quinta-feira, 21 de junho de 2012

Análise sintática: tipos de predicado


PREDICADO VERBAL
O predicado verbal contitui-se de um verbo ou locução verbal que expressa a idéia de ação. Este verbo pode ser transitivo ou intransitivo.
O núcleo do predicado verbal é o verbo (que é chamado de significativo) pois traz em si a idéia de ação.
Ex. Aquele menino brincava com uma pipa.
Sujeito=aquele menino
Núcleo do Suj.=menino
Predicado=brincava com uma pipa
Tipo de pred.=verbal
Núcleo do pred. verbal=brincava
Mais exemplos:
O professor já corrigiu as provas.
O Brasil foi descoberto por Cabral.
O
 viajante caminhava pela estrada.
A
 árvore pertence ao mundo da natureza.
PREDICADO NOMINAL
É formado por um verbo de ligação e um predicativo  do sujeito.O pred. nominal nos informa algo a respeito do sujeito.Indica um estado ou uma qualidade do sujeito.
O núcleo do pred. nominal é o predicativo do sujeito.
Ex. A prova era difícil.
Sujeito = a prova
Núcleo de sujeito=prova
Predicado=era difícil
Tipo de Predicado=nominal( verbo de ligação+predicativo do sujeito)
verbo de lig.=era pred. do suj.=difícil
Núcleo do pred. nominal=difícil.
Mais exemplos:
A criança ficou ferida.
Aquela
 mulher parece uma criança.
PREDICADO VERBO-NOMINAL
É formado por um verbo significativo (ação) mais o predicativo do sujeito.
O pred. verbo-nominal nos dá 2 informações: ação e estado.
O núcleo do PVN é o verbo e o predicativo (nome).
OBS: como aqui o verbo é de ação,logo o pvn não possui verbo de ligação.
Ex.A criança brincava distraída.
Suj= a criança
Núcleo do suj.=criança
Pred.=brincava distraída.
Tipo de pred.=verbo-nominal (ação+estado)
Núcleo do pred.=brincava/distraída
Mais ex.
A chuva caía fina.
O dentista voltou sério.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Os sentidos das palavras

AS palavras carregam


mais que etimologia,

carregam e comportam sentimentos

- pura filosofia -

carregam ainda toda a subjetividade

que cada palavra ansia

a satisfação, as risadas,

colo de mãe e família

lembram o doce do chocolate

que a vontade sacia.

Já a brisa, e a respiração

lembram o suave toque das mãos

em uma rosa em botão.

Já o gosto amargo da vida

quem nos lembra é incapacidade...

doença e frustração

que nos roubam a felicidade

e afligem o coração,

mas falando com sinceridade

a palavra que carrega o sentido mais triste

de tudo que no mundo existe

é a palavra MORTE

que em nossa vida faz um corte

levando as lágrimas à face,

encerrando desentendimentos,

acabando com mágoas

que não tiveram tempo de arrependimento.

Essa palavra ainda

não tem nada de subjetiva

que carrega consigo

todos os sentimentos e as rimas

e o sentido de todas as palavras

que por aqui no mundo

sobreviveram ainda.



(Rosane Hart, 24/03/2010)
 
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segunda-feira, 22 de março de 2010

Formação de palavras: exercícios



Avaliação de Português: Formação das Palavras       (B)
Nome: ________________________________

1. Em nosso país, muitas foram as tentativas de substituição de estrangeirismos por neologismos, nem sempre invenções felizes ou bem-aceitas. Veja alguns exemplos:
Neologismos
Estrangeirismos
convescote
pic-nic (piquenique)
balípodo
foot-ball (futebol)
cinesífero
chauffer (chofer)
lucivelo
abat-jour (abajur)
cardápio
menu
a) Desses neologismos, apenas cardápio foi aceito pelos falantes da língua portuguesa. Levante hipóteses: Por que os demais não tiveram aceitação?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) O que é necessário para um neologismo ser incorporado à língua?
__________________________________________________________________________________ 
c) Todos os falantes da língua podem criar neologismos. Entretanto, o que aconteceria se todo o mundo começasse a inventar palavras?
___________________________________________________________________________________________________________________________

2. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo:
a) ajoelhar / antebraço / assinatura           
b) atraso / embarque / pesca              
c) o jota / o sim / o tropeço                                            
d) entrega / estupidez / sobreviver             
e) antepor / exportação / sanguessuga

 A primeira vista poderia considerarmos as alternativas A e C como corretas, no entanto, se analisarmos com atenção perceberemos que a alternativa C não pode ser assinalada como correta. Por quê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3. É correto afirmar que a palavra "aguardente" formou-se por aglutinação? Justifique.
__________________________________________________________________________________
4. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição?     
a) desagradável - complemente           
b) vaga-lume - pé-de-cabra      
c) encruzilhada - estremeceu  
d) supersticiosa - valiosas                     
e) desatarraxou - estremeceu
     
5. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. Em seguida, marque a alternativa que corresponde à seqüência numérica encontrada:
      (   ) aguardente     1) justaposição
      (   ) casamento      2) aglutinação
      (   ) portuário         3) parassíntese
      (   ) pontapé          4) derivação sufixal
      (   ) os contras      5) derivação imprópria
      (   ) submarino      6) derivação prefixal
      (   ) hipótese
a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1       b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6     
c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6       d) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6       
e) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6

 6. Diga se as palavras abaixo se formaram pelo processo de composição por justaposição ou por composição por aglutinação:
a) embora: _______________________________
b) petróleo: _______________________________
c) girassol: _______________________________
d) pé-de-moleque: _________________________

7. ESCLARECER é formado por derivação ______
_______________, ES é ______________, CLAR é _______________ 
e ECER é _______________. 

Leia o poema “Neologismo” de Manuel Bandeira:
“Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:Teadoro, Teodora”.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. RJ: J. Olympio, 1970)

8. O título do poema é “Neologismo”.
a) O que quer dizer essa palavra?
___________________________________________________________________________________________________________________________ 

b) Que palavra do poema justifica esse título?
________________________________________

9. Onomatopéia é __________________________
_________________________________________

10. A exemplo do poeta Manuel Bandeira, crie um pequeno poema, empregando uma ou mais palavras inventadas por você.

  

sexta-feira, 19 de março de 2010

Formação de palavras: exercícios


      
Avaliação de Português: Formação das Palavras       (A) 
Profª: Rosane Hart            Turma: 801
Nome: ________________________________

1. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo:
a) ajoelhar / antebraço / assinatura           
b) atraso / embarque / pesca              
c) o jota / o sim / o tropeço                                            
d) entrega / estupidez / sobreviver             
e) antepor / exportação / sanguessuga

 A primeira vista poderia considerarmos as alternativas A e C como corretas, no entanto, se analisarmos com atenção perceberemos que a alternativa C não pode ser assinalada como correta. Por quê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição?  
a) desatarraxou - estremeceu    
b) desagradável - complemente            
c) vaga-lume - pé-de-cabra       
d) encruzilhada - estremeceu   
e) supersticiosa - valiosas                     
     
3. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. Em seguida, marque a alternativa que corresponde à seqüência numérica encontrada:
      (   ) aguardente     1) justaposição
      (   ) casamento      2) aglutinação
      (   ) portuário         3) parassíntese
      (   ) pontapé          4) derivação sufixal
      (   ) os contras      5) derivação imprópria
      (   ) submarino      6) derivação prefixal
      (   ) hipótese

a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1       
b) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6              
c) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6 
d) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6    
e) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6

4. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor, planalto e aguardente são formadas por:
a) derivação          
b) onomatopéia         
c) hibridismo         
d) composição     
 e) prefixação
     
5. Diga se as palavras abaixo se formaram pelo processo de composição por justaposição ou por composição por aglutinação:
a) embora: _______________________________
b) petróleo: _______________________________
c) girassol: _______________________________
d) pé-de-moleque: _________________________

6. ESCLARECER é formado por derivação ______
_______________, ES é ______________, 
CLAR é _______________ e ECER é _______________. 

Leia o poema “Neologismo” de Manuel Bandeira:
“Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo: Teadoro, Teodora”.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. RJ: J. Olympio, 1970)

7. O título do poema é “Neologismo”.
a) O que quer dizer essa palavra?
______________________________________________________________________________________________________________________ 

b) Que palavra do poema justifica esse título?
________________________________________

8. Em nosso país, muitas foram as tentativas de substituição de estrangeirismos por neologismos, nem sempre invenções felizes ou bem-aceitas. Veja alguns exemplos:
Neologismos
Estrangeirismos
convescote
pic-nic (piquenique)
balípodo
foot-ball (futebol)
cinesífero
chauffer (chofer)
lucivelo
abat-jour (abajur)
cardápio
menu

a) Desses neologismos, apenas cardápio foi aceito pelos falantes da língua portuguesa. Levante hipóteses: Por que os demais não tiveram aceitação?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

b) O que é necessário para um neologismo ser incorporado à língua?
__________________________________________________________________________________ 

c) Todos os falantes da língua podem criar neologismos. Entretanto, o que aconteceria se todo o mundo começasse a inventar palavras?
___________________________________________________________________________________________________________________________

9. Onomatopéia é __________________________
_________________________________________

10. A exemplo do poeta Manuel Bandeira, crie um pequeno poema, empregando uma ou mais palavras inventadas por você.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Visitas às escolas (novembro 2009)

EEB Tenente Almachio - Professora Ema Verônica Zabendzala
Atividade desenvolvida: Revisão e Editoração de textos.
Turma: 6a série







EEB Jairo Callado - Professora Salomé Zemke
Atividade desenvolvida: Revisão e editoração de textos.
















EEB José Boiteux - Professora Luciane Pivetta
Atividade desenvolvida: Revisão, editoração e reescritura de textos.
Turma 6a série.












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terça-feira, 10 de novembro de 2009

12a Oficina (10 de novembro de 2009) - TP2

TP 02 - Oficina 4 - Unidades 8

Objetivos:
1 – Rever e sistematizar as informações essenciais em torno da arte e da linguagem figurada.
2 – Desenvolver a leitura e a produção de texto dos cursistas.

Parte I - 40 minutos
Este primeiro momento da oficina pretende permitir que você e seus colegas retomem os conteúdos das Unidades 7 e 8, incluindo o texto de referência, trabalhado na Unidade 7. Nessa retomada, todos devem ter oportunidade para expor seus pontos de vista e dúvidas mais importantes e de maior significação para todo o grupo. A não ser em casos excepcionais, 45 minutos são suficientes para abordar essas questões. Por isso, procure ser bastante objetivo e ouvir atentamente cada colega, para que cada opinião ou dúvida seja oportunidade de uma nova ocasião para rever o conteúdo, sem perda de tempo.

Parte II - 40 minutos
Esperamos que você tenha feito com prazer pelo menos uma das propostas apresentadas no Avançando na prática. Além de escrever o relato da atividade escolhida na parte Lição de Casa, destacada para ser entregue ao Formador, lembre-se de que você será chamado a comentá-la com seus colegas. Se achar necessário, leve materiais que possam enriquecer essa apresentação. Insistimos na importância, tanto do relato escrito quanto da discussão da atividade. Lembre-se também de levar material produzido por
seus alunos, como dado importante de seu depoimento.
Parte III - 120 minutos
1ª atividade – Interpretação de texto (50 minutos)
1 – Sugerimos que você, com mais dois colegas, façam interpretação da charge (desenho humorístico) de Quino, já nosso conhecido. Vejam que figura de linguagem está privilegiada nela. Para ajudá-lo nesse trabalho, sugerimos que responda a algumas perguntas, apresentadas após a charge.



A) Podemos afirmar que a cena é doméstica. O que nos garante que a biblioteca é particular, parte de uma casa?
B) Que personagens aparecem na charge? Que papéis têm no cenário?
C) Imaginando-se as ótimas condições financeiras do proprietário, pode-se conceber que falte na casa uma escada? Que significado você atribui à posição do empregado?
D) O patrão tira um livro da estante.
a) Que importância tem o título para o sentido da charge?
b) Que figura de linguagem o autor usou na charge?

2 – Apresentem para o grupo maior as respostas às perguntas acima e outros pontos que considerem importantes. Discutam as possíveis diferenças de interpretação.

2ª atividade - Produção de texto - 70 minutos
1 – Faça com seus colegas um bilhete ou cartão, dirigido ao patrão, comentando sua atitude. Pode ser uma argumentação contra ela, ou um comentário irônico em torno dela. Lembrem-se: deve ser um texto curto e com as formalidades do gênero escolhido.
Não deixem de reler o texto e promover alguma alteração que considerarem importante.
2 – Leia a produção do seu grupo para o grupo maior. Observe as críticas e veja se há ainda algo a ser modificado na produção. Da mesma forma, ouça atentamente a produção dos outros grupos e opine sobre cada uma delas.

Parte IV - 20 minutos
Sinta-se à vontade para avaliar a oficina com seus colegas e com o Formador. Essa avaliação deve abarcar todas as suas partes, pensando-se desde a elaboração feita por nós até sua execução: atitude do grupo, explicações e condução do Formador, tempo, espaço, etc.

Parte V- 20 minutos
Seu Formador vai trabalhar um pouquinho com vocês uma palavra muito usada por todos nós... importantíssima para nossos próximos estudos!

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

11a OFICINA (03 de novembro de 2009) - TP2

TP 2 - Oficina 3 - Unidade 6

Como sempre acontece nas unidades pares, apresentamos algumas sugestões para o desenvolvimento da reunião que você terá com os colegas e o Formador.

Nossos objetivos são:
1 – Resolver dúvidas e sistematizar as informações dos pontos principais das unidades: os sentidos da palavra gramática e o conceito e a constituição da frase e do período.
2 – Aperfeiçoar o planejamento e a execução de atividades de linguagem (leitura e produção de textos, e análise lingüística).

Parte I - (40 minutos)
Lembre-se de que a primeira parte da reunião está reservada para os comentários e discussões em torno das duas últimas unidades. Para melhor aproveitamento desse tempo, anote suas dúvidas, sugestões e críticas, para apresentá-las ao grupo.
Como registrado em vários textos enfocando a escola, seria interessante que os pontos de vista registrados nos textos das duas unidades fossem comentados, de modo que vocês refletissem sobre a escola onde cada um trabalha: seus acertos e seus problemas; valores e atitudes que a escola costuma reforçar ou transformar e sobre a forma como isso se dá; como cada um se sente, atuando como professor. A produção de
textos, sugerida na atividade 14, pode ser o ponto de partida para esse momento de troca.

Parte II - Relato de experiência (40 minutos)
Atividades desenvolvidas

EEB Tenente Almáchio - Professora Verônica
O local onde vivo









Parte III - Proposta de atividade com textos (120 minutos)
Apresentamos, ainda, uma proposta de atividade de leitura e produção de textos, para ser planejada e discutida na reunião. Junte-se a mais dois colegas e desenvolva a proposta.
Escolham um dos textos abaixo para planejar uma atividade de interpretação e de produção de texto. Em seguida, planejem uma atividade de análise lingüística. Os dois textos, naturalmente, têm uma característica importante, no âmbito do estudo feito na unidade. Desta vez, a partir de um comentário inicial, propomos que vocês façam as perguntas que orientarão a atividade. Depois de cumprida a proposta, vocês vão apresentar suas conclusões aos demais grupos. Escolham um relator, ou a parte que cada um vai apresentar.

Texto 1
O primeiro é o trecho inicial (prólogo) de A menina e o vento, uma das mais representa tivas peças de Maria Clara Machado, um dos maiores nomes do teatro brasileiro. De uma família de grandes intelectuais e escritores, mineira de Belo Horizonte, morava no Rio de Janeiro desde a juventude, depois de fazer cursos de teatro na França e nos Estados Unidos. Morreu em 2001. Maria Clara Machado teve suas obras encenadas nos mais diversos palcos no Brasil e no exterior. Criou o mais importante espaço de formação de
atores do Brasil, o Tablado, onde se revelaram grandes nomes do teatro brasileiro.

Maria e Pedro na cova do vento
O prólogo se passa no proscênio, com a cortina fechada. Ouve-se insistentemente uma escala de piano
tocada ao longe. Fugindo, esbaforidos, entram Maria e Pedro.
Cessa a escala.
Maria – Corre, Pedro, que lá vêm elas!
Pedro – Santo Deus, ela não nos deixa em paz!
Maria e Pedro (juntos) – Aula no domingo também é o cúmulo.
Pedro – Tia Adelaide é o fim.
Voz de tia Adelaide – Pedro! Maria!
Maria – Depressa! (Saem correndo.)
Entram também esbaforidas da corrida as três tias. Tia Adelaide é a mais velha e também a mais mandona. Tia Adalgisa é a do meio. Cópia viva de tia Adelaide. Tia Aurélia é a menos velha, meio biruta, meio infantil, obedece sempre tia Adelaide, por hábito e medo. Passam as tias (ouve-se de novo a escala de piano) e tornam a voltar os meninos.
Maria – Pedro, vamos nos esconder na cova do vento?
Pedro – Boa idéia. Vamos! (Saem. Voltam as tias.)
Adelaide (gritando) – Meninos, voltem já para a aula!
Adalgisa – Eu disse à mãe deles para não deixá-los brincar na rua.
Aurélia – Maria! Pedro!... Voltem já... já... Adelaide está chamando!...
Adelaide – Lugar de criança é dentro de casa...
Adalgisa – A culpa é da mãe deles que é muito mole...
Aurélia – No meu tempo, quando...
Adelaide (interrompendo-a) – Já sei, Aurélia, que no nosso tempo era diferente, mas nossa obrigação de tias é educá-los.
Aurélia – A aula de hoje é tão boa! Adoro educação cívica!
Adalgisa – As aulas de Adelaide são excelentes! Ela é a melhor professora de educação cívica da cidade!
Aurélia – E do Brasil!
Adelaide (saindo, orgulhosa com os elogios) – Meninos, voltem para a aula!
Adalgisa (acompanhando-a) – É preciso aprender a amar o Brasil, meninos !
Aurélia (também saindo) – Pedro! Maria!
(Muito assustada, volta Adalgisa.)
Adalgisa – Por ali é o caminho da cova do vento!
Adelaide (voltando também assustada.) ...não é lugar para moças sozinhas...
Aurélia (aparecendo alvoroçada) – Cova do vento...mamãe sempre disse que lá é muito deserto, e feio... e cheio de vento...
Adelaide – Vamos voltar. É muito perigoso o risco.
Aurélia – E os meninos?
Adelaide – Quando chegarem em casa ficarão de castigo. Terão de escrever duzentas
vezes: Viva o nosso Brasil amado! (Sai)
Aurélia – Vivoooooo! (Sai)
Adalgiza – Muito boa idéia, Adelaide, muito boa idéia! (Sai)
MACHADO, Maria Clara. A menina e o vento. In: Teatro Infantil IV. Rio de Janeiro: Agir, 1969. p.11-12.
 
Texto 2

O texto 2 é um poema baseado nas pinturas do italiano Giuseppe Arcimboldo (1527 - 1563). Contemporâneo de Leonardo da Vinci, suas obras mais conhecidas são as Cabeças compostas, nas
quais a figura humana é criada a partir de
plantas, bichos e objetos
variados. Da
contemplação de alguns
quadros – O Ar, A Água, A Terra, O
Fogo – o poeta mineiro
Leo Cunha criou seu
poema Quatro.
 
 
 
 
 


Releiam os dois textos e elejam um fato lingüístico para ser trabalhado com seus alunos. Lembrem-se de que vocês devem escolher alguma coisa significativa e que tenha uma boa exemplificação em um ou nos dois textos.

Parte IV – Avaliação da oficina (20 minutos)
Discuta com seus colegas: como avaliam a oficina? Tenham sempre em mente os objetivos que deveriam ser atingidos e a validade das atividades para esse fim.

Parte V – As próximas unidades (20 minutos)
Quantos são os sentidos da palavra gênero?
Procure levantar todos os sentidos que conhecem dessa palavra. Algum deles interessa especialmente ao ensino de Língua Portuguesa? Por quê?

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

10a OFICINA (20 de outubro de 2009) - TP1

TP 01 - Oficina 2 - Unidade 4

Como sempre, após o estudo das unidades pares, você e seus colegas se reúnem com o Formador para realizar uma oficina que retoma as questões da prática pedagógica, a partir dos dois últimos conteúdos.

São seus objetivos:
1 – Rever e sistematizar as informações essenciais em torno do uso do texto no ensino da língua (incluindo a intertextualidade).
2 – Avaliar a prática docente, com relação a atividades ligadas à leitura e à produção de textos.
Sabemos que algumas atividades da oficina já estão indicadas:

Parte I (40 minutos)
Discussão dos pontos que apresentaram dificuldades de entendimento, ou que lhes parecem merecer um comentário, pela relevância ou pela discordância de pontos de vista.
Aqui, a própria escolha do tema dos textos pode ser avaliada, assim como o texto de referência da Unidade 3. Não se esqueça de que seus colegas também trarão dúvidas e comentários. Por isso, selecione suas questões mais importantes para discussão.

Parte II (40 minutos)

EEB Silveira de Souza - Professora Solange P. de Freitas
AAA1, p. 15 - Variantes linguistícas: dialetos e registros.
Após trabalharem com o texto "A estranha passageira" a professora propôs aos alunos a produção textual de alguma anedota ou história engraçada.

     Inferno nacional
     A história contada aqui é de um cara que morreu e foi pro inferno. Chegando no inferno o diabo explicou pro cara que o inferno era dividido, em departamentos. Tinham o nome de países.
     O cara foi direto no departamento dos Estados Unidos, pensando que seria bom, pois o país é bem avançado, etc. Chegando lá viu uma fila, não muito grande, entrou na fila e logo foi perguntando:
- O que acontece no departamento dos EUA? Uma outra pessoa que estava na frente respondeu:
- Aqui é assim, pela manhã você leva 300 chibatadas, depois vai a um forno de 250 graus celsius durante duas horas, logo depois vai para um freezer a menos trezentos graus celsius por duas horas.
     O cara ficou apavorado e foi embora a procura de outro departamento, passou pelo departamento da Espanha, Itália, França, etc. Mas todos tinham o mesmo regime que o dos EUA.
     O cara já estava triste andando pelas ruas do inferno, quando viu um departamento com o nome Brasil, e a fila era bem maior do que as outras, entrou na fila e foi perguntando ao camarada da frente porque a fila era maior naquele departamento, o camarada da frente falou:
- Fala baixo cara... Fica só olhando, o forno daque tá quebrado, o freezer não faz mais do que menos 50 graus celsius, e o cara das chibatas vem aqui bate o ponto e vai embora.
(Wiliam Bitencourt)

Parte III (120 minutos)
Sugerimos que você com mais dois colegas façam o plano de uma atividade de leitura do texto abaixo, relacionando-o com o assunto de nossa unidade. Proponha também uma produção de texto.

A língua
Um senhor de muitas posses e pouca sabedoria chamou seu servo mais velho, homem de poucas posses e muita sabedoria, e ordenou-lhe que fosse ao açougue e lhe trouxesse o melhor bocado de carne que encontrasse. O servo foi, e voltou trazendo uma língua, com a qual foi preparado um fino jantar.

Alguns dias depois, o senhor ordenou a seu servo que fosse novamente ao açougue e lhe trouxesse o bocado de carne mais ordinário que encontrasse, para alimentar os cães. O servo foi, e voltou trazendo uma língua. O senhor, que era um homem de muitas posses e pouca sabedoria, enfureceu-se:
– Mas, então, para qualquer recomendação que dou me trazes sempre uma língua?
O servo que era um homem de poucas posses e muita sabedoria, respondeu:

– A língua, meu senhor, é o melhor pedaço quando usada com bondade e sabedoria, e de todos o pior, quando usada com arrogância e maledicência.
Língua (Fábula da tradição judaica).

In Fábulas… em Cartão Postal. Belo Horizonte: Autêntica. s/d.

Parte IV (20 minutos)
Avaliação da oficina, a partir do alcance dos objetivos e do  interesse das atividades propostas.

Parte V (20 minutos)
O que nos espera, no próximo TP?
O próximo TP trabalha os conteúdos de leitura e produção de textos. Que aspectos desses dois assuntos você considera mais importantes discutir, para aperfeiçoar a sua prática pedagógica?

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