TP 01 - Oficina 2 - Unidade 4
Como sempre, após o estudo das unidades pares, você e seus colegas se reúnem com o Formador para realizar uma oficina que retoma as questões da prática pedagógica, a partir dos dois últimos conteúdos.
São seus objetivos:
1 – Rever e sistematizar as informações essenciais em torno do uso do texto no ensino da língua (incluindo a intertextualidade).
2 – Avaliar a prática docente, com relação a atividades ligadas à leitura e à produção de textos.
Sabemos que algumas atividades da oficina já estão indicadas:
Parte I (40 minutos)
Discussão dos pontos que apresentaram dificuldades de entendimento, ou que lhes parecem merecer um comentário, pela relevância ou pela discordância de pontos de vista.
Aqui, a própria escolha do tema dos textos pode ser avaliada, assim como o texto de referência da Unidade 3. Não se esqueça de que seus colegas também trarão dúvidas e comentários. Por isso, selecione suas questões mais importantes para discussão.
Parte II (40 minutos)
EEB Silveira de Souza - Professora Solange P. de Freitas
AAA1, p. 15 - Variantes linguistícas: dialetos e registros.
Após trabalharem com o texto "A estranha passageira" a professora propôs aos alunos a produção textual de alguma anedota ou história engraçada.
Inferno nacional
A história contada aqui é de um cara que morreu e foi pro inferno. Chegando no inferno o diabo explicou pro cara que o inferno era dividido, em departamentos. Tinham o nome de países.
O cara foi direto no departamento dos Estados Unidos, pensando que seria bom, pois o país é bem avançado, etc. Chegando lá viu uma fila, não muito grande, entrou na fila e logo foi perguntando:
- O que acontece no departamento dos EUA? Uma outra pessoa que estava na frente respondeu:
- Aqui é assim, pela manhã você leva 300 chibatadas, depois vai a um forno de 250 graus celsius durante duas horas, logo depois vai para um freezer a menos trezentos graus celsius por duas horas.
O cara ficou apavorado e foi embora a procura de outro departamento, passou pelo departamento da Espanha, Itália, França, etc. Mas todos tinham o mesmo regime que o dos EUA.
O cara já estava triste andando pelas ruas do inferno, quando viu um departamento com o nome Brasil, e a fila era bem maior do que as outras, entrou na fila e foi perguntando ao camarada da frente porque a fila era maior naquele departamento, o camarada da frente falou:
- Fala baixo cara... Fica só olhando, o forno daque tá quebrado, o freezer não faz mais do que menos 50 graus celsius, e o cara das chibatas vem aqui bate o ponto e vai embora.
(Wiliam Bitencourt)
Parte III (120 minutos)
Sugerimos que você com mais dois colegas façam o plano de uma atividade de leitura do texto abaixo, relacionando-o com o assunto de nossa unidade. Proponha também uma produção de texto.
A língua
Um senhor de muitas posses e pouca sabedoria chamou seu servo mais velho, homem de poucas posses e muita sabedoria, e ordenou-lhe que fosse ao açougue e lhe trouxesse o melhor bocado de carne que encontrasse. O servo foi, e voltou trazendo uma língua, com a qual foi preparado um fino jantar.
Alguns dias depois, o senhor ordenou a seu servo que fosse novamente ao açougue e lhe trouxesse o bocado de carne mais ordinário que encontrasse, para alimentar os cães. O servo foi, e voltou trazendo uma língua. O senhor, que era um homem de muitas posses e pouca sabedoria, enfureceu-se:
– Mas, então, para qualquer recomendação que dou me trazes sempre uma língua?
O servo que era um homem de poucas posses e muita sabedoria, respondeu:
– A língua, meu senhor, é o melhor pedaço quando usada com bondade e sabedoria, e de todos o pior, quando usada com arrogância e maledicência.
Língua (Fábula da tradição judaica).
In Fábulas… em Cartão Postal. Belo Horizonte: Autêntica. s/d.
Parte IV (20 minutos)
Avaliação da oficina, a partir do alcance dos objetivos e do interesse das atividades propostas.
Parte V (20 minutos)
O que nos espera, no próximo TP?
O próximo TP trabalha os conteúdos de leitura e produção de textos. Que aspectos desses dois assuntos você considera mais importantes discutir, para aperfeiçoar a sua prática pedagógica?
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
9a OFICINA (06 de outubro de 2009) - TP1
TP1
Como você já sabe, ao final das unidades pares, apresentamos-lhe nossa proposta
para a oficina que você fará com seus colegas e com o Formador e que tem a duração
de 4 horas. Todas as atividades da oficina procuram levá-lo a discutir e aperfeiçoar a sua
prática pedagógica.
Parte I - (40 minutos)
Leve para a reunião da quinzena as questões das unidades que não ficaram claras para
você ou que considera passíveis de crítica e discussões. Inclua suas observações sobre o
texto de referência, lido na unidade anterior. Lembre-se de que vocês terão muitos assuntos
a tratar. Seja, portanto, econômico e criterioso na escolha desses pontos.
Parte II - (40 minutos)
Atividades desenvolvidas
EEB José Boiteux - Professora Rosane Hart
Turma 502 - A professora distribuiu diversos livros aos alunos. As crianças leram os livros, relataram suas experiências, produziram um desenho representando a história lida.
Parte III - (120 minutos)
Desenvolva com seus colegas as atividades que propomos em torno da crônica abaixo.
A outra senhora
A garotinha fez esta redação no ginásio:
“Mammy, hoje é dia das Mães e eu desejo-lhe milhões de felicidades e tudo mais que a Sra. sabe. Sendo hoje o dia das Mães, data sublime conforme a professora explicou o sacrifício de ser Mãe que a gente não está na idade de entender mas um dia estaremos, resolvi lhe oferecer um presente bem bacaninha e ver as vitrines e li as revistas.
Pensei em dar à Sra. o radiofono Hi-Fi de som estereofônico e caixa acústica de 2 alto-falantes amplificador e transformador mas fiquei em dúvida se não era preferível um tv legal e cinescópio multirreacionário e som frontal, antena telescópica embutida, mas o nosso apartamento é um ovo de tico-tico, talvez a Sra. adorasse o transistor de 3 faixas de ondas e 4 pilhas de lanterna bem simplesinho, levava ele para a cozinha e se divertia enquanto faz comida. Mas a Sra. se queixa tanto de barulho e dor de cabeça, desisti desse projeto musical, é uma pena, enfim trata-se de um modesto sacrifício de sus filhinha em intenção da melhor Mãe do Brasil.
Falei em cozinha, estive quase te escolhendo o grill automático de 6 utilidades porta de vidro refratário e completo controle visual dão prazer uma semana, chateação o resto do mês, depois encosta-se eles no só não comprei-o porque diz que esses negócios eletrodomésticos dão prazer uma semana, chateação o resto do mês, depois encosta-se eles no armário da copa. Como a gente não tem armário de copa nem copa, me lembrei de dar um, serve de copa, despensa e bar, chapeado de aço tecnicamente subdesenvolvido.
Tinha também um conjunto para cozinha de pintura porcelanizada, fecho magnético ultra-silencioso puxador de alumínio anodizado, um amoreco. Fiquei na dúvida e depois tem o refrigerador de 17 pés cúbicos integralmente utilizáveis, congelador cabendo um leitão ou peru inteiro, esse eu vi que não cabe lá em casa, sai dessa? ofendida deu querer acabar com a sua roupa lavada no tanque, alvinha que nem pomba branca. Mammy bate e esfrega com tanto capricho enquanto eu estou no cinema ou tomo sorvete com a turma. Quase entrei na loja para comprar o aparelho de ar condicionado de 3 capacidades, nosso apartamentinho de fundo embaixo do terraço é um forno, mas a Sra. vive espirrando, o melhor é não inventar moda.
Mammy, o braço dói, e tinha um liqüidificador de 3 velocidades, sempre quis que a Sra. não tomasse trabalho de espremer laranja, a máquina de tricô faz 500 pontos, a Sra. sozinha faz muito mais. Um secador de cabelo para Mammy! gritei, com capacete plástico mas passei adiante, a Sra. não é desses luxos, e a poltrona anatômica me tentou, é um estouro, mas eu sabia que a minha Mãezinha nunca tem tempo de sentar. Mais o quê? Ah, sim, o colar de pérolas acetinadas, caixa de talco de plástico perolizado, par de
meias, etc. Acabei achando tudo meio chato tanta coisa para uma garotinha só comprar e uma pessoa só usar mesmo sendo a Mãe mais bonita e merecedora do Universo. E depois, Mammy, eu não tinha nem 80 cruzeiros, eu pensava que na véspera deste Dia a gente recebesse não sei como uma carteira cheia de notas amarelas, não recebi nada e te ofereço este beijo bem beijado e carinhosão de tua filhinha Isabel.”
ANDRADE, C.D. de. Cadeira de balanço. Rio de Janeiro: Record, 1996, p.143-146.
Estudo do texto
Depois da leitura, em grupos de no máximo 3 pessoas, discuta e responda às questões abaixo. Se acharem interessante, podem juntar duas perguntas em uma só resposta. Elas têm o objetivo de chamar a atenção de vocês para alguns pontos, e eles nem sempre são independentes. Escolham um relator, para apresentar as posições do grupo, no momento da discussão em conjunto.
A – Sua expectativa e a de seus colegas, com relação à linguagem, foi correta?
B – Mesmo com relação ao registro da criança, a carta apresenta uma evolução muito interessante. Observe as mudanças principais que vão ocorrendo na carta, com relação ao tratamento, aos presentes, etc.
C – Além do dialeto/registro da criança, a carta mostra traços de outros.
a) Quais são?
b) Qual a intenção desse uso?
D – Que efeito criam no leitor dois níveis tão diferentes de linguagem?
E – Vocês já devem ter apontado que a carta apresenta “problemas” de pontuação. Vocês os atribuiriam exclusivamente ao fato de se tratar de uma criança que ainda não domina todos os elementos da escrita?
(Pensem no material que ele utiliza para “comprar” o presente”.)
F – Vocês acham que a criança domina o vocabulário técnico presente na sua carta? Dê exemplos que confirmem sua opinião.
G – E vocês dominam esse vocabulário? Nas propagandas, que intenção tem essa linguagem técnica?
H – Na sua opinião, que intenção teria o autor, ao fazer essa crônica?
I – Independentemente de sua opinião, parecem claras duas críticas do autor. Quais são elas?
J – Além do humor e das críticas, bem ao jeito de Drummond, há uma valorização bastante interessante aí. Qual é?
L – Afinal, vocês observaram no texto uma mistura de gêneros (a crônica que é uma carta), de dialetos e de registros. A que conclusões vocês chegam, com relação:
a) a cada realização momentânea da língua?
b) à construção do texto literário?
M – Qual sua opinião sobre essa crônica? (Procurem dizer sinceramente por que gostaram ou não do texto.)
Respostas das alunas
A- Sim, a criança tem acesso a tecnologia que o adulto não possui.
B- O tratamento foi familiar, através do texto podemos conhecer a casa e a família da criança.
C- Inglês, para mostrar que a tecnologia ainda não está ao alcance de todos.
D- Apesar da diferença tecnológica existem os sonhos. A linguagem familiar e a técnica se encontram para explicar a fantasia e realidade. Mesmo sem saber para que serve tanta tecnologia e informações que vem nos rótulos.
E- O autor quis passar uma linguagem informal e familiar.
F- Não, são informações obtidas em revistas e vitrines.
G- Não, não faz parte da nossa realidade, usamos a tecnologia, mas não a compreendemos em sua totalidade.
H- Seria a contradição entre afeto e comercio no dia das mães.
I- A realidade de aceitar o que nos é imposto sem questionar. A professora diz que ser mãe é um sacrifício sublime, o comércio nos mostra a necessidade que não temos.
J- Mesmo com as tentações do comercio se mantêm o afeto entre mãe e filha.
L- a- Mistura de gêneros (diegese), mostrarem bem claro o momento de informação lida e opinião informal.
M- A mistura de gênero e linguagem torna o texto difícil, porém interessante, pois o movimento da personagem é percebido claramente.
Parte IV - (20 minutos)
Avaliação da oficina, a partir do alcance dos objetivos e das atividades realizadas.
Discuta com colegas e Formador os pontos positivos e negativos da oficina. Se for o caso, faça sugestões.
Parte V - (20 minutos)
O que nos espera, na próxima unidade.
Você e seus colegas acabaram de ler uma crônica de Drummond, na qual ele se faz passar por uma garotinha que, segundo os critérios mais rígidos, apresenta problemas de escrita.
Para já começarmos uma preparação para a próxima unidade, cujo título é Os textos como centro do ensino da língua, sugerimos a seguinte discussão:
Você trabalharia essa crônica com seus alunos de 5a a 8a séries? Justifique sua opinião.
ANEXAR RESPOSTAS DAS ALUNAS
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
8a OFICINA (15 de setembro de 2009) - TP6
TP 6 - Oficina 12 - Unidade 24
Esta é nossa última oficina, e trata das unidades 23 e 24. Como você já está acostumado a fazer, esperamos que já tenha assinalado no Guia ou anotado os pontos obscuros ou polêmicos dos textos básicos além do texto de referência da 23, para discutir com o Formador e com seus colegas.
São seus objetivos:
1- Rever as questões principais da escrita e da reescrita de textos.
2- Rever e sistematizar as informações e discussões essenciais em torno da literatura para adolescentes.
3- Planejar e desenvolver atividades de leitura literária para alunos adolescentes.
Parte I (30 minutos)
Como sempre, pedimos que você e seus colegas retomem os conteúdos das Unidades 23 e 24, incluindo o texto de referência, estudado na primeira. Como os assuntos das duas unidades são polêmicos, e em torno deles a experiência de todos é grande, é importante garantir a cada um a oportunidade para expor seus pontos de vista e dúvidas mais importantes e de maior significação para todo o grupo. Supomos que 30 minutos são suficientes para abordar essas questões, se houver objetividade e se se evitarem repetições.
Parte II (30 minutos)
Atividades desenvolvidas no Avançando na prática.
EEB Jairo Callado - Professora Salomé Zemke
TP4, p. 124
Estratégia –7ª série - Os textos foram divididos para as equipes.
1º - Os livros de Ruth Rocha
2º- Admirável mundo Louco
3º- Quando a escola é de vidro
4º- Música Zé ramalho
5º- Admirável Chip novo Pitty
Todos – Biografia de Ruth Rocha.
Produção de texto
1 - “Você fazia parte da escola de Vidro” o que aconteceu quando os vidros foram quebrados?
2- Você teve oportunidade de explicar ao ET tudo que ele não entendeu sobre os “freguetes”.
Debate – Os estudantes expuseram o que leram, surgiram perguntas e comparações.
Marcelo, Marmelo, Martelo e outras histórias.
Este livro é uma das obras-primas da literatura infanto-juvenil. A autora inova a maneira tradicional de contar histórias, mostrando situações reais do cotidiano. Os personagens dos três contos que compõem este livro são crianças que vivem no espaço urbano. Elas são espontâneas, criativas, engraçadas, espertas... Podem às vezes se comportar de maneira egoísta, ou terem dificuldades de relacionamento. Mas, o que importa é que estão crescendo, mudando e revendo seus conceitos e pontos de vista.
Eles são gente como a gente, à procura de seus próprios valores e de seu lugar no mundo.
1- Marcelo, um menino com jeito de poeta, quer fazer um novo dicionário, pois as palavras não combinam com os seus significados. Por que não dizer “cabeceiro”, em vez de travesseiro? Marcelo decide que vai falar do jeito que ele considera certo: cadeira é “sentador”. “Bom solário!” e “bom lunário!”, em vez de “bom-dia!” e “boa-noite!”... Como será que as pessoas vão reagir diante deste pequeno inventor de nomes?
2- O conto Teresinha e Gabriela mostra duas meninas bem diferentes, no jeito de ser, de agir, de falar, de se vestir... Gabriela é serelepe, questionadora, agitada, faladeira... Teresinha é calma, arrumadinha, estudiosa, boazinha... Parece que uma menina é o oposto da outra.
Mas, como tudo muda essa oposição não vai durar para sempre!
3- Coloca, o dono da bola traz uma turminha da qual ninguém vai se esquecer: Catapimba, Beto,Batata, Xereta – os garotos da Estrela D’alva Futebol Clube – às voltas com um problema muito sério: um menino mandão chamado Carlos Alberto – o Caloca – que, por ser dono de uma bola de couro, achava que podia determinar todas as regras do jogo.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES A PARTIR DOS TEMAS TRANSVERSAIS
1. Ética
No primeiro e no terceiro conto, é possível trabalhar com um dos princípios básicos da ética: o convívio social. Os personagens destas duas histórias vão compreendendo, através de suas experiências pessoais, as regras básicas para conviver em sociedade.
Marcelo precisa entender que a linguagem é uma convenção, ou seja, que existem regras estabelecidas que devem ser seguidas para que seja possível a comunicação entre as pessoas. Mas a linguagem está sendo constantemente renovada, ela não é fixa imutável. Pessoas como Marcelo, com sua imensa criatividade, interfere nos padrões convencionais e criam novas palavras, novos signos, como fazem os escritores, os compositores, os publicitários, os humoristas...
No conto Caloca, o dono da bola, propor que os alunos observem que na sociedade, como no jogo de futebol, existem as regras do convívio social recortem exemplos da pluralidade de rostos e cores do povo brasileiro e montem um belo painel para colocar no Jornal Mural da sala de aula.
2. Pluralidade Cultural
Teresinha e Gabriela permitem um trabalho com este tema transversal. O conto fala de duas meninas bem diferentes, que tentam “trocar de papéis”, com o objetivo de serem aceitas pelo grupo. A autora mostra, de maneira bem lúdica, que ambas são admiradas pelos seus companheiros, por sua maneira de ser. Pedir que os alunos discutam sobre a importância da diversidade, observando que a nossa sociedade é plural, ela é formada da soma de diferentes maneiras de ser, de pensar, de agir, de criar, de produzir. A pluralidade étnica e cultural é a maior riqueza que existe em nosso país. Propor que os alunos tragam revistas diversas, recortem exemplos da pluralidade de rostos e cores do povo brasileiro e montem um belo painel para colocar no Jornal Mural da sala de aula.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES DE ACORDO COM AS ÁREAS DE INTERESSE
1. Língua Portuguesa
- Solicitar que os alunos releiam o trecho em que o pai de Marcelo explica que as palavras da Língua Portuguesa vêm do latim e pedir que façam uma pesquisa na biblioteca da escola sobre a origem de nosso idioma.
- Propor que eles observem que as palavras “inventadas” por Marcelo seguem as normas de formação de palavras na Língua Portuguesa. Por exemplo: sentador (senta+d/or); puxadeiro (puxa+d/eiro). Mostrar que existe uma parte fixa, que não muda (a raiz ou radical), à qual se juntam outros pedacinhos, os sufixos e prefixos. (Observação: não é necessário que os alunos saibam estes nomes, apenas que compreendam o processo).
Pedir que os alunos formem palavras, “recortando” e colando pedacinhos, colocando-os no final (-eiro/a; - or/a; - ista; - ao/ã; - inho/a; -ejo; - ada; - aço etc.) ou o início da parte que não muda (bi-; inter-; ex-; pluri-; semi-; tri-; super- etc.) verificando se eles compreendem o significado destes sufixos e prefixos.
- Na 2ª história, observar e comentar as frases de Gabriela, que lembram os ditados populares, piadas e anedotas. Ressaltar que estes recursos expressivos da linguagem coloquial estão sempre presentes nos programas humorísticos da TV e nas histórias em quadrinhos.
- O conto Caloca... apresenta uma interessante maneira de narrar, com a presença de uma narrador-personagem. Um dos meninos do time está contando a história, e também participa dela. Solicitar que os alunos produzam textos em que eles sejam narradores personagens, e que utilizem nas suas redações as brincadeiras verbais de Marcelo e de Gabriela.
2. Língua Portuguesa, Geografia e Artes Plásticas,
Propor que os alunos elaborem cartazes em que apareçam símbolos visuais mostrados de maneira bem lúdica, para serem colocados em toda a escola: nos banheiros, refeitórios, lavatórios, bebedouros, pátio, quadra de esportes, biblioteca, etc. Se a escola já tiver computador, os alunos poderão utilizar os programas (software) adequados para estes trabalhos criativos.
ATIVIDADE EM DESTAQUE
O futebol é uma das maiores paixões dos brasileiros. É um jogo fascinante, que alegra tanto os que estão competindo quanto os que assistem. Neste jogo, como em todas as modalidades esportivas, existem regras que devem ser seguidas, e o desrespeito a essas regras implica penalidades que podem até decidir o resultado de um jogo. Propor que os alunos pesquisem sobre o futebol, com a ajuda do professor de Educação Física. Depois, organizar um campeonato na escola, entre as turmas, ou com alunos de outras escolas. Atenção: não se esqueçam de que Teresinha e Gabriela também gostam de jogar futebol, portanto, um time de meninas não pode faltar neste campeonato!
Extra: Resumo do livro ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Admirável Mundo Novo é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.
Admirável Chip Novo
Composição: Pitty
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)
Panse no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema.
Vida de gado (Zé Ramalho)
Composição: Indisponível
Vocês que fazem parte dessa massa,
Que passa nos projetos, do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais, do que receber.
E ter que demonstrar, sua coragem
A margem do que possa aparecer.
E ver que toda essa, engrenagem
Já sente a ferrugem, lhe comer.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal
E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
O povo, foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores, tempos idos
Contemplam essa vida, com a cela
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo, se acabar
A arca de Noé, o dirigível
Não voam, nem se pode flutuar,
Não voam nem se pode flutuar,
Não voam nem se pode flutuar.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz.
ATIVIDADE PROPOSTA EM AULA6ª SÉRIE:
a- O título foi colocado na lousa: “Um admirável mundo novo” , o que sugere?
1- Um mundo sem violência
2- Flores e árvores com frutas na Rua;
3- Campinhos de futebol em todas as quadras;
4- Nenhum tipo de brincadeiras e diversão deveria ser cobrado para menores de 16 anos.
5- Computadores em todas as carteiras nas escolas públicas.
6- Somente namoro e casamentos com amor para não haver traição.
7- Uma ilha onde os adolescentes pudessem viver livres dos pais.
b- O que sugere o título “Um admirável mundo louco”:
1- Sem sinais de trânsito;
2- Sem ter hora para nada;
3- Comer o que se tem vontade sem se preocupar com a saúde;
4- Ficar com quem se quer sem ninguém brigar ou ter ciúmes;
5- Poder dirigir aos 12 anos;
6- Liberado o uso de drogas.
c- Leitura do texto em voz alta (Admirável mundo louco, Ruth Rocha)
d- Sala dividida em dois grupos que elaborarm três perguntas para fazer ao grupo adversário(houve um debate).
Grupo 01-
a-Por que nas “caixas” grandes moram menos freguetes?
b- Que “porcarias” podem ser fabricadas para produzir mau cheiro nas ruas?
c- Por que o ET acredita que os freguetes pulem dos prédios?
Grupo 02-
a -O que são estudos de flóbitos?
b- Por que os freguetes ficam o dia todo indo e vindo?
c- Por que o ET chegou a pensar que os freguetes não se entendem?
e- Música e leitura das letras: “Admirável chip novo”, Pitty e “Vida de gado”, Zé Ramalho.
f- Semelhanças (discussão: comprovavam com fragmentos)
. Mundo louco e confuso;
. Ninguém consegue ser natural;
. A vida é cheia de regras a serem obedecidas cegamente;
. Um retrato da humanidade que anda meio perdida.
g- Pesquisa na net sobre Ruth Rocha e suas obras (resultado acima)
Parte III (120 minutos)
Gostaríamos que trouxesse para a oficina até 5 obras literárias que você considera adequadas para a série com a qual trabalha.
Com colegas com turmas da mesma série, vocês vão definir:
a) De 10 a 20 sugestões de livros, para apresentarem a seus alunos.
Lembrem-se de que a variedade é importante, para que cada aluno se sinta identificado com pelo menos um dos livros.
Como nem todos os livros serão conhecidos de todo o grupo, você apresentará aos colegas as obras que trouxe, e eles farão o mesmo. A partir dessa apresentação, poderão discutir a qualidade da obra e sua adequação para a série, ou para seus alunos, especificamente.
b) De cada obra, vocês vão imaginar a melhor forma de motivar os alunos para a leitura. Pensem na importância de variar a apresentação: por exemplo, de uma obra, é interessante falar das personagens; de outra, é mais motivador falar rapidamente do assunto; de outra, a capa e o título criam boas expectativas para a histórias.
c) Vocês vão preparar a apresentação de alguns desses títulos para a turma toda. Será um bom exercício do que fará, e os professores não só poderão se motivar para a leitura das obras, como avaliarão as estratégias usadas pelo grupo.
Parte IV (30 minutos)
Como se trata do seu último encontro oficial com seu Formador, pediríamos que, depois de uma rápida avaliação oral e conjunta, você fizesse um pequeno depoimento escrito sobre a experiência vivida no GESTAR II, na área de Língua Portuguesa. Você pode e deve avaliar todos os aspectos do curso: dos Guias, ao espaço onde se deram os encontros com a equipe do GESTAR II, passando pelo Formador.
Fique à vontade: sua opinião será valiosa na avaliação geral e em eventuais reformulações do projeto.
Agradecemos-lhe ter estado conosco neste trabalho, com o qual você cooperou mais do que talvez pense. Desejamos-lhe muito sucesso e muitas alegrias.
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Esta é nossa última oficina, e trata das unidades 23 e 24. Como você já está acostumado a fazer, esperamos que já tenha assinalado no Guia ou anotado os pontos obscuros ou polêmicos dos textos básicos além do texto de referência da 23, para discutir com o Formador e com seus colegas.
São seus objetivos:
1- Rever as questões principais da escrita e da reescrita de textos.
2- Rever e sistematizar as informações e discussões essenciais em torno da literatura para adolescentes.
3- Planejar e desenvolver atividades de leitura literária para alunos adolescentes.
Parte I (30 minutos)
Como sempre, pedimos que você e seus colegas retomem os conteúdos das Unidades 23 e 24, incluindo o texto de referência, estudado na primeira. Como os assuntos das duas unidades são polêmicos, e em torno deles a experiência de todos é grande, é importante garantir a cada um a oportunidade para expor seus pontos de vista e dúvidas mais importantes e de maior significação para todo o grupo. Supomos que 30 minutos são suficientes para abordar essas questões, se houver objetividade e se se evitarem repetições.
Parte II (30 minutos)
Atividades desenvolvidas no Avançando na prática.
EEB Jairo Callado - Professora Salomé Zemke
TP4, p. 124
Estratégia –7ª série - Os textos foram divididos para as equipes.
1º - Os livros de Ruth Rocha
2º- Admirável mundo Louco
3º- Quando a escola é de vidro
4º- Música Zé ramalho
5º- Admirável Chip novo Pitty
Todos – Biografia de Ruth Rocha.
Produção de texto
1 - “Você fazia parte da escola de Vidro” o que aconteceu quando os vidros foram quebrados?
2- Você teve oportunidade de explicar ao ET tudo que ele não entendeu sobre os “freguetes”.
Debate – Os estudantes expuseram o que leram, surgiram perguntas e comparações.
Marcelo, Marmelo, Martelo e outras histórias.
Este livro é uma das obras-primas da literatura infanto-juvenil. A autora inova a maneira tradicional de contar histórias, mostrando situações reais do cotidiano. Os personagens dos três contos que compõem este livro são crianças que vivem no espaço urbano. Elas são espontâneas, criativas, engraçadas, espertas... Podem às vezes se comportar de maneira egoísta, ou terem dificuldades de relacionamento. Mas, o que importa é que estão crescendo, mudando e revendo seus conceitos e pontos de vista.
Eles são gente como a gente, à procura de seus próprios valores e de seu lugar no mundo.
1- Marcelo, um menino com jeito de poeta, quer fazer um novo dicionário, pois as palavras não combinam com os seus significados. Por que não dizer “cabeceiro”, em vez de travesseiro? Marcelo decide que vai falar do jeito que ele considera certo: cadeira é “sentador”. “Bom solário!” e “bom lunário!”, em vez de “bom-dia!” e “boa-noite!”... Como será que as pessoas vão reagir diante deste pequeno inventor de nomes?
2- O conto Teresinha e Gabriela mostra duas meninas bem diferentes, no jeito de ser, de agir, de falar, de se vestir... Gabriela é serelepe, questionadora, agitada, faladeira... Teresinha é calma, arrumadinha, estudiosa, boazinha... Parece que uma menina é o oposto da outra.
Mas, como tudo muda essa oposição não vai durar para sempre!
3- Coloca, o dono da bola traz uma turminha da qual ninguém vai se esquecer: Catapimba, Beto,Batata, Xereta – os garotos da Estrela D’alva Futebol Clube – às voltas com um problema muito sério: um menino mandão chamado Carlos Alberto – o Caloca – que, por ser dono de uma bola de couro, achava que podia determinar todas as regras do jogo.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES A PARTIR DOS TEMAS TRANSVERSAIS
1. Ética
No primeiro e no terceiro conto, é possível trabalhar com um dos princípios básicos da ética: o convívio social. Os personagens destas duas histórias vão compreendendo, através de suas experiências pessoais, as regras básicas para conviver em sociedade.
Marcelo precisa entender que a linguagem é uma convenção, ou seja, que existem regras estabelecidas que devem ser seguidas para que seja possível a comunicação entre as pessoas. Mas a linguagem está sendo constantemente renovada, ela não é fixa imutável. Pessoas como Marcelo, com sua imensa criatividade, interfere nos padrões convencionais e criam novas palavras, novos signos, como fazem os escritores, os compositores, os publicitários, os humoristas...
No conto Caloca, o dono da bola, propor que os alunos observem que na sociedade, como no jogo de futebol, existem as regras do convívio social recortem exemplos da pluralidade de rostos e cores do povo brasileiro e montem um belo painel para colocar no Jornal Mural da sala de aula.
2. Pluralidade Cultural
Teresinha e Gabriela permitem um trabalho com este tema transversal. O conto fala de duas meninas bem diferentes, que tentam “trocar de papéis”, com o objetivo de serem aceitas pelo grupo. A autora mostra, de maneira bem lúdica, que ambas são admiradas pelos seus companheiros, por sua maneira de ser. Pedir que os alunos discutam sobre a importância da diversidade, observando que a nossa sociedade é plural, ela é formada da soma de diferentes maneiras de ser, de pensar, de agir, de criar, de produzir. A pluralidade étnica e cultural é a maior riqueza que existe em nosso país. Propor que os alunos tragam revistas diversas, recortem exemplos da pluralidade de rostos e cores do povo brasileiro e montem um belo painel para colocar no Jornal Mural da sala de aula.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES DE ACORDO COM AS ÁREAS DE INTERESSE
1. Língua Portuguesa
- Solicitar que os alunos releiam o trecho em que o pai de Marcelo explica que as palavras da Língua Portuguesa vêm do latim e pedir que façam uma pesquisa na biblioteca da escola sobre a origem de nosso idioma.
- Propor que eles observem que as palavras “inventadas” por Marcelo seguem as normas de formação de palavras na Língua Portuguesa. Por exemplo: sentador (senta+d/or); puxadeiro (puxa+d/eiro). Mostrar que existe uma parte fixa, que não muda (a raiz ou radical), à qual se juntam outros pedacinhos, os sufixos e prefixos. (Observação: não é necessário que os alunos saibam estes nomes, apenas que compreendam o processo).
Pedir que os alunos formem palavras, “recortando” e colando pedacinhos, colocando-os no final (-eiro/a; - or/a; - ista; - ao/ã; - inho/a; -ejo; - ada; - aço etc.) ou o início da parte que não muda (bi-; inter-; ex-; pluri-; semi-; tri-; super- etc.) verificando se eles compreendem o significado destes sufixos e prefixos.
- Na 2ª história, observar e comentar as frases de Gabriela, que lembram os ditados populares, piadas e anedotas. Ressaltar que estes recursos expressivos da linguagem coloquial estão sempre presentes nos programas humorísticos da TV e nas histórias em quadrinhos.
- O conto Caloca... apresenta uma interessante maneira de narrar, com a presença de uma narrador-personagem. Um dos meninos do time está contando a história, e também participa dela. Solicitar que os alunos produzam textos em que eles sejam narradores personagens, e que utilizem nas suas redações as brincadeiras verbais de Marcelo e de Gabriela.
2. Língua Portuguesa, Geografia e Artes Plásticas,
Propor que os alunos elaborem cartazes em que apareçam símbolos visuais mostrados de maneira bem lúdica, para serem colocados em toda a escola: nos banheiros, refeitórios, lavatórios, bebedouros, pátio, quadra de esportes, biblioteca, etc. Se a escola já tiver computador, os alunos poderão utilizar os programas (software) adequados para estes trabalhos criativos.
ATIVIDADE EM DESTAQUE
O futebol é uma das maiores paixões dos brasileiros. É um jogo fascinante, que alegra tanto os que estão competindo quanto os que assistem. Neste jogo, como em todas as modalidades esportivas, existem regras que devem ser seguidas, e o desrespeito a essas regras implica penalidades que podem até decidir o resultado de um jogo. Propor que os alunos pesquisem sobre o futebol, com a ajuda do professor de Educação Física. Depois, organizar um campeonato na escola, entre as turmas, ou com alunos de outras escolas. Atenção: não se esqueçam de que Teresinha e Gabriela também gostam de jogar futebol, portanto, um time de meninas não pode faltar neste campeonato!
Extra: Resumo do livro ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Admirável Mundo Novo é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.
Admirável Chip Novo
Composição: Pitty
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)
Panse no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema.
Vida de gado (Zé Ramalho)
Composição: Indisponível
Vocês que fazem parte dessa massa,
Que passa nos projetos, do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais, do que receber.
E ter que demonstrar, sua coragem
A margem do que possa aparecer.
E ver que toda essa, engrenagem
Já sente a ferrugem, lhe comer.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal
E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
O povo, foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores, tempos idos
Contemplam essa vida, com a cela
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo, se acabar
A arca de Noé, o dirigível
Não voam, nem se pode flutuar,
Não voam nem se pode flutuar,
Não voam nem se pode flutuar.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz.
ATIVIDADE PROPOSTA EM AULA6ª SÉRIE:
a- O título foi colocado na lousa: “Um admirável mundo novo” , o que sugere?
1- Um mundo sem violência
2- Flores e árvores com frutas na Rua;
3- Campinhos de futebol em todas as quadras;
4- Nenhum tipo de brincadeiras e diversão deveria ser cobrado para menores de 16 anos.
5- Computadores em todas as carteiras nas escolas públicas.
6- Somente namoro e casamentos com amor para não haver traição.
7- Uma ilha onde os adolescentes pudessem viver livres dos pais.
b- O que sugere o título “Um admirável mundo louco”:
1- Sem sinais de trânsito;
2- Sem ter hora para nada;
3- Comer o que se tem vontade sem se preocupar com a saúde;
4- Ficar com quem se quer sem ninguém brigar ou ter ciúmes;
5- Poder dirigir aos 12 anos;
6- Liberado o uso de drogas.
c- Leitura do texto em voz alta (Admirável mundo louco, Ruth Rocha)
d- Sala dividida em dois grupos que elaborarm três perguntas para fazer ao grupo adversário(houve um debate).
Grupo 01-
a-Por que nas “caixas” grandes moram menos freguetes?
b- Que “porcarias” podem ser fabricadas para produzir mau cheiro nas ruas?
c- Por que o ET acredita que os freguetes pulem dos prédios?
Grupo 02-
a -O que são estudos de flóbitos?
b- Por que os freguetes ficam o dia todo indo e vindo?
c- Por que o ET chegou a pensar que os freguetes não se entendem?
e- Música e leitura das letras: “Admirável chip novo”, Pitty e “Vida de gado”, Zé Ramalho.
f- Semelhanças (discussão: comprovavam com fragmentos)
. Mundo louco e confuso;
. Ninguém consegue ser natural;
. A vida é cheia de regras a serem obedecidas cegamente;
. Um retrato da humanidade que anda meio perdida.
g- Pesquisa na net sobre Ruth Rocha e suas obras (resultado acima)
Parte III (120 minutos)
Gostaríamos que trouxesse para a oficina até 5 obras literárias que você considera adequadas para a série com a qual trabalha.
Com colegas com turmas da mesma série, vocês vão definir:
a) De 10 a 20 sugestões de livros, para apresentarem a seus alunos.
Lembrem-se de que a variedade é importante, para que cada aluno se sinta identificado com pelo menos um dos livros.
Como nem todos os livros serão conhecidos de todo o grupo, você apresentará aos colegas as obras que trouxe, e eles farão o mesmo. A partir dessa apresentação, poderão discutir a qualidade da obra e sua adequação para a série, ou para seus alunos, especificamente.
b) De cada obra, vocês vão imaginar a melhor forma de motivar os alunos para a leitura. Pensem na importância de variar a apresentação: por exemplo, de uma obra, é interessante falar das personagens; de outra, é mais motivador falar rapidamente do assunto; de outra, a capa e o título criam boas expectativas para a histórias.
c) Vocês vão preparar a apresentação de alguns desses títulos para a turma toda. Será um bom exercício do que fará, e os professores não só poderão se motivar para a leitura das obras, como avaliarão as estratégias usadas pelo grupo.
Parte IV (30 minutos)
Como se trata do seu último encontro oficial com seu Formador, pediríamos que, depois de uma rápida avaliação oral e conjunta, você fizesse um pequeno depoimento escrito sobre a experiência vivida no GESTAR II, na área de Língua Portuguesa. Você pode e deve avaliar todos os aspectos do curso: dos Guias, ao espaço onde se deram os encontros com a equipe do GESTAR II, passando pelo Formador.
Fique à vontade: sua opinião será valiosa na avaliação geral e em eventuais reformulações do projeto.
Agradecemos-lhe ter estado conosco neste trabalho, com o qual você cooperou mais do que talvez pense. Desejamos-lhe muito sucesso e muitas alegrias.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
7a OFICINA (01 de setembro de 2009) - TP6
TP6 - Oficina 11- Unidade 22
Vamos dar início a nossa oficina que contempla as unidades 21 e 22.
O objetivo desta oficina é identificar estratégias relacionadas ao planejamento e à revisão durante a escrita de textos.
Parte I (20 minutos)
Neste momento, você participará da discussão sobre o conteúdo tratado nas unidades 21 e 22, tirando as dúvidas e tecendo críticas em relação ao conteúdo e à aplicação proposta.Portanto, espera-se que você tenha assinalado no texto básico os trechos que não compreendeu e aqueles que quer comentar.
Parte II (50 minutos)
Avançando na Prática
EEB Tenente Almachio - Professora Verônica Zabendzala
TP4, p. 182-183
EEB Jairo Callado - 8as séries - Professora Salomé Zemke
A estilística é uma das disciplinas voltadas ao fenômeno da linguagem. É o estudo do estilo.
1ª Etapa – Distribui o seguinte texto às equipes: “O casamento acontece em uma igreja pequena e simples, a noiva entra ao som da marcha nupcial enquanto o noivo a aguarda no altar, depois de resolver o pequeno transtorno o casamento se realiza e os convidados dirigem-se à festa.”
2ª Etapa – Passei outro papel a cada equipe com a seguinte orientação.
A – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “jeca para uma festa de São João”.
B – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “em uma comunidade do interior”.
C – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “simbólico entre gays”
D – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “Entre intelectuais”
Trabalhos dos alunos:
Equipe A
Entra um policial trazendo um assustado noivo pelo cangote, todos fecham o nariz:
Policial – Encontramos o safado, estava escondido no galinheiro do Chico.
Noivo – Eu não quero casá cum a Fredegunda seu padre.
Padre – Por que meu filho que você não quer se casar com a senhorita Fredegunda?
Noivo – Porque ela é muito feia seu padre e a Rosinha é uma frô de formosura e está ali chorando porque gosta de eu.
Policial – Deveria ter pensado nisso antes de ter se aproveitado da pobrezinha da Fredegunda.
Noivo – Não me aproveitei seu padre, ela qui si aproveito de eu.
Padre – Como assim, meu filho?
Noivo – lembra daquela noite qui vim trazê um bolo de fubá pro senhor, seu padre?
Padre – Sim meu filho, foi o melhor bolo de fubá que já provei. (com água na boca)
Noivo – Lembra que nóis dois tomemo um vinho do bão?
Padre – Um garrafão para falar a verdade.
Noivo – Pois é, quando saí da igreja era noite de lua cheia, e a Fredegunda si aproveito qui eu tava bêbado me jogô no mato e me usô.
Policial – Mentira a Fredegunda é uma menina ingênua e pura, ela que foi a vítima e você vai ter que casá ou morre seu safado!
Padre – Pois é meu filho, você tem que se conformar, quem manda ter o azar de encontrar em uma noite de lua cheia, a filha do policial da cidade?
Policial fala para a platéia – Consegui casar minha filha, agora não vou levar mais susto cada vez que acordar e olhar para ela.
O noivo chora, a marcha nupcial toca, a noiva entra mais feia do que nunca, a Rosinha desmaia, mas o casamento se realiza para alegria dos convidados que logo mais se fartam na festança.
Equipe B
Uma igrejinha lotada de gente enfeitada e que falam muito alto. O noivo espera no altar em companhia do pai.
Noivo – Pai tem certeza que preciso me casar? Queria tanto ir para a cidade estudar e voltar um doutor.
Pai – Você precisa casar com a Maria Chiquinha para unir nossas terras.
Noivo – Mas por que o senhor não compra essas terras do pai dela?
Pai – Eu tentei, mas ele não aceitou porque as terras pertencem à filha.
Noivo – Certo pai, vou obedecer o senhor, mas nunca vou lhe dar netos pois não quero dormir com quem não gosto. Eu nem conheço mais a Maria Chiquinha, só lembro dela criança, feia de dar dó, ela sempre morou com a avó, vocês arranjaram tudo sem nem ao menos me apresentar a ela.
Pai – Mas você também não estava aqui, estava na escola agrícola.
Noivo – Nunca vou sair com aquela coisa feia e desdentada na rua, vou ter vergonha.
Pai – Tudo bem meu filho, depois de assinar os papeis você faz o que quiser, eu só quero as terras e não netos.
Toca a Marcha nupcial todos olham para a porta e entra a noiva mais linda que aquela terras já viram. O noivo de boca aberta vê entrar aquela deusa de beleza e comenta com seu pai.
Noivo – Quantos netos mesmo o senhor disse que queria?
O casamento se realiza e a festa foi muito animada para alegria dos convidados. O noivo e a noiva não se largaram um só momento, de vez em quando sumiam, comentaram que estavam atrás de casa adiantando a lua de mel.
Equipe C
Dois homossexuais, Alfredo e Onofre, resolveram morar juntos, então os amigos planejaram uma festa simbólica de casamento para alegrar a vida deles. Depois de tirarem no palitinho quem esperaria no altar, Onofre se posicionou na rua para entrar ao som da marcha nupcial, enquanto Onofre mais sensível, esperaria no altar. Um amigo gay também fez o papel de padre.
Amigo – Estamos aqui reunidos para celebrar a união dos nossos amigos Alfredo e Onofre que a partir de hoje irão sentar no quiabo e comer croquete todo dia.
Alfredo – Vai rápido que já me deu fome, também com tanta comida que trouxeram para a festa!!
Onofre – Ai, já está me dando uma coisa!!!
Amigo – Onofre é de livre e espontânea vontade que se junta ao Alfredo?
Onofre – Sim, porque tem muita bicha louca por aí louca para levar o meu homem.
Amigo – Alfredo, você aceita ser fiel, a Onofre na saúde e na AIDS até que a morte os separe?
Alfredo – AIDS não terá vez aqui, pois já comprei isso. (mostra muitas camisinhas) os convidados suspiram.
Amigo – você não respondeu a minha pergunta, aceita ser fiel...
Alfredo – Pula essa parte de ser fiel. ( Pisca para um travesti )
Amigo – Então eu os declaro marido e mulher, ou será mulher e marido? Ou será marido e marido, mulher e mulher? Credo que confusão... tudo bem considerem-se casados. E vamos para a festa pessoal.
Começa a música macho man e todos comem e dançam.
Equipe D
Uma igreja muita gente séria esperando a chegada da noiva, muitos lêem jornais e livros. O noivo espera e fica feliz com a marcha nupcial.
Padre – Caríssimos diocenos, membros dessa fraternal igreja, aqui estamos para celebrar a união conjugal desses jovens sonhadores. Faço nesse ínterim a clássica pergunta: Alguém tem algo contra essa união?
Silêncio sepulral
- Eu tenho razões óbvias para por término a essa utopia matrimonial. – declarou um integrante da seleta platéia.
Padre – Sim, o senhor pode explicar essa inapropriada intervenção?
Integrante – Com certeza, esclarecerei minha brusca interrupção , esse casal não pode, sob nenhuma hipótese concretizar essa malfadada união.
Noivo – (indignado) Malfadada? Como ousas levantar semelhante calúnia? Seu infame!
Noiva – Permita que esse mancebo externize o que lhe pesa na alma.
Integrante – Sensata senhorita, lhe digo agora o porquê de eu estar aqui lançando por terra os seus mais recatados sonhos.
Padre – Prossiga, temos uma cerimônia a realizar.
Noivo – Não necessitamos dar ouvidos a esse cavalheiro inoportuno e volúvel...
Noiva – falará sim, meu pretérito é perfeito, nada temo.
Integrante – Esse casamento não pode se realizar porque existe uma forte razão: Seu noivo e eu nos amamos ele se casaria apenas por conveniência...
Um oh geral se ouviu na platéia.
Noiva – Que excelente notícias pois eu e a madrinha desse casamento fracassado também nos amamos e queremos ficar juntas por toda eternidade.
Duplo oh se ouviu.
Após os nubentes se acertarem com seus amores em público foram todos para a festa onde permaneceram em confraternização até amanhecer o dia.
Parte III (150 minutos)
Nesta parte da oficina, vamos desenvolver uma crônica a partir de um trecho do texto de Moacyr Scliar, publicado em O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2002. p. 155-156.
Espírito Carnavalesco
“Ensaios da escola de samba Mocidade Alegre atrapalham sono de moradores da região.”
Cotidiano, 29 jan. 2001
Cansado, ele dormia a sono solto, quando foi bruscamente despertado pela esposa, que o sacudia violentamente.
– Que aconteceu? – resmungou ele, ainda de olhos fechados.
– Não posso dormir. – queixou-se ela.
– Não pode dormir? E por quê?
– Por causa do barulho – ela, irritada: - Será possível que você não ouça?
Ele prestou atenção. De fato, havia barulho. O barulho de uma escola de samba ensaiando para o carnaval: pandeiros, tamborins… Não escutara antes por causa do sono pesado. O que não era o caso da mulher. Ela exigia providências.
– Mas o que quer você que eu faça? perguntou e, agora, também irritado.
– Quero que você vá lá e mande eles pararem com esse barulho.
Biografia
Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre; é médico e escritor. Ganhador de vários prêmios como o Érico Veríssimo (1976) e o Jabuti (1988, 1993 e 2000), tem colaborado com rádios, TVs e jornais como o Zero Hora, de Porto Alegre, e a Folha de São Paulo.
Reunidos em grupos, desenvolvam as atividades a seguir.
a) Tendo em vista as leituras das unidades, desenvolvam o fechamento do texto. Enquanto o grupo produz o texto, todos devem procurar falar alto as decisões que tomam, perguntas que surgem, diálogos com o texto que possam ocorrer. Um dos colegas vai anotar todos os elementos de planejamento e revisão que ocorrerem durante a escrita do restante do texto.
b) Leiam o texto produzido para o restante dos colegas.
c) Em seguida, apresentem as anotações sobre os procedimentos e tomadas de decisões produzidos durante a escrita do texto. Discutam com seus colegas.
d) Façam então um planejamento sobre a utilização desse texto em sua sala de aula. Que procedimentos utilizar? É possível utilizar algumas das estratégias identificadas durante a escrita do grupo para o trabalho com a escrita em sala de aula? Justifique.
e) Apresentem seu planejamento e a justificativa aos colegas de oficina.
RESPOSTAS DAS CURSISTAS
Final do texto Moacyr Scliar
(...)
- Mas como, mulher? Fica quieta e dorme!
- Já disse que não consigo dormir, afinal de contas para que serve seu diploma de Direito e para que exerce a função de promotor público?
- Será que você não entende que eles precisam ensaiar para o carnaval e têm o horário fixo para tal? Dorme que já já isso para... Termina.
- Eu quero dormir já, ou vai lá ou eu vou para a casa da mamãe.
- Que falta de consideração! Se quiser ir vá, estou pouco ligando, agora me deixa sossegado.
Era meia noite quando um automóvel atravessa a cidade, tomando uma estrada de barro batido e um motorista furioso, soca o volante e xinga a esposa por tê-lo feito levantar-se para levá-la ao sitio dos pais. A esposa com um leve sorriso irônico pensa:
- Eu venci como sempre acontece! Quem mandou não me ouvir. Os homens têm que lembrar que “O homem governa o mundo, mas a mulher governa o homem”.
(Por Verônica e Salomé)
Idéias que envolveram o final...
1 - Primeiro encontrar uma profissão para o marido; (advogado, policial, promotor)
2 – dar uma idéia de domínio feminino; (mesmo com todo poder que ele exerce na sociedade)
3 – Incentivo ao abuso de poder;
Estratégias para trabalhar em sala.
1 – levar jornal;
2 – procurar noticia do interesse;
3- Direcionar para crônicas;
4 – Debater sobre o que é crônica?
5- Distribuir texto “espírito Carnavalesco” e pedir que analisem o contexto e escreva um final bem criativo e inusitado.
Parte IV (15 minutos)
Avalie se o objetivo da oficina foi atingido e se a unidade trouxe novidades, se aprendeu algo novo, que reflexões o texto possibilitou que fizesse. Participe!
Parte V (05 minutos)
Neste momento, o formador vai apresentar as próximas unidades, enfatizando uma visão geral e dos conceitos que possam representar algum problema de compreensão durante o seu estudo individual na próxima quinzena.
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Vamos dar início a nossa oficina que contempla as unidades 21 e 22.
O objetivo desta oficina é identificar estratégias relacionadas ao planejamento e à revisão durante a escrita de textos.
Parte I (20 minutos)
Neste momento, você participará da discussão sobre o conteúdo tratado nas unidades 21 e 22, tirando as dúvidas e tecendo críticas em relação ao conteúdo e à aplicação proposta.Portanto, espera-se que você tenha assinalado no texto básico os trechos que não compreendeu e aqueles que quer comentar.
Parte II (50 minutos)
Avançando na Prática
EEB Tenente Almachio - Professora Verônica Zabendzala
TP4, p. 182-183
EEB Jairo Callado - 8as séries - Professora Salomé Zemke
A estilística é uma das disciplinas voltadas ao fenômeno da linguagem. É o estudo do estilo.
1ª Etapa – Distribui o seguinte texto às equipes: “O casamento acontece em uma igreja pequena e simples, a noiva entra ao som da marcha nupcial enquanto o noivo a aguarda no altar, depois de resolver o pequeno transtorno o casamento se realiza e os convidados dirigem-se à festa.”
2ª Etapa – Passei outro papel a cada equipe com a seguinte orientação.
A – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “jeca para uma festa de São João”.
B – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “em uma comunidade do interior”.
C – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “simbólico entre gays”
D – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “Entre intelectuais”
Trabalhos dos alunos:
Equipe A
Entra um policial trazendo um assustado noivo pelo cangote, todos fecham o nariz:
Policial – Encontramos o safado, estava escondido no galinheiro do Chico.
Noivo – Eu não quero casá cum a Fredegunda seu padre.
Padre – Por que meu filho que você não quer se casar com a senhorita Fredegunda?
Noivo – Porque ela é muito feia seu padre e a Rosinha é uma frô de formosura e está ali chorando porque gosta de eu.
Policial – Deveria ter pensado nisso antes de ter se aproveitado da pobrezinha da Fredegunda.
Noivo – Não me aproveitei seu padre, ela qui si aproveito de eu.
Padre – Como assim, meu filho?
Noivo – lembra daquela noite qui vim trazê um bolo de fubá pro senhor, seu padre?
Padre – Sim meu filho, foi o melhor bolo de fubá que já provei. (com água na boca)
Noivo – Lembra que nóis dois tomemo um vinho do bão?
Padre – Um garrafão para falar a verdade.
Noivo – Pois é, quando saí da igreja era noite de lua cheia, e a Fredegunda si aproveito qui eu tava bêbado me jogô no mato e me usô.
Policial – Mentira a Fredegunda é uma menina ingênua e pura, ela que foi a vítima e você vai ter que casá ou morre seu safado!
Padre – Pois é meu filho, você tem que se conformar, quem manda ter o azar de encontrar em uma noite de lua cheia, a filha do policial da cidade?
Policial fala para a platéia – Consegui casar minha filha, agora não vou levar mais susto cada vez que acordar e olhar para ela.
O noivo chora, a marcha nupcial toca, a noiva entra mais feia do que nunca, a Rosinha desmaia, mas o casamento se realiza para alegria dos convidados que logo mais se fartam na festança.
Equipe B
Uma igrejinha lotada de gente enfeitada e que falam muito alto. O noivo espera no altar em companhia do pai.
Noivo – Pai tem certeza que preciso me casar? Queria tanto ir para a cidade estudar e voltar um doutor.
Pai – Você precisa casar com a Maria Chiquinha para unir nossas terras.
Noivo – Mas por que o senhor não compra essas terras do pai dela?
Pai – Eu tentei, mas ele não aceitou porque as terras pertencem à filha.
Noivo – Certo pai, vou obedecer o senhor, mas nunca vou lhe dar netos pois não quero dormir com quem não gosto. Eu nem conheço mais a Maria Chiquinha, só lembro dela criança, feia de dar dó, ela sempre morou com a avó, vocês arranjaram tudo sem nem ao menos me apresentar a ela.
Pai – Mas você também não estava aqui, estava na escola agrícola.
Noivo – Nunca vou sair com aquela coisa feia e desdentada na rua, vou ter vergonha.
Pai – Tudo bem meu filho, depois de assinar os papeis você faz o que quiser, eu só quero as terras e não netos.
Toca a Marcha nupcial todos olham para a porta e entra a noiva mais linda que aquela terras já viram. O noivo de boca aberta vê entrar aquela deusa de beleza e comenta com seu pai.
Noivo – Quantos netos mesmo o senhor disse que queria?
O casamento se realiza e a festa foi muito animada para alegria dos convidados. O noivo e a noiva não se largaram um só momento, de vez em quando sumiam, comentaram que estavam atrás de casa adiantando a lua de mel.
Equipe C
Dois homossexuais, Alfredo e Onofre, resolveram morar juntos, então os amigos planejaram uma festa simbólica de casamento para alegrar a vida deles. Depois de tirarem no palitinho quem esperaria no altar, Onofre se posicionou na rua para entrar ao som da marcha nupcial, enquanto Onofre mais sensível, esperaria no altar. Um amigo gay também fez o papel de padre.
Amigo – Estamos aqui reunidos para celebrar a união dos nossos amigos Alfredo e Onofre que a partir de hoje irão sentar no quiabo e comer croquete todo dia.
Alfredo – Vai rápido que já me deu fome, também com tanta comida que trouxeram para a festa!!
Onofre – Ai, já está me dando uma coisa!!!
Amigo – Onofre é de livre e espontânea vontade que se junta ao Alfredo?
Onofre – Sim, porque tem muita bicha louca por aí louca para levar o meu homem.
Amigo – Alfredo, você aceita ser fiel, a Onofre na saúde e na AIDS até que a morte os separe?
Alfredo – AIDS não terá vez aqui, pois já comprei isso. (mostra muitas camisinhas) os convidados suspiram.
Amigo – você não respondeu a minha pergunta, aceita ser fiel...
Alfredo – Pula essa parte de ser fiel. ( Pisca para um travesti )
Amigo – Então eu os declaro marido e mulher, ou será mulher e marido? Ou será marido e marido, mulher e mulher? Credo que confusão... tudo bem considerem-se casados. E vamos para a festa pessoal.
Começa a música macho man e todos comem e dançam.
Equipe D
Uma igreja muita gente séria esperando a chegada da noiva, muitos lêem jornais e livros. O noivo espera e fica feliz com a marcha nupcial.
Padre – Caríssimos diocenos, membros dessa fraternal igreja, aqui estamos para celebrar a união conjugal desses jovens sonhadores. Faço nesse ínterim a clássica pergunta: Alguém tem algo contra essa união?
Silêncio sepulral
- Eu tenho razões óbvias para por término a essa utopia matrimonial. – declarou um integrante da seleta platéia.
Padre – Sim, o senhor pode explicar essa inapropriada intervenção?
Integrante – Com certeza, esclarecerei minha brusca interrupção , esse casal não pode, sob nenhuma hipótese concretizar essa malfadada união.
Noivo – (indignado) Malfadada? Como ousas levantar semelhante calúnia? Seu infame!
Noiva – Permita que esse mancebo externize o que lhe pesa na alma.
Integrante – Sensata senhorita, lhe digo agora o porquê de eu estar aqui lançando por terra os seus mais recatados sonhos.
Padre – Prossiga, temos uma cerimônia a realizar.
Noivo – Não necessitamos dar ouvidos a esse cavalheiro inoportuno e volúvel...
Noiva – falará sim, meu pretérito é perfeito, nada temo.
Integrante – Esse casamento não pode se realizar porque existe uma forte razão: Seu noivo e eu nos amamos ele se casaria apenas por conveniência...
Um oh geral se ouviu na platéia.
Noiva – Que excelente notícias pois eu e a madrinha desse casamento fracassado também nos amamos e queremos ficar juntas por toda eternidade.
Duplo oh se ouviu.
Após os nubentes se acertarem com seus amores em público foram todos para a festa onde permaneceram em confraternização até amanhecer o dia.
Parte III (150 minutos)
Nesta parte da oficina, vamos desenvolver uma crônica a partir de um trecho do texto de Moacyr Scliar, publicado em O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2002. p. 155-156.
Espírito Carnavalesco
“Ensaios da escola de samba Mocidade Alegre atrapalham sono de moradores da região.”
Cotidiano, 29 jan. 2001
Cansado, ele dormia a sono solto, quando foi bruscamente despertado pela esposa, que o sacudia violentamente.
– Que aconteceu? – resmungou ele, ainda de olhos fechados.
– Não posso dormir. – queixou-se ela.
– Não pode dormir? E por quê?
– Por causa do barulho – ela, irritada: - Será possível que você não ouça?
Ele prestou atenção. De fato, havia barulho. O barulho de uma escola de samba ensaiando para o carnaval: pandeiros, tamborins… Não escutara antes por causa do sono pesado. O que não era o caso da mulher. Ela exigia providências.
– Mas o que quer você que eu faça? perguntou e, agora, também irritado.
– Quero que você vá lá e mande eles pararem com esse barulho.
Biografia
Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre; é médico e escritor. Ganhador de vários prêmios como o Érico Veríssimo (1976) e o Jabuti (1988, 1993 e 2000), tem colaborado com rádios, TVs e jornais como o Zero Hora, de Porto Alegre, e a Folha de São Paulo.
Reunidos em grupos, desenvolvam as atividades a seguir.
a) Tendo em vista as leituras das unidades, desenvolvam o fechamento do texto. Enquanto o grupo produz o texto, todos devem procurar falar alto as decisões que tomam, perguntas que surgem, diálogos com o texto que possam ocorrer. Um dos colegas vai anotar todos os elementos de planejamento e revisão que ocorrerem durante a escrita do restante do texto.
b) Leiam o texto produzido para o restante dos colegas.
c) Em seguida, apresentem as anotações sobre os procedimentos e tomadas de decisões produzidos durante a escrita do texto. Discutam com seus colegas.
d) Façam então um planejamento sobre a utilização desse texto em sua sala de aula. Que procedimentos utilizar? É possível utilizar algumas das estratégias identificadas durante a escrita do grupo para o trabalho com a escrita em sala de aula? Justifique.
e) Apresentem seu planejamento e a justificativa aos colegas de oficina.
RESPOSTAS DAS CURSISTAS
Final do texto Moacyr Scliar
(...)
- Mas como, mulher? Fica quieta e dorme!
- Já disse que não consigo dormir, afinal de contas para que serve seu diploma de Direito e para que exerce a função de promotor público?
- Será que você não entende que eles precisam ensaiar para o carnaval e têm o horário fixo para tal? Dorme que já já isso para... Termina.
- Eu quero dormir já, ou vai lá ou eu vou para a casa da mamãe.
- Que falta de consideração! Se quiser ir vá, estou pouco ligando, agora me deixa sossegado.
Era meia noite quando um automóvel atravessa a cidade, tomando uma estrada de barro batido e um motorista furioso, soca o volante e xinga a esposa por tê-lo feito levantar-se para levá-la ao sitio dos pais. A esposa com um leve sorriso irônico pensa:
- Eu venci como sempre acontece! Quem mandou não me ouvir. Os homens têm que lembrar que “O homem governa o mundo, mas a mulher governa o homem”.
(Por Verônica e Salomé)
Idéias que envolveram o final...
1 - Primeiro encontrar uma profissão para o marido; (advogado, policial, promotor)
2 – dar uma idéia de domínio feminino; (mesmo com todo poder que ele exerce na sociedade)
3 – Incentivo ao abuso de poder;
Estratégias para trabalhar em sala.
1 – levar jornal;
2 – procurar noticia do interesse;
3- Direcionar para crônicas;
4 – Debater sobre o que é crônica?
5- Distribuir texto “espírito Carnavalesco” e pedir que analisem o contexto e escreva um final bem criativo e inusitado.
Parte IV (15 minutos)
Avalie se o objetivo da oficina foi atingido e se a unidade trouxe novidades, se aprendeu algo novo, que reflexões o texto possibilitou que fizesse. Participe!
Parte V (05 minutos)
Neste momento, o formador vai apresentar as próximas unidades, enfatizando uma visão geral e dos conceitos que possam representar algum problema de compreensão durante o seu estudo individual na próxima quinzena.
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sábado, 22 de agosto de 2009
6a OFICINA (18 de agosto de 2009) - TP5
TP5 - oficina 10 - unidade 20
O objetivo desta oficina é o de consolidar as reflexões provocadas pela leitura e o desenvolvimento das atividades propostas nestas duas unidades de construção da textualidade, em que focalizamos a coesão e as relações lógicas.
Parte I (30 minutos)
Como costumamos fazer sempre, dedicamos esta primeira parte às observações generalizadas sobre os temas e as atividades desenvolvidas nestas unidades. Para ganhar em objetividade, pedimos que você leve suas observações por escrito para o encontro.
Parte II - Relato de experiências (50 minutos)
EEB Silveira de Souza - Professora Solange P. Freitas
TP5, p. 80
A professora distribuiu aos alunos o texto da Bruxinha Atrapalhada da autora Eva Furnari. O bojetivo da atividade era a utilização dos conetivos como elementos de coerência da sequência narrativa.
Certo dia a bruxinha atrapalhada estava andando com um vaso na mão e não viu uma pequena pedra que estava no chão, tropeçou deixando o vaso cair no chão e quebrar.
Entretanto, ela não sabia o que fazer com os pedaços do vaso, ficou pensando e teve a idéia de fazer uma mágica e trazer vassoura. Então, varreu todos os pedaços do vaso para debaixo do tapete.
Depois disso, a bruxinha atrapalhada saiu assobiando.
(Wiliam Bitencourt)
A bruxa e o vaso
Certo dia a bruxa Keka estava carregando um vaso de plantas quando ela caiu e quebrou o vaso.
No chão, ela olha a sujeira e pensa o que vai fazer.
Então, faz um feitiço para materializar uma vassoura e logo depois, começa a varrer a sujeira para debaixo do tapete e sai como se nada tivesse acontecido.
(Lhaion Alexandre de Maraes Almeida)
EEB. Jairo Callado - Professora Salomé Zemke
TP5, p. 71-72
Caracterizando a coerência na inter-relação entre textos verbais e não verbais.
Visita da Articuladora do Ensino Fundamental - Professora Selma
Parte III – Proposta de atividade (120 minutos)
A. Como, nestas duas unidades, estamos trabalhando a construção de significados no texto, tanto a partir de mecanismos de coesão, quanto de marcas de relações lógicas, vamos explorar essas qualidades na elaboração de um texto.
B. Em outras oportunidades, já analisamos textos publicitários, cuja principal finalidade sócio-comunicativa é convencer os leitores para a “compra” de algum produto ou serviço.
C. Desta vez, vamos elaborar um texto publicitário que explore a construção de significados de múltiplas maneiras. Será interessante se você colaborar com seu Formador e levar para o encontro objetos ou figuras de objetos que possam ser o alvo do anúncio.
· Forme grupos de 4 ou 5 colegas para a tarefa de produzir um texto fazendo uso de linguagem verbal e não verbal.
· Cada grupo deve provocar a atenção e o interesse dos “compradores” por meio de uma frase negativa aliada a informações sobre o produto.
· Explore recursos visuais e lingüísticos que conduzam a construção de efeitos de sentido, mas que não explicitem todas as informações: crie suspense!
· Damos, como estímulo, a proposta de análise do texto abaixo.
a) Que produto o texto está anunciando?
b) Que relação está sendo excluída, negada?
c) Que expressões são usadas para marcar essa negação?
d) Que expectativas cria essa negação no leitor?
e) Que efeito de sentido a negativa de uma relação tem sobre a afirmação de outra?
f) Como aparece a coesão inter-relacionando texto verbal e visual no anúncio?
· Ao final, cada grupo fará a apresentação de seu texto para a classe e todos devem ser convidados a dar suas opiniões sobre a construção das significações e seus efeitos no poder de convencimento atingido.
Parte IV – Avaliação da Oficina (20 minutos)
Mais uma vez, pedimos sua franqueza para avaliar os objetivos desta oficina e das atividades aqui desenvolvidas. Suas críticas e comentários serão a base para o aprimoramento de nosso trabalho.
Parte V (20 minutos)
As próximas unidades serão dedicadas à revisão, etapa fundamental na elaboração de textos. O que cabe revisar em um texto? Como torná-lo mais adequado a seu objetivo?
Até que ponto nossas preferências pessoais na escolha de vocabulário e de ordenação das informações ao elaborarmos um texto constitui nosso estilo próprio? Pensemos um pouco sobre isso, pois é do que trataremos nas próximas unidades.
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Atividades sobre Estilística
O objetivo desta oficina é o de consolidar as reflexões provocadas pela leitura e o desenvolvimento das atividades propostas nestas duas unidades de construção da textualidade, em que focalizamos a coesão e as relações lógicas.
Parte I (30 minutos)
Como costumamos fazer sempre, dedicamos esta primeira parte às observações generalizadas sobre os temas e as atividades desenvolvidas nestas unidades. Para ganhar em objetividade, pedimos que você leve suas observações por escrito para o encontro.
Parte II - Relato de experiências (50 minutos)
EEB Silveira de Souza - Professora Solange P. Freitas
TP5, p. 80
A professora distribuiu aos alunos o texto da Bruxinha Atrapalhada da autora Eva Furnari. O bojetivo da atividade era a utilização dos conetivos como elementos de coerência da sequência narrativa.
Certo dia a bruxinha atrapalhada estava andando com um vaso na mão e não viu uma pequena pedra que estava no chão, tropeçou deixando o vaso cair no chão e quebrar.
Entretanto, ela não sabia o que fazer com os pedaços do vaso, ficou pensando e teve a idéia de fazer uma mágica e trazer vassoura. Então, varreu todos os pedaços do vaso para debaixo do tapete.
Depois disso, a bruxinha atrapalhada saiu assobiando.
(Wiliam Bitencourt)
A bruxa e o vaso
Certo dia a bruxa Keka estava carregando um vaso de plantas quando ela caiu e quebrou o vaso.
No chão, ela olha a sujeira e pensa o que vai fazer.
Então, faz um feitiço para materializar uma vassoura e logo depois, começa a varrer a sujeira para debaixo do tapete e sai como se nada tivesse acontecido.
(Lhaion Alexandre de Maraes Almeida)
EEB. Jairo Callado - Professora Salomé Zemke
TP5, p. 71-72
Caracterizando a coerência na inter-relação entre textos verbais e não verbais.
Parte III – Proposta de atividade (120 minutos)
A. Como, nestas duas unidades, estamos trabalhando a construção de significados no texto, tanto a partir de mecanismos de coesão, quanto de marcas de relações lógicas, vamos explorar essas qualidades na elaboração de um texto.
B. Em outras oportunidades, já analisamos textos publicitários, cuja principal finalidade sócio-comunicativa é convencer os leitores para a “compra” de algum produto ou serviço.
C. Desta vez, vamos elaborar um texto publicitário que explore a construção de significados de múltiplas maneiras. Será interessante se você colaborar com seu Formador e levar para o encontro objetos ou figuras de objetos que possam ser o alvo do anúncio.
· Forme grupos de 4 ou 5 colegas para a tarefa de produzir um texto fazendo uso de linguagem verbal e não verbal.
· Cada grupo deve provocar a atenção e o interesse dos “compradores” por meio de uma frase negativa aliada a informações sobre o produto.
· Explore recursos visuais e lingüísticos que conduzam a construção de efeitos de sentido, mas que não explicitem todas as informações: crie suspense!
· Damos, como estímulo, a proposta de análise do texto abaixo.
a) Que produto o texto está anunciando?
b) Que relação está sendo excluída, negada?
c) Que expressões são usadas para marcar essa negação?
d) Que expectativas cria essa negação no leitor?
e) Que efeito de sentido a negativa de uma relação tem sobre a afirmação de outra?
f) Como aparece a coesão inter-relacionando texto verbal e visual no anúncio?
· Ao final, cada grupo fará a apresentação de seu texto para a classe e todos devem ser convidados a dar suas opiniões sobre a construção das significações e seus efeitos no poder de convencimento atingido.
Parte IV – Avaliação da Oficina (20 minutos)
Mais uma vez, pedimos sua franqueza para avaliar os objetivos desta oficina e das atividades aqui desenvolvidas. Suas críticas e comentários serão a base para o aprimoramento de nosso trabalho.
Parte V (20 minutos)
As próximas unidades serão dedicadas à revisão, etapa fundamental na elaboração de textos. O que cabe revisar em um texto? Como torná-lo mais adequado a seu objetivo?
Até que ponto nossas preferências pessoais na escolha de vocabulário e de ordenação das informações ao elaborarmos um texto constitui nosso estilo próprio? Pensemos um pouco sobre isso, pois é do que trataremos nas próximas unidades.
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Atividades sobre Estilística
sábado, 8 de agosto de 2009
3a OFICINA LIVRE (04 de agosto de 2009)
FILME: ENTRE OS MUROS DA ESCOLA
Entrevista do diretor Laurent Cantet ao G1 sobre o filme
12/03/09 - 14h00 - Atualizado em 12/03/09 - 17h44 Diego Assis Do G1, em São Paulo
Filme Francês 'Entre os muros da escola' aproxima salas de aula de todo o mundo.Grande vencedor do Festival de Cannes estreia no Brasil esta sexta.Em passagem por SP, diretor Laurent Cantet fala ao G1 sobre o filme.
Conversinhas em sala de aula, desrespeito com o professor, alunos que se negam a tirar os bonés, troca de insultos e empurrões... É bem possível que você já tenha visto esse “filme” no Brasil, mas o cenário de “Entre os muros da escola”, longa-metragem de Laurent Cantet que estreia nesta sexta-feira (13) em alguns cinemas do país, é uma classe de 7ª série da periferia de Paris, na França.
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 2008, o filme é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau (lançado no Brasil pela Martins Editora), que retrata a experiência de um professor ginasial – ele próprio – às voltas com uma turma que, à primeira vista, não parece muito afim de cooperar. Interpretado também por François, o personagem central da história tem de lidar não só com a falta de interesse dos alunos em sua disciplina, mas com as diferenças sociais e o choque entre culturas africana, árabe, asiática e, claro, europeia, dentro das quatro paredes da sala de aula.
Rodado durante sete semanas em um colégio do leste de Paris, “Entre os muros da escola” tem ares de documentário e um elenco todo de não-atores – alunos, professores e pais. Louise é a princesinha da classe; Arthur, o emo de poucas palavras; Souleymane, o garoto marrento que chega às vias de fato com o professor e que, por isso, pode acabar expulso da escola... não fosse a aliança com Khoumba e Esmeralda, as amigas inseparáveis e tagarelas a quem, num momento de irritação, François chama de “vadias” – deslize este que pode acabar com mais uma expulsão: a do professor.
É essa “imperfeição”, nas palavras de Laurent Cantet, que distancia seu mestre de tantos outros professores que já passaram pelas telas de cinema, especialmente de Hollywood, nas últimas décadas – de Whoopy Goldberg e Robin Williams a Michelle Pfeiffer e Jack Black. O aspecto falível de François, como explica o diretor do filme na entrevista abaixo, concedida em sua visita a São Paulo nesta terça, fez com que até alguns professores da vida real custassem a se reconhecer no papel.
G1 - “Entre os muros da escola” foi lançado há quase um ano, em Cannes, e desde então arrebatou diversos prêmios – da Palma de Ouro ao prêmio Cesar, passando por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Elogios à parte, que tipo de recepção você vem encontrando nesse período?
Laurent Cantet - Viajei muito com o filme, fui para 24 países, conversei com jornalistas e o mais supreendente é que as perguntas que me são feitas são as mesmas em todo lugar. Mesmo quando falamos dessa sala de aula específica no subúrbio de Paris, parece que tocamos em temas que são mais universais e que todo mundo pode compartilhar. Talvez a única reação realmente contrária ao filme veio de alguns professores franceses que o viram como um documentário e não reconheceram ali sua própria situação. Ficaram chocados com a imagem que eu passei da escola e do modo como os professores trabalharam. Meu professor não é perfeito, ele comete falhas, não é o mesmo daquele tipo de filme americano sobre escolas em que há sempre um professor inspirado ensinando às crianças como a vida pode ser maravilhosa. O nosso é imperfeito, e acho que essa foi uma das razões pela qual alguns criticaram.
G1 – O que se vê em “Entre os muros da escola” e em muitos colégios mundo afora é um grande desinteresse por parte de alguns alunos no que está sendo passado pelos professores. Acha necessário repensar os métodos de ensino?
Cantet - Não sou um especialista em educação, mas o que sinto, especialmente por ser pai de dois adolescentes que ainda vão ao colégio, é que a escola tem que aceitar que não está fora da sociedade, não é só um lugar aonde a criança vai para aprender. É preciso aceitar que as crianças chegam à escola com seus próprios problemas, sua própria cultura, e se tem que lidar com isso. Talvez a escola esteja muito fechada em si mesma. Exceto por alguns professores. É um debate bem antigo com professores que acham que a escola é um lugar onde se deve aprender gramática e matemática, e outros que acham que a escola deve dar as ferramentas para que os alunos encontrem seu lugar na sociedade, dar não só o conhecimento mas também o modo de pensar que o ajudará a levar a outro lugar. Quando o professor é mais durão, é mais fácil ficar atrás da mesa dizendo ‘copie isto’, ‘faça este exercício’. Agora, muitos professores estão cansados e talvez se recusem a assumir esse risco de ajudar as crianças a crescer.
G1 – O que é exatamente o oposto do seu professor no filme...
Cantet – Esse é um dos motivos por que adorei o livro logo que li. Há uma cena no filme, quando ele está ensinando o “imperfeito do subjuntivo”, um tempo que ninguém mais usa em francês, e decide não fazer a conjugação dos verbos ele mesmo. Esmeralda pergunta por que usá-lo se há o “imperfeito do indicativo” e o professor diz que é só uma maneira de diferenciar. Ele pergunta, as crianças respondem, ele pergunta novas coisas. No final, tenho certeza de que François concorda com as crianças que falam “não precisamos aprender isso” e que as crianças percebem que a linguagem é um marcador social. Quando Khoumba diz que [o imperfeito do subjuntivo] é um tempo de burguês, ela entendeu tudo naquele momento. E se um dia precisar falar com um burguês, ela poderá fazer. Esse é o modo de ensinar. Se o que você ensina não faz sentido para as crianças, elas esquecerão em duas semanas.
G1 – Uma das maiores dificuldades que ele enfrenta na classe é lidar com as diferentes culturas dos alunos. Com o crescimento do processo de imigração nas cidades europeias, isso virou um problema na França?
Cantet - No mundo. Fui aos Estados Unidos e ao Canadá para apresentar o filme e eles têm as mesmas questões para encarar agora. A sala de aula é a primeira comunidade em que uma criança pode se sentir envolvida, e são comunidades muito diversas, as mesmas que você encontra na sociedade. E acho que é importante para essas crianças sentirem que têm um papel nessa comunidade. Acho que todo os problemas que a sociedade francesa e de outros países enfrentam agora é que todos esses jovens imigrantes – que talvez nem sejam mais imigrantes, porque a maioria já nasceu lá mesmo -- têm de sentir que a sociedade necessita deles, que lhes dá um lugar. Mas eles não sentem isso e, por isso, claro, se opõem a essa sociedade. Esmeralda diz que não se orgulha em ser francesa, e acho que ela só vai se orgulhar no dia em que se sentir parte da comunidade. Penso que a França e talvez todos os países velhos têm muito orgulho de sua cultura, de sua história, da imagem que as pessoas têm de sua cultura, mas, na verdade, não estão integrando pessoas. Estamos apenas dizendo, se pareça conosco e então vamos aceitá-lo na nossa sociedade. Acho que os EUA fazem isso um pouco melhor do que a gente.
G1 – Como foi a sua educação?
Cantet - Eu sou de uma cidade pequena, fora de Paris, então o contexto era muito diferente. A escola era diferente também. Não tínhamos o que chamamos agora de “collège unique”, em que todas as crianças, bons ou maus alunos, estudam todas juntas na mesma sala até o colegial. Não era o caso quando eu estava na escola. Na minha sala éramos todos estudantes brancos de classe média. Hoje, meus filhos estudam nos subúrbios de Paris e têm contato com muitas realidades diferentes das suas próprias, o que abre suas cabeças muito mais do que o que eu pude experimentar na idade deles.
G1 – Todos os alunos de “Entre os muros das escola” eram não-atores até então. Como acha que o filme afetou a vida delas? Cantet – É difícil saber. Eles tinham 14 ou 15 anos e suas cabeças mudam muito naquele momento, a maturidade está chegando. É difícil saber como elas seriam sem o filme. Posso dizer que eles passaram por momentos maravilhosos, que a experiência foi muito divertida e interessante para eles. Quanto à repercussão na vida deles, percebo que a sua relação com seus professores mudou realmente, agora eles podem conversar. Antes do filme, via que, para eles, os professores não eram só adultos, mas “superadultos”: os que têm a autoridade, os que têm o conhecimento e que pode expulsá-los da escola. Com um status como este, que impressiona, os professores não são vistos como seres humanos. E acho que isso mudou um pouco depois do filme. Outro ponto é que essas crianças não costumavam ser aplaudidas ou reconhecidas pelo que faziam, eram mais acostumadas a serem estigmatizadas ou julgadas por todo mundo. Quando estávamos juntos em Cannes, foi tocante ver o quão felizes estavam por serem reconhecidas pelo trabalho que fizeram.
G1 – Pergunto porque tivemos um caso recente, com o filme “Quem quer ser um milionário?”, em que as crianças tiveram suas vidas completamente transformadas após o lançamento do filme. Acha que o diretor tem uma responsabilidade maior nesses casos?
Cantet – O que sempre tentei fazê-los entender é que o filme é só um momento da vida delas. Foi emocionante perceber como, em Cannes, onde o sucesso poderia ter subido à cabeça, eles se mantiveram humildes. Estavam felizes com o filme e com si mesmos, mas não basearam suas vidas nisso. O grupo permaneceu unido, nenhum tentou se destacar. Acho que alguns deles gostariam de ter uma experiência num próximo filme. Um já fez um segundo que deve estrear este verão. Mas eles tomaram como oportunidade.
G1 – Você voltaria a trabalhar com alguns deles em outros filmes?
Cantet – Certamente alguns deles podem se tornar grandes atores. Ontem [segunda-feira] à noite estava no Rio e vi o final do filme talvez pela 200ª vez. E fiquei impressionado com eles. Porque conheço esses meninos aqui fora e sei que são bem diferentes do que aparentam no filme. São grandes atores, na verdade.
G1 – E quanto a François Bégaudeau, autor do livro que inspirou o filme? Como entrou em contato com ele e por que decidiu que ele próprio deveria fazer o papel do professor?
Cantet - Dois anos antes de ler o livro, eu já havia escrito o primeiro esboço do roteiro, que era ambientando numa escola como a do livro - também “entre muros”, como eu já havia feito no filme “Recursos humanos” [1999] que se passava numa fábrica. Escrevi a história do Souleymane e fui fazer meu filme então mais recente, “Em direção ao sul”. No dia do lançamento fui chamado a um talk show e François também foi chamado para apresentar seu livro. Ele leu algumas páginas e os diálogos tinham a energia que eu queria para o filme. Na noite seguinte li o livro. Dois dias depois a gente se encontrou de novo e eu propus adaptar o livro, não uma adaptação direta, mas fazer uma extensão dele. A gente pegaria o ponto de partida de uma cena que tivesse sido idealizada por mim e veríamos como a sala iria responder. Nunca tentamos copiar as reações dos personagens do livro no filme, mas ver se elas poderiam acontecer de novo ou não. Foi interessante trabalhar assim. Acho até que [Bégaudeau] não teria se interessado em simplesmente reinterpretar aquilo que escreveu.
G1 – Em tempos de reality shows, diria que “Entre os muros da escola” é uma espécie de “Big Brother colegial”?
Cantet – Não, acho que não. Tudo ali foi escrito, eles estão atuando. Toda a evolução dos personagens e situações foi planejada. Havia espaço para bastante improvisação, mas tudo partia de um roteiro. O que a gente tentou fazer foi recriar uma impressão de realidade.
Mais informações sobre o Filme "Entre os muros da escola"
Acesse os endereços abaixo:
O multiculturalismo na escola
A potência da imagem da impotência
Comentários sobre o filme
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Entrevista do diretor Laurent Cantet ao G1 sobre o filme
12/03/09 - 14h00 - Atualizado em 12/03/09 - 17h44 Diego Assis Do G1, em São Paulo
Filme Francês 'Entre os muros da escola' aproxima salas de aula de todo o mundo.Grande vencedor do Festival de Cannes estreia no Brasil esta sexta.Em passagem por SP, diretor Laurent Cantet fala ao G1 sobre o filme.
Conversinhas em sala de aula, desrespeito com o professor, alunos que se negam a tirar os bonés, troca de insultos e empurrões... É bem possível que você já tenha visto esse “filme” no Brasil, mas o cenário de “Entre os muros da escola”, longa-metragem de Laurent Cantet que estreia nesta sexta-feira (13) em alguns cinemas do país, é uma classe de 7ª série da periferia de Paris, na França.
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 2008, o filme é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau (lançado no Brasil pela Martins Editora), que retrata a experiência de um professor ginasial – ele próprio – às voltas com uma turma que, à primeira vista, não parece muito afim de cooperar. Interpretado também por François, o personagem central da história tem de lidar não só com a falta de interesse dos alunos em sua disciplina, mas com as diferenças sociais e o choque entre culturas africana, árabe, asiática e, claro, europeia, dentro das quatro paredes da sala de aula.
Rodado durante sete semanas em um colégio do leste de Paris, “Entre os muros da escola” tem ares de documentário e um elenco todo de não-atores – alunos, professores e pais. Louise é a princesinha da classe; Arthur, o emo de poucas palavras; Souleymane, o garoto marrento que chega às vias de fato com o professor e que, por isso, pode acabar expulso da escola... não fosse a aliança com Khoumba e Esmeralda, as amigas inseparáveis e tagarelas a quem, num momento de irritação, François chama de “vadias” – deslize este que pode acabar com mais uma expulsão: a do professor.
É essa “imperfeição”, nas palavras de Laurent Cantet, que distancia seu mestre de tantos outros professores que já passaram pelas telas de cinema, especialmente de Hollywood, nas últimas décadas – de Whoopy Goldberg e Robin Williams a Michelle Pfeiffer e Jack Black. O aspecto falível de François, como explica o diretor do filme na entrevista abaixo, concedida em sua visita a São Paulo nesta terça, fez com que até alguns professores da vida real custassem a se reconhecer no papel.
G1 - “Entre os muros da escola” foi lançado há quase um ano, em Cannes, e desde então arrebatou diversos prêmios – da Palma de Ouro ao prêmio Cesar, passando por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Elogios à parte, que tipo de recepção você vem encontrando nesse período?
Laurent Cantet - Viajei muito com o filme, fui para 24 países, conversei com jornalistas e o mais supreendente é que as perguntas que me são feitas são as mesmas em todo lugar. Mesmo quando falamos dessa sala de aula específica no subúrbio de Paris, parece que tocamos em temas que são mais universais e que todo mundo pode compartilhar. Talvez a única reação realmente contrária ao filme veio de alguns professores franceses que o viram como um documentário e não reconheceram ali sua própria situação. Ficaram chocados com a imagem que eu passei da escola e do modo como os professores trabalharam. Meu professor não é perfeito, ele comete falhas, não é o mesmo daquele tipo de filme americano sobre escolas em que há sempre um professor inspirado ensinando às crianças como a vida pode ser maravilhosa. O nosso é imperfeito, e acho que essa foi uma das razões pela qual alguns criticaram.
G1 – O que se vê em “Entre os muros da escola” e em muitos colégios mundo afora é um grande desinteresse por parte de alguns alunos no que está sendo passado pelos professores. Acha necessário repensar os métodos de ensino?
Cantet - Não sou um especialista em educação, mas o que sinto, especialmente por ser pai de dois adolescentes que ainda vão ao colégio, é que a escola tem que aceitar que não está fora da sociedade, não é só um lugar aonde a criança vai para aprender. É preciso aceitar que as crianças chegam à escola com seus próprios problemas, sua própria cultura, e se tem que lidar com isso. Talvez a escola esteja muito fechada em si mesma. Exceto por alguns professores. É um debate bem antigo com professores que acham que a escola é um lugar onde se deve aprender gramática e matemática, e outros que acham que a escola deve dar as ferramentas para que os alunos encontrem seu lugar na sociedade, dar não só o conhecimento mas também o modo de pensar que o ajudará a levar a outro lugar. Quando o professor é mais durão, é mais fácil ficar atrás da mesa dizendo ‘copie isto’, ‘faça este exercício’. Agora, muitos professores estão cansados e talvez se recusem a assumir esse risco de ajudar as crianças a crescer.
G1 – O que é exatamente o oposto do seu professor no filme...
Cantet – Esse é um dos motivos por que adorei o livro logo que li. Há uma cena no filme, quando ele está ensinando o “imperfeito do subjuntivo”, um tempo que ninguém mais usa em francês, e decide não fazer a conjugação dos verbos ele mesmo. Esmeralda pergunta por que usá-lo se há o “imperfeito do indicativo” e o professor diz que é só uma maneira de diferenciar. Ele pergunta, as crianças respondem, ele pergunta novas coisas. No final, tenho certeza de que François concorda com as crianças que falam “não precisamos aprender isso” e que as crianças percebem que a linguagem é um marcador social. Quando Khoumba diz que [o imperfeito do subjuntivo] é um tempo de burguês, ela entendeu tudo naquele momento. E se um dia precisar falar com um burguês, ela poderá fazer. Esse é o modo de ensinar. Se o que você ensina não faz sentido para as crianças, elas esquecerão em duas semanas.
G1 – Uma das maiores dificuldades que ele enfrenta na classe é lidar com as diferentes culturas dos alunos. Com o crescimento do processo de imigração nas cidades europeias, isso virou um problema na França?
Cantet - No mundo. Fui aos Estados Unidos e ao Canadá para apresentar o filme e eles têm as mesmas questões para encarar agora. A sala de aula é a primeira comunidade em que uma criança pode se sentir envolvida, e são comunidades muito diversas, as mesmas que você encontra na sociedade. E acho que é importante para essas crianças sentirem que têm um papel nessa comunidade. Acho que todo os problemas que a sociedade francesa e de outros países enfrentam agora é que todos esses jovens imigrantes – que talvez nem sejam mais imigrantes, porque a maioria já nasceu lá mesmo -- têm de sentir que a sociedade necessita deles, que lhes dá um lugar. Mas eles não sentem isso e, por isso, claro, se opõem a essa sociedade. Esmeralda diz que não se orgulha em ser francesa, e acho que ela só vai se orgulhar no dia em que se sentir parte da comunidade. Penso que a França e talvez todos os países velhos têm muito orgulho de sua cultura, de sua história, da imagem que as pessoas têm de sua cultura, mas, na verdade, não estão integrando pessoas. Estamos apenas dizendo, se pareça conosco e então vamos aceitá-lo na nossa sociedade. Acho que os EUA fazem isso um pouco melhor do que a gente.
G1 – Como foi a sua educação?
Cantet - Eu sou de uma cidade pequena, fora de Paris, então o contexto era muito diferente. A escola era diferente também. Não tínhamos o que chamamos agora de “collège unique”, em que todas as crianças, bons ou maus alunos, estudam todas juntas na mesma sala até o colegial. Não era o caso quando eu estava na escola. Na minha sala éramos todos estudantes brancos de classe média. Hoje, meus filhos estudam nos subúrbios de Paris e têm contato com muitas realidades diferentes das suas próprias, o que abre suas cabeças muito mais do que o que eu pude experimentar na idade deles.
G1 – Todos os alunos de “Entre os muros das escola” eram não-atores até então. Como acha que o filme afetou a vida delas? Cantet – É difícil saber. Eles tinham 14 ou 15 anos e suas cabeças mudam muito naquele momento, a maturidade está chegando. É difícil saber como elas seriam sem o filme. Posso dizer que eles passaram por momentos maravilhosos, que a experiência foi muito divertida e interessante para eles. Quanto à repercussão na vida deles, percebo que a sua relação com seus professores mudou realmente, agora eles podem conversar. Antes do filme, via que, para eles, os professores não eram só adultos, mas “superadultos”: os que têm a autoridade, os que têm o conhecimento e que pode expulsá-los da escola. Com um status como este, que impressiona, os professores não são vistos como seres humanos. E acho que isso mudou um pouco depois do filme. Outro ponto é que essas crianças não costumavam ser aplaudidas ou reconhecidas pelo que faziam, eram mais acostumadas a serem estigmatizadas ou julgadas por todo mundo. Quando estávamos juntos em Cannes, foi tocante ver o quão felizes estavam por serem reconhecidas pelo trabalho que fizeram.
G1 – Pergunto porque tivemos um caso recente, com o filme “Quem quer ser um milionário?”, em que as crianças tiveram suas vidas completamente transformadas após o lançamento do filme. Acha que o diretor tem uma responsabilidade maior nesses casos?
Cantet – O que sempre tentei fazê-los entender é que o filme é só um momento da vida delas. Foi emocionante perceber como, em Cannes, onde o sucesso poderia ter subido à cabeça, eles se mantiveram humildes. Estavam felizes com o filme e com si mesmos, mas não basearam suas vidas nisso. O grupo permaneceu unido, nenhum tentou se destacar. Acho que alguns deles gostariam de ter uma experiência num próximo filme. Um já fez um segundo que deve estrear este verão. Mas eles tomaram como oportunidade.
G1 – Você voltaria a trabalhar com alguns deles em outros filmes?
Cantet – Certamente alguns deles podem se tornar grandes atores. Ontem [segunda-feira] à noite estava no Rio e vi o final do filme talvez pela 200ª vez. E fiquei impressionado com eles. Porque conheço esses meninos aqui fora e sei que são bem diferentes do que aparentam no filme. São grandes atores, na verdade.
G1 – E quanto a François Bégaudeau, autor do livro que inspirou o filme? Como entrou em contato com ele e por que decidiu que ele próprio deveria fazer o papel do professor?
Cantet - Dois anos antes de ler o livro, eu já havia escrito o primeiro esboço do roteiro, que era ambientando numa escola como a do livro - também “entre muros”, como eu já havia feito no filme “Recursos humanos” [1999] que se passava numa fábrica. Escrevi a história do Souleymane e fui fazer meu filme então mais recente, “Em direção ao sul”. No dia do lançamento fui chamado a um talk show e François também foi chamado para apresentar seu livro. Ele leu algumas páginas e os diálogos tinham a energia que eu queria para o filme. Na noite seguinte li o livro. Dois dias depois a gente se encontrou de novo e eu propus adaptar o livro, não uma adaptação direta, mas fazer uma extensão dele. A gente pegaria o ponto de partida de uma cena que tivesse sido idealizada por mim e veríamos como a sala iria responder. Nunca tentamos copiar as reações dos personagens do livro no filme, mas ver se elas poderiam acontecer de novo ou não. Foi interessante trabalhar assim. Acho até que [Bégaudeau] não teria se interessado em simplesmente reinterpretar aquilo que escreveu.
G1 – Em tempos de reality shows, diria que “Entre os muros da escola” é uma espécie de “Big Brother colegial”?
Cantet – Não, acho que não. Tudo ali foi escrito, eles estão atuando. Toda a evolução dos personagens e situações foi planejada. Havia espaço para bastante improvisação, mas tudo partia de um roteiro. O que a gente tentou fazer foi recriar uma impressão de realidade.
Mais informações sobre o Filme "Entre os muros da escola"
Acesse os endereços abaixo:
O multiculturalismo na escola
A potência da imagem da impotência
Comentários sobre o filme
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
2a OFICINA LIVRE (14 de julho de 2009)
A REPRESENTAÇÃO FEMININA ATRAVÉS DE MÚSICAS
Mulheres de Atenas - Composição: Chico Buarque
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas,
não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Mulheres (Martinho da Vila)
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Mulheres (Martinho da Vila)
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Mulher Nova, Bonita e Carinhosa
(zé Ramalho E Otacílio Batista)
Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor
Alexandre figura desumana
Fundador da famosa Alexandria
Conquistava na Grécia e destruía
Quase toda a população Tebana
A beleza atrativa de Roxana
Dominava o maior conquistador
E depois de vencê-la, o vencedor
Entregou-se à pagã mais que formosa
Mulher nova bonita e carinhosa
Faz um homem gemer sem sentir dor
A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor
Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor
Mulher (Elba Ramalho)
Pra descrever uma mulher
Não é do jeito que quiser
Primeiro tem que ser sensível
Se não, é impossível
Quem ver, por fora, não vai ver
Por dentro o que ela é
É um risco tentar resumir
Mulher...
De um lado é corpo e sedução
De um outro força e coração
É fera e sabe machucar
Mas a primeira a te curar
E sempre faz o que bem quer
Ninguém pode impedir
É assim começa a definir
Mulher... Mulher...
Entre tudo o que existe é principal
Pra você gerar a vida é natural
Esse é o mundo da mulher...
Mulher..
Que a divina natureza fez surgir
A mais linda obra prima que alguém já viu
Assim nasceu a mulher
Nas mãos de Deus...
Por mais que o homem possa ter
Se ela não dá pra viver
As vezes pede proteção
Pra ter um pouco de atenção
Se fingi ser tão frágil mas, domina quem quiser
Pois ninguém pode definir
Mulher...
Mulher...
entre tudo que existe é principal
Pra você gerar a vida é natural
Esse é o mundo da mulher
Que a divina natureza fez surgir
A mais linda obra prima que alguém já viu
Assim nasceu a mulher
Nas mãos de Deus...
Cor-de-Rosa Choque (Rita Lee)
Nas duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso
De quem nada quer
Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama
Vive a mulher
Por isso não provoque
É cor-de-rosa choque
Não provoque
É cor-de-rosa choque
Mulher é bicho esquisito
Todo mês sangra
Um sexto sentido
Maior que a razão
Gata borralheira
Você é princesa
Dondoca é uma espécie
em extinção
**************************
Todas as Mulheres Do Mundo (Rita Lee)
Diga que me odeia
Mas diga que não vive sem mim
Eu sou uma praga
Maria sem-vergonha do seu jardim
Mães assassinas
Filhas de Maria
Polícias femininas, nazis judias
Gatas, gatunas
Quengas no cio
Esposas drogadas, tadinhas, mal pagas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Garotas de Ipanema
Minas de Minas
Louras, morenas, messalinas
Santas sinistras
Ministras malvadas
Imeldas, Evitas
Beneditas estupradas
Toda mulher quer ser...
Paquitas de paquete
Xuxas em crise
Macacas de auditório
Velhas atrizes
Patroas babacas
Empregadas mandonas
Madonnas na cama
Dianas corneadas
Toda mulher quer ser...
Socialites
Plebéias
Rainhas decadentes
Manecas alcéias
Enfermeiras doentes
Madrastas malditas, super-homens zapatas
Irmãs La Dulce beaidétificadas
Mulher (Sexo Frágil)
Composição: Erasmo Carlos e Narinha
Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas
Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça
Quando eu chego em casa à noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas pra quem deu luz não tem mais jeito
Porque um filho quer seu peito
O outro já reclama a sua mão
E o outro quer o amor que ela tiver
Quatro homens dependentes e carentes
Da força da mulher
Mulher, mulher
Do barro de que você foi gerada
Me veio inspiração
Pra decantar você nessa canção
Mulher, mulher
Na escola em que você foi ensinada
Jamais tirei um dez
Sou forte mas não chego aos seus pés
Só as cachorras ( Bonde do Tigrão)
Só as cachorras, As preparadas
As popozudas, O baile todo...(2x)
Pula, sai do chão
Esse é o Bonde do Tigrão
Libere a energia
E vem pro meio do salão
O baile está tomado
Eu quero ver você dançar
Tá tudo dominado
E o planeta vai gritar, Assim!
Refrão (2x)
Pula,sai do chão
Esse é o Bonde do Tigrão
Libere a energia
E vem pro meio do salão
O baile está tomado
Eu quero ver você dançar
Tá tudo dominado
E o planeta vai gritar, Assim!
Refrão (2x)
Vem prá cá
Que eu sou tigrão
Vou te dar Muita pressão
Quando vejo um popozão
Rebolando no salão...
Não consigo respirar
Fico louco prá pegar
Melhor tu se preparar
Que o tigrão vai te ensinar...
Vai a onde tu fugir
Que o tigrão
Vai te engulir
Se tu corre por aqui
Eu te pego logo alí...
Eu vou lutar até o fim
Vou trazer você pra mim
E eu te chamo bem assim...
Refrão ...(4x)
.
Mulheres de Atenas - Composição: Chico Buarque
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas,
não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Mulheres (Martinho da Vila)
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Mulheres (Martinho da Vila)
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim
Mulher Nova, Bonita e Carinhosa
(zé Ramalho E Otacílio Batista)
Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor
Alexandre figura desumana
Fundador da famosa Alexandria
Conquistava na Grécia e destruía
Quase toda a população Tebana
A beleza atrativa de Roxana
Dominava o maior conquistador
E depois de vencê-la, o vencedor
Entregou-se à pagã mais que formosa
Mulher nova bonita e carinhosa
Faz um homem gemer sem sentir dor
A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor
Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor
Mulher (Elba Ramalho)
Pra descrever uma mulher
Não é do jeito que quiser
Primeiro tem que ser sensível
Se não, é impossível
Quem ver, por fora, não vai ver
Por dentro o que ela é
É um risco tentar resumir
Mulher...
De um lado é corpo e sedução
De um outro força e coração
É fera e sabe machucar
Mas a primeira a te curar
E sempre faz o que bem quer
Ninguém pode impedir
É assim começa a definir
Mulher... Mulher...
Entre tudo o que existe é principal
Pra você gerar a vida é natural
Esse é o mundo da mulher...
Mulher..
Que a divina natureza fez surgir
A mais linda obra prima que alguém já viu
Assim nasceu a mulher
Nas mãos de Deus...
Por mais que o homem possa ter
Se ela não dá pra viver
As vezes pede proteção
Pra ter um pouco de atenção
Se fingi ser tão frágil mas, domina quem quiser
Pois ninguém pode definir
Mulher...
Mulher...
entre tudo que existe é principal
Pra você gerar a vida é natural
Esse é o mundo da mulher
Que a divina natureza fez surgir
A mais linda obra prima que alguém já viu
Assim nasceu a mulher
Nas mãos de Deus...
Cor-de-Rosa Choque (Rita Lee)
Nas duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso
De quem nada quer
Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama
Vive a mulher
Por isso não provoque
É cor-de-rosa choque
Não provoque
É cor-de-rosa choque
Mulher é bicho esquisito
Todo mês sangra
Um sexto sentido
Maior que a razão
Gata borralheira
Você é princesa
Dondoca é uma espécie
em extinção
**************************
Todas as Mulheres Do Mundo (Rita Lee)
Diga que me odeia
Mas diga que não vive sem mim
Eu sou uma praga
Maria sem-vergonha do seu jardim
Mães assassinas
Filhas de Maria
Polícias femininas, nazis judias
Gatas, gatunas
Quengas no cio
Esposas drogadas, tadinhas, mal pagas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Garotas de Ipanema
Minas de Minas
Louras, morenas, messalinas
Santas sinistras
Ministras malvadas
Imeldas, Evitas
Beneditas estupradas
Toda mulher quer ser...
Paquitas de paquete
Xuxas em crise
Macacas de auditório
Velhas atrizes
Patroas babacas
Empregadas mandonas
Madonnas na cama
Dianas corneadas
Toda mulher quer ser...
Socialites
Plebéias
Rainhas decadentes
Manecas alcéias
Enfermeiras doentes
Madrastas malditas, super-homens zapatas
Irmãs La Dulce beaidétificadas
Mulher (Sexo Frágil)
Composição: Erasmo Carlos e Narinha
Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas
Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça
Quando eu chego em casa à noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas pra quem deu luz não tem mais jeito
Porque um filho quer seu peito
O outro já reclama a sua mão
E o outro quer o amor que ela tiver
Quatro homens dependentes e carentes
Da força da mulher
Mulher, mulher
Do barro de que você foi gerada
Me veio inspiração
Pra decantar você nessa canção
Mulher, mulher
Na escola em que você foi ensinada
Jamais tirei um dez
Sou forte mas não chego aos seus pés
Só as cachorras ( Bonde do Tigrão)
Só as cachorras, As preparadas
As popozudas, O baile todo...(2x)
Pula, sai do chão
Esse é o Bonde do Tigrão
Libere a energia
E vem pro meio do salão
O baile está tomado
Eu quero ver você dançar
Tá tudo dominado
E o planeta vai gritar, Assim!
Refrão (2x)
Pula,sai do chão
Esse é o Bonde do Tigrão
Libere a energia
E vem pro meio do salão
O baile está tomado
Eu quero ver você dançar
Tá tudo dominado
E o planeta vai gritar, Assim!
Refrão (2x)
Vem prá cá
Que eu sou tigrão
Vou te dar Muita pressão
Quando vejo um popozão
Rebolando no salão...
Não consigo respirar
Fico louco prá pegar
Melhor tu se preparar
Que o tigrão vai te ensinar...
Vai a onde tu fugir
Que o tigrão
Vai te engulir
Se tu corre por aqui
Eu te pego logo alí...
Eu vou lutar até o fim
Vou trazer você pra mim
E eu te chamo bem assim...
Refrão ...(4x)
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
5a OFICINA (07 de julho de 2009) - TP5
Oficina 9 - Unidade 18 (TP5)
A data prevista para esta oficina foi 30 de junho, no entanto, devido a greve do transporte coletivo a oficina realizou-se no dia 07 de julho de 2009.
Parte I (30 minutos)
Neste primeiro momento da oficina abordamos a estilística e a coerência textual. Nos detivemos mais tempo tratando da coêrencia textual e de que forma esta se constrói no texto.
Parte II - Relato de experiência (50 minutos)
EEB José Boiteux - Professora Luciane Pivetta -
Turma 701- TP5 (pág. 24)
Diferentes formas de narrar um gol (pág. 15-18)
Turma 604 - EEB José Boiteux - Professora Rosane Hart
A turma recebeu o texto "Cada gol é cada um" (pág. 15), no qual, aparecem diferentes formas de narrar um gol. A partir da ideia do texto a proposta é lançada aos alunos: Como um adolescente faria a narração de um gol...
Os alunos construiram suas narrações;
Em seguida fizeram a leitura dos textos (As leituras foram excelentes)
Construção do cartaz.
Pausa no trabalho para as fotos.
Organizando o painel....
(Foi a maior festa!!!)
EEB Jairo Callado - 8as séries - Professora Salomé Zemke
A estilística é uma das disciplinas voltadas ao fenômeno da linguagem. É o estudo do estilo.
1ª Etapa – Distribui o seguinte texto às equipes: “O casamento acontece em uma igreja pequena e simples, a noiva entra ao som da marcha nupcial enquanto o noivo a aguarda no altar, depois de resolver o pequeno transtorno o casamento se realiza e os convidados dirigem-se à festa.”
2ª Etapa – Passei outro papel a cada equipe com a seguinte orientação.
A – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “jeca para uma festa de São João”.
B – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “em uma comunidade do interior”.
C – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “simbólico entre gays”
D – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “Entre intelectuais”
Trabalho dos alunos:
Equipe A
Entra um policial trazendo um assustado noivo pelo cangote, todos fecham o nariz:
Policial – Encontramos o safado, estava escondido no galinheiro do Chico.
Noivo – Eu não quero casá cum a Fredegunda seu padre.
Padre – Por que meu filho que você não quer se casar com a senhorita Fredegunda?
Noivo – Porque ela é muito feia seu padre e a Rosinha é uma frô de formosura e está ali chorando porque gosta de eu.
Policial – Deveria ter pensado nisso antes de ter se aproveitado da pobrezinha da Fredegunda.
Noivo – Não me aproveitei seu padre, ela qui si aproveito de eu.
Padre – Como assim, meu filho?
Noivo – lembra daquela noite qui vim trazê um bolo de fubá pro senhor, seu padre?
Padre – Sim meu filho, foi o melhor bolo de fubá que já provei. (com água na boca)
Noivo – Lembra que nóis dois tomemo um vinho do bão?
Padre – Um garrafão para falar a verdade.
Noivo – Pois é, quando saí da igreja era noite de lua cheia, e a Fredegunda si aproveito qui eu tava bêbado me jogô no mato e me usô.
Policial – Mentira a Fredegunda é uma menina ingênua e pura, ela que foi a vítima e você vai ter que casá ou morre seu safado!
Padre – Pois é meu filho, você tem que se conformar, quem manda ter o azar de encontrar em uma noite de lua cheia, a filha do policial da cidade?
Policial fala para a platéia – Consegui casar minha filha, agora não vou levar mais susto cada vez que acordar e olhar para ela.
O noivo chora, a marcha nupcial toca, a noiva entra mais feia do que nunca, a Rosinha desmaia, mas o casamento se realiza para alegria dos convidados que logo mais se fartam na festança.
Equipe B
Uma igrejinha lotada de gente enfeitada e que falam muito alto. O noivo espera no altar em companhia do pai.
Noivo – Pai tem certeza que preciso me casar? Queria tanto ir para a cidade estudar e voltar um doutor.
Pai – Você precisa casar com a Maria Chiquinha para unir nossas terras.
Noivo – Mas por que o senhor não compra essas terras do pai dela?
Pai – Eu tentei, mas ele não aceitou porque as terras pertencem à filha.
Noivo – Certo pai, vou obedecer o senhor, mas nunca vou lhe dar netos pois não quero dormir com quem não gosto. Eu nem conheço mais a Maria Chiquinha, só lembro dela criança, feia de dar dó, ela sempre morou com a avó, vocês arranjaram tudo sem nem ao menos me apresentar a ela.
Pai – Mas você também não estava aqui, estava na escola agrícola.
Noivo – Nunca vou sair com aquela coisa feia e desdentada na rua, vou ter vergonha.
Pai – Tudo bem meu filho, depois de assinar os papeis você faz o que quiser, eu só quero as terras e não netos.
Toca a Marcha nupcial todos olham para a porta e entra a noiva mais linda que aquela terras já viram. O noivo de boca aberta vê entrar aquela deusa de beleza e comenta com seu pai.
Noivo – Quantos netos mesmo o senhor disse que queria?
O casamento se realiza e a festa foi muito animada para alegria dos convidados. O noivo e a noiva não se largaram um só momento, de vez em quando sumiam, comentaram que estavam atrás de casa adiantando a lua de mel.
Equipe C
Dois homossexuais, Alfredo e Onofre, resolveram morar juntos, então os amigos planejaram uma festa simbólica de casamento para alegrar a vida deles. Depois de tirarem no palitinho quem esperaria no altar, Onofre se posicionou na rua para entrar ao som da marcha nupcial, enquanto Onofre mais sensível, esperaria no altar. Um amigo gay também fez o papel de padre.
Amigo – Estamos aqui reunidos para celebrar a união dos nossos amigos Alfredo e Onofre que a partir de hoje irão sentar no quiabo e comer croquete todo dia.
Alfredo – Vai rápido que já me deu fome, também com tanta comida que trouxeram para a festa!!
Onofre – Ai, já está me dando uma coisa!!!
Amigo – Onofre é de livre e espontânea vontade que se junta ao Alfredo?
Onofre – Sim, porque tem muita bicha louca por aí louca para levar o meu homem.
Amigo – Alfredo, você aceita ser fiel, a Onofre na saúde e na AIDS até que a morte os separe?
Alfredo – AIDS não terá vez aqui, pois já comprei isso. (mostra muitas camisinhas) os convidados suspiram.
Amigo – você não respondeu a minha pergunta, aceita ser fiel...
Alfredo – Pula essa parte de ser fiel. ( Pisca para um travesti )
Amigo – Então eu os declaro marido e mulher, ou será mulher e marido? Ou será marido e marido, mulher e mulher? Credo que confusão... tudo bem considerem-se casados. E vamos para a festa pessoal.
Começa a música macho man e todos comem e dançam.
Equipe D
Uma igreja muita gente séria esperando a chegada da noiva, muitos lêem jornais e livros. O noivo espera e fica feliz com a marcha nupcial.
Padre – Caríssimos diocenos, membros dessa fraternal igreja, aqui estamos para celebrar a união conjugal desses jovens sonhadores. Faço nesse ínterim a clássica pergunta: Alguém tem algo contra essa união?
Silêncio sepulral
- Eu tenho razões óbvias para por término a essa utopia matrimonial. – declarou um integrante da seleta platéia.
Padre – Sim, o senhor pode explicar essa inapropriada intervenção?
Integrante – Com certeza, esclarecerei minha brusca interrupção , esse casal não pode, sob nenhuma hipótese concretizar essa malfadada união.
Noivo – (indignado) Malfadada? Como ousas levantar semelhante calúnia? Seu infame!
Noiva – Permita que esse mancebo externize o que lhe pesa na alma.
Integrante – Sensata senhorita, lhe digo agora o porquê de eu estar aqui lançando por terra os seus mais recatados sonhos.
Padre – Prossiga, temos uma cerimônia a realizar.
Noivo – Não necessitamos dar ouvidos a esse cavalheiro inoportuno e volúvel...
Noiva – falará sim, meu pretérito é perfeito, nada temo.
Integrante – Esse casamento não pode se realizar porque existe uma forte razão: Seu noivo e eu nos amamos ele se casaria apenas por conveniência...
Um oh geral se ouviu na platéia.
Noiva – Que excelente notícias pois eu e a madrinha desse casamento fracassado também nos amamos e queremos ficar juntas por toda eternidade.
Duplo oh se ouviu.
Após os nubentes se acertarem com seus amores em público foram todos para a festa onde permaneceram em confraternização até amanhecer o dia.
EEB Silveira de Souza - Professora Solange P. Pelegrini Freitas
Avançando na prática - TP4, p. 97
Onde sou feliz
Esta cidade é pequena e muito bela. Existem as mais belas praias, praças, etc...
Uma cidade em que existe todos os tipos de raças, cores e amores, em que a vida anda ligeira e que tudo é passageiro. Onde muitos têm pouco e poucos têm muito. As pessoas, muitas vezes, esquecem do verdadeiro sentido da vida, esquecem que o amor é o mais importante. é uma capital cheia de oportunidades e valores e suas decisões afetarão no amanhã.
Florianópolis é o melhor lugar do mundo. É onde sou feliz e aprendi a gostar da vida e aceitá-la como ela é.
(Bruna M. Souza)
Uma bela cidade
Londrina é uma cidade muito bonita, com belos atrativos turísticos, praças e parques.
Tem um forte comércio não só no cento da cidade como em outros bairros.
É uma cidade voltada para o esporte com dois grandes estádios, uma grande arena multiuso e o Zerão, que tem pistas de corrida, quadras poliesportivas e um campo de futebol.
O principal parque ecológico é o Arthur Thomas com uma extensa área verde, cachoeiras e um rio que corta o parque no meio.
Seus parques são muito frequnetados, mesmo no centro da cidade. Os principais são: Praça Rocha Pombo, no centro e o parque do Zerão, no centro.
O Parque de Exposições Ney Braga tem vários shows nacionais no ano e uma festa que atrai milhares de pessoas em setembro.
A cidade ainda conta com um Autódromo Internacional que já abrigou a Fórmula I e um Aeroporto Internacional.
(Lhaion Alexandre de Moraes Almeida)
Parte III - Proposta de atividades (120 minutos)
A. Focalizamos, nesta unidade, a construção da coerência textual e os aspectos lingüísticos e sócio-comunicativos responsáveis pela continuidade de sentidos de um texto; pela tessitura das informações no texto.
B. Usamos, como objetos de análise, textos verbais e visuais e focalizamos, nas diversas seções, aspectos diversificados de construção textual. Vamos agora relacioná-los e verificar como, solidariamente, contribuem para a boa formação do texto, ou seja, para a articulação das informações de todas as partes do texto de modo a formar um todo significativo.
C. Propomos, como base de análise, o texto publicitário em anexo, veiculado em vários canais de mídia escrita.
- Forme grupos, de não mais de quatro pessoas, com seus colegas.
- Discutam em detalhe como a coerência textual é construída a partir da articulação entre informações do texto e experiências prévias que os leitores têm a respeito do assunto.
- Relacione os sentidos construídos pela linguagem verbal e pela não verbal.
- Procure, sempre que possível, associar suas análises aos conceitos e classificações desenvolvidos no decorrer das atividades propostas.
- Observe os efeitos de sentido do texto como um todo e, depois, analise cada parte e como elas se articulam na unidade textual.
- Registre o resumo das observações do grupo em papel pardo, ou de outro modo apropriado à sua realidade, e leve para um grande painel, incluindo todos do grupo, para comparar e somar as contribuições e chegar ao maior aprofundamento de análise possível.
Parte IV – Avaliação da Oficina (20 minutos)
Tendo em vista os objetivos desta Oficina e das unidades que lhe serviram de base, teça seus comentários a respeito das atividades desenvolvidas. O aprimoramento do nosso trabalho depende muito de sua avaliação.
Parte V (20 minutos)
As próximas unidades serão dedicadas a aspectos de construção textual mais especificamente lingüísticos, os mecanismos de coesão textual.
Como será que as palavras e expressões lingüísticas funcionam como “pistas” para que o ouvinte ou leitor de um texto vá construindo seus sentidos?
.
A data prevista para esta oficina foi 30 de junho, no entanto, devido a greve do transporte coletivo a oficina realizou-se no dia 07 de julho de 2009.
Parte I (30 minutos)
Neste primeiro momento da oficina abordamos a estilística e a coerência textual. Nos detivemos mais tempo tratando da coêrencia textual e de que forma esta se constrói no texto.
Parte II - Relato de experiência (50 minutos)
EEB José Boiteux - Professora Luciane Pivetta -
Turma 701- TP5 (pág. 24)
Diferentes formas de narrar um gol (pág. 15-18)
Turma 604 - EEB José Boiteux - Professora Rosane Hart
A turma recebeu o texto "Cada gol é cada um" (pág. 15), no qual, aparecem diferentes formas de narrar um gol. A partir da ideia do texto a proposta é lançada aos alunos: Como um adolescente faria a narração de um gol...
Os alunos construiram suas narrações;
Em seguida fizeram a leitura dos textos (As leituras foram excelentes)
Construção do cartaz.
Pausa no trabalho para as fotos.
Organizando o painel....
(Foi a maior festa!!!)
EEB Jairo Callado - 8as séries - Professora Salomé Zemke
A estilística é uma das disciplinas voltadas ao fenômeno da linguagem. É o estudo do estilo.
1ª Etapa – Distribui o seguinte texto às equipes: “O casamento acontece em uma igreja pequena e simples, a noiva entra ao som da marcha nupcial enquanto o noivo a aguarda no altar, depois de resolver o pequeno transtorno o casamento se realiza e os convidados dirigem-se à festa.”
2ª Etapa – Passei outro papel a cada equipe com a seguinte orientação.
A – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “jeca para uma festa de São João”.
B – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “em uma comunidade do interior”.
C – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “simbólico entre gays”
D – Usando o estilo dramatização transcreva essa cena como um casamento “Entre intelectuais”
Trabalho dos alunos:
Equipe A
Entra um policial trazendo um assustado noivo pelo cangote, todos fecham o nariz:
Policial – Encontramos o safado, estava escondido no galinheiro do Chico.
Noivo – Eu não quero casá cum a Fredegunda seu padre.
Padre – Por que meu filho que você não quer se casar com a senhorita Fredegunda?
Noivo – Porque ela é muito feia seu padre e a Rosinha é uma frô de formosura e está ali chorando porque gosta de eu.
Policial – Deveria ter pensado nisso antes de ter se aproveitado da pobrezinha da Fredegunda.
Noivo – Não me aproveitei seu padre, ela qui si aproveito de eu.
Padre – Como assim, meu filho?
Noivo – lembra daquela noite qui vim trazê um bolo de fubá pro senhor, seu padre?
Padre – Sim meu filho, foi o melhor bolo de fubá que já provei. (com água na boca)
Noivo – Lembra que nóis dois tomemo um vinho do bão?
Padre – Um garrafão para falar a verdade.
Noivo – Pois é, quando saí da igreja era noite de lua cheia, e a Fredegunda si aproveito qui eu tava bêbado me jogô no mato e me usô.
Policial – Mentira a Fredegunda é uma menina ingênua e pura, ela que foi a vítima e você vai ter que casá ou morre seu safado!
Padre – Pois é meu filho, você tem que se conformar, quem manda ter o azar de encontrar em uma noite de lua cheia, a filha do policial da cidade?
Policial fala para a platéia – Consegui casar minha filha, agora não vou levar mais susto cada vez que acordar e olhar para ela.
O noivo chora, a marcha nupcial toca, a noiva entra mais feia do que nunca, a Rosinha desmaia, mas o casamento se realiza para alegria dos convidados que logo mais se fartam na festança.
Equipe B
Uma igrejinha lotada de gente enfeitada e que falam muito alto. O noivo espera no altar em companhia do pai.
Noivo – Pai tem certeza que preciso me casar? Queria tanto ir para a cidade estudar e voltar um doutor.
Pai – Você precisa casar com a Maria Chiquinha para unir nossas terras.
Noivo – Mas por que o senhor não compra essas terras do pai dela?
Pai – Eu tentei, mas ele não aceitