a serem tratados neste Caderno.
• Em seguida, vá ao sumário e veja como o Caderno é organizado.
• Então comece a analisar uma Unidade e veja a sua estrutura:
1) Título da Unidade e nome do autor.
2) Iniciando nossa Conversa: uma introdução à Unidade.
3) Definindo nosso Ponto de Chegada: são os objetivos de aprendizagem.
4) Seções: são subdivisões da Unidade, elaboradas para poderem ser estudadas de forma independente.
As Seções possuem o título, os objetivos de aprendizagem e o desenvolvimento do conteúdo. Para desenvolver o conteúdo, são utilizados vários recursos de aprendizagem marcados por ícones específicos, conforme elencamos a seguir:
Atividades: inseridas em momentos estratégicos do texto, possibilitam que o cursista mobilize os seus conhecimentos prévios e, a partir dos exercícios, construa o seu próprio conhecimento. Cada Seção conta com no mínimo duas e no máximo seis atividades de estudo, totalizando de seis a dezoito atividades por Unidade.
Indo à sala de aula: sugere atividades que se referem à aplicação do conteúdo estudado em sala de aula ou lembra posturas importantes para o professor.
Avançando na Prática: momento em que o professor é convidado a aplicar em sala o que estudou, por mais de um passo a passo.
Importante: definições de conceitos e sínteses do tópico em estudo.
Recordando: notas sobre conteúdos tratados anteriormente ou que o professor deveria saber.
Resumindo: sintetiza o conteúdo da Seção.
Ao final de cada Unidade, temos os itens que se seguem:
Bibliografia: traz os textos de fundamentação utilizados pelos autores para desenvolver as Unidades.
Leituras Sugeridas: baseiam-se na recomendação de três a cinco leituras por Unidade, com resenha e referências bibliográficas.
As três Seções de toda Unidade respeitam a mesma estrutura descrita acima.
Ampliando nossas Referências: consta de um Texto de Referência, que trabalha conteúdos tratados na Unidade (ímpar) para enriquecimento do assunto.

Sobre o trabalho com o Texto de Referência:
• Não é um texto para ser trabalhado com o aluno de 5a a 8a séries (6o ao 9o anos).
• É um texto de outro autor.
• O estudo dos textos deve ser praticado toda semana em que não houver o encontro quinzenal.
 • Os estudos são obrigatórios e fazem parte da carga horária do cursista.

• O estudo dos textos pode ser individual ou coletivo.
Objetivo dos Textos de Referência. Os textos são geradores de desafio para o professor e provocam e enriquecem a reflexão do professor sobre a sua prática. Espera-se que ele faça a leitura, a análise e a interpretação desses textos.
Correção das Atividades: parte que traz a chave de correção, para o professor conferir as suas respostas a questões elaboradas ao longo dos textos das Seções das Unidades. Desse item constam também as Respostas às questões sobre Ampliando Nossas Referências.
Na parte II de cada Caderno de Teoria e Prática, você encontrará duas Lições de Casa e, na parte III, duas Oficinas.
Lição de Casa: é sempre o relato de um Avançando na Prática, escolhido pelo cursista. Este relato deve ser entregue ao formador para constituir o portifólio do professor.
A cada duas Unidades estudadas, deve ser entregue uma Lição de Casa.
Oficinas: são os encontros presenciais, quinzenais ou de três em três semanas, com duração de 4h. Possui uma seqüência de atividades e instruções a serem desenvolvidas, ora individualmente, ora em pequenos grupos. As Oficinas serão realizadas nas Unidades pares. Elas possuem a padronização descrita no quadro abaixo:

Oficina
Título da Oficina
Objetivo
Parte I - Retomada do processo de estudo e questionamentos sobre as Unidades
Parte II - Trabalho sobre a Lição de Casa
Parte III - Desenvolvimento de uma atividade
Parte IV - Avaliação da Oficina e retomada dos objetivos de aprendizagem
Parte V - Introdução das novas Unidades com perguntas instigadoras.

Após o reconhecimento do material, foi entregue o cronograma dos encontros ao longo do ano. Ainda houve o encaminhamento para o próximo encontro.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

1a OFICINA INTRODUTÓRIA (07 de abril de 2009)

Aula Inaugural
A aula inaugural do Programa Gestar II aconteceu nas dependências do Instituto Estadual de Educação. O encontro contou com a presença do Gerente Regional de Educação da Grande Florianópolis Prof. Ari e das  responsáveis pelo Programa Gestar II na regional, professoras Patrícia e Selma, os dez professores formadores de Língua Portuguesa, dez professores formadores de Matemática e professores cursistas.
Após a abertura oficial da solenidade pelo professor Ari houve a apresentação da proposta do Programa Gestar II, pólos e seus respectivos formadores em cada disciplina.






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domingo, 5 de abril de 2009

Programa Gestar II - Língua Portuguesa

Bem vindos ao Gestar II "Mostrando a Língua"
Gestar II - Formação Continuada em Serviço (MEC/SED SC)
Disciplina de Língua Portuguesa


 
"O nosso trabalho no Programa Gestar tem se orientado para a criação de uma nova escola, que contemple a complexidade do mundo conteporâneo articulando-o a educação de nosso alunos. Uma escola mais democrática e amorosa, que vise à autonomia e a à auto-realização de cada aluno e que, ao mesmo tempo, tenha como horizonte a justiça social, a felicidade e a emancipação da humanidade". (Aprsentação, Guia Geral Gestar II)

Currículo do Gestar II - Língua Portuguesa
A – Qual é o objetivo geral do Gestar II de Língua Portuguesa?
O Gestar II tem como objetivo maior possibilitar ao professor de Língua Portuguesa de 5a a 8a séries (6o ao 9o anos) um trabalho que propicie aos alunos o desenvolvimento de habilidades de compreensão, interpretação e produção dos mais diferentes textos.
Este processo de escolarização visa à inserção dos alunos na sociedade, como cidadãos conscientes, capazes não só de analisar as várias situações de convivência social como também de se expressar criticamente em relação a elas. Os objetivos, na perspectiva do desenvolvimento do professor, estão entrelaçados.
O programa busca a valorização profissional e pessoal do professor, destacando as suas características e histórias particulares, a sua visão de sociedade, de relações e de compromissos com ela. A complexidade cada vez maior de nossa sociedade exige que o trabalho do profissional da educação se embase em uma visão ampla e crítica dos fenômenos da vida moderna. É essencial que o professor, além de usuário qualificado da Língua, tenha também a função de mediar a criação de situações mais diversas de interação de seus alunos e de estimular os processos de elaboração e reflexão sobre os diversos usos da linguagem nas diferentes situações sócio-comunicativas.
B – Qual é a sua especificidade ou o que o torna inovador em relação aos  outros programas de formação existentes?
Na perspectiva da formação continuada, o Gestar II prima pela busca de um caminho de mão dupla entre teoria e prática e pelo enfoque da linguagem como fenômeno cultural,no qual a Língua é elemento constituinte, mas não único e isolado, na organização de nossas experiências. Por isso, toda a discussão sobre a Língua Portuguesa não se faz por intermédio do texto, mas no texto. Desse modo, todo texto verbal ou não-verbal será interpretado com uma razoável profundidade, para garantir o mergulho em sistemas culturais marcados para todos os sujeitos, por negociações, intenções, conhecimentos e experiências distintas. Dessa forma, o Gestar II de Língua Portuguesa busca introduzir os professores na apreciação da cultura letrada (local, regional, nacional e internacional) ao mesmo tempo em que estabelece o diálogo desta com as demais linguagens e manifestações culturais. Essa postura, mais do que possibilita, privilegia os trabalhos docente e discente realizados de forma coletiva e interdisciplinar, incentivando ainda a utilização de vários materiais já disponibilizados pelo PNBE (Plano Nacional Biblioteca da Escola) e pela TV Escola, por exemplo.
C – Quais são as competências esperadas dos professores ao final do programa?
a) Como usuário da Língua:
• Apresentar-se como locutor e interlocutor, com amplo domínio da linguagem, das suas várias modalidades e formas e nos seus diversos contextos.
• Refletir sobre a linguagem e sobre a Língua Portuguesa.
• Reconhecer os usos sociais da Língua, em todas as modalidades, até mesmo como participação política e cidadã.
• Posicionar-se criticamente com relação aos diversos tipos de textos, até mesmo obras didáticas.
• Interessar-se pelos diversos tipos de textos artísticos, especialmente de literatura.
b) Como profissional da educação:
• Atuar de forma consciente, produtiva e adequada à sua comunidade, valorizando as práticas democráticas.
• Desenvolver projetos de aperfeiçoamento (formação profissional e ampliação de horizontes).
• Atuar coletivamente, partilhando experiências e projetos.
• Refletir sobre a sua prática docente e sobre a atuação da escola e suas relações com a sociedade.
c) Como professor de Língua Portuguesa, orientar a sua prática como professor de Língua Portuguesa:
• Observando, registrando, organizando e sistematizando os fatos da gramática interna,da gramática descritiva e da gramática normativa.
• Selecionando e organizando os conteúdos e as matérias de ensino-aprendizagem, em função das características dos seus alunos de 5a a 8a séries (6o ao 9o anos).
• Pesquisando, avaliando e adotando métodos, estratégias e materiais mais adequados e inovadores para a sua atuação.
D – Como organizar o currículo de Língua Portuguesa no Gestar II?
O currículo de Língua Portuguesa organiza-se em torno de questões que já, há algum tempo, fundamentam o seu ensino-aprendizagem. Pelo seu alcance, tais questões têm uma função irradiadora, capacitando o professor para a abordagem autônoma de outros pontos do currículo para os dois ciclos em que trabalha. Para se chegar a esse trabalho autônomo do professor, o currículo do Gestar II desenvolve-se em forma de espiral aberta, da qual as questões são retomadas e ampliadas,estabelecendo sempre novas conexões e abordagens.
E – Como está organizada a Proposta Pedagógica do Gestar II de Língua Portuguesa?
A proposta pedagógica organiza-se, conforme já explicitamos, para o desenvolvimento do letramento do professor (e conseqüentemente do aluno), a partir da discussão e da análise das situações sócio-comunicativas, tendo o texto como eixo central da resolução de problemas. Nos Cadernos de Teoria e Prática, busca-se evidenciar que, no trabalho com a linguagem, se privilegia o uso da Língua como atividade social e comunicativa em que os interlocutores atuam em um espaço cultural e histórico. Essa postura aponta, sobretudo, para uma perspectiva em que o texto é visto como a concretização das situações de interação e um produto de condições sócio-históricas, em que a significação é o ponto central. A nossa proposta parte do pressuposto de que a significação se produz na cultura. Sendo assim, a formação do professor e o desenvolvimento das ações de ensino-aprendizagem devem privilegiar o processo de significação que considere o texto e as relações intertextuais definidas sócio-historicamente pela cultura.
Considerando que o professor de 5a a 8a séries (6o ao 9o anos) é um profissional formado no curso superior e que leciona nas diversas regiões do país, a nossa proposta é que o trabalho com os textos clássicos e consagrados se mescle com os dos autores regionais e as formas da cultura popular, ao mesmo tempo em que se fazem pontes com os assuntos mais relevantes no plano internacional. Essas considerações levam à definição da linha dorsal do programa como uma construção de cadernos de estudo a partir de temas transversais propostos nos PCN e significativos tanto para o professor quanto para o aluno dos ciclos em foco.
A escolha do tema de cada TP comanda, primeiramente, a seleção de textos nos mais diversos gêneros discursivos, além de outras produções culturais e artísticas, abrindo-se um amplo leque de leitura.
Todos os temas serão construídos com os professores por meio da análise e da reflexão; haverá, para cada tópico, os momentos de sínteses, como elaborações do próprio professor. Tais sínteses têm momentos de construção individual e momentos de construção coletiva. Daí a importância das oficinas que reúnem cursistas e formador em uma ampla discussão dos temas e da transposição para a prática pedagógica.
Em cada caderno, haverá, ainda, a busca do alargamento de horizontes dos professores: serão sugeridas outras manifestações sobre o tema do TP ou da Unidade, no sentido de ampliar o campo de análise e discussão das questões abordadas. Assim, serão indicados filmes, peças de teatro, composições musicais, obras literárias, obras de artes plásticas que dialoguem entre si e com o tema proposto. Sistematicamente, as considerações em torno do avanço da competência comunicativa do professor são levadas para o campo de sua prática, procurando-se a transposição adequada de conteúdos e situações, em função dos alunos de 5a a 8a séries (6o ao 9o anos).

Concepções do programa:
• Concepção da relação desenvolvimento-aprendizagem em Língua Portuguesa.
A concepção central no Gestar II da linguagem como interação já esclarece a importância do trabalho com Língua Portuguesa, na medida em que a aprendizagem é sempre um processo de interação, seja com os professores, seja com os colegas (idéia básica do desenvolvimento proximal), seja com documentos ou outras manifestações humanas. O desenvolvimento da competência comunicativa do aluno, o qual se evidencia na oralidade, na leitura e na produção de textos, é a garantia de seu melhor desempenho
com relação ao desenvolvimento dos demais conteúdos curriculares, como também de seu próprio desenvolvimento integral como pessoa. Nesses ciclos, serão privilegiadas situações de aprendizado que focalizem a discussão, a participação e a troca entre colegas, propondo-se atividades que proporcionem momentos de aprendizado individual, em grupos e coletivos.

• Concepção de atividade de aprendizagem
A mesma concepção de linguagem como interação implica entendê-la como atividade-trabalho dos interlocutores. Desse modo, o desenvolvimento da linguagem só pode dar-se por meio de atividades significativas que passam a ser o componente essencial deste projeto de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa. Mediadas pelo professor e em interação constante entre colegas, as atividades de aprendizagem do aluno das séries finais do Ensino Fundamental devem ser planejadas estabelecendo-se relações entre conteúdos e conhecimentos pretendidos dos dois ciclos e promovendo-se um progressivo aprofundamento da percepção e da análise, com relação às experiências vividas. As atividades devem também oferecer muitas possibilidades para que os alunos tornem-se progressivamente autônomos e possam obter novas informações, exercitar estratégias diversificadas e com graus de complexidade crescente de interação e aprender diferentes formas de produção de significação.

• A pessoa do professor de Língua Portuguesa.
Tanto quanto a própria educação, o letramento é um processo contínuo de crescimento, envolvendo todos em um projeto educacional. No Gestar II, busca-se valorizar o professor como aquele que, ao mesmo tempo em que ensina, está em constante processo de aprendizagem. Assim, parece essencial o seu entusiasmo por essa dupla face de sua função, a busca constante do aperfeiçoamento pessoal e profissional, o que determina a necessidade da incessante busca de melhoria de seu desempenho como leitor e escritor, mas também como interlocutor-ouvinte, papel essencial de sua atuação em sala de aula, em que a escuta e a leitura do texto do aluno são condições para a consecução do objetivo maior do ensino-aprendizagem da Língua.

F – Qual é a ementa do programa de Língua Portuguesa?
Ementas dos Cadernos de Teoria e Prática de Língua Portuguesa – Módulo I









































Material Gestar II

Todo o material do Programa Gestar II está disponível na página do MEC.

TP - Cadernos de Teoria e Prática
AAA - Cadernos de Atividade de Apoio a Aprendizagem - Professor
AAA - Cadernos de Atividade de Apoio a Aprendizagem - Aluno

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13026&Itemid=652

Bom trabalho

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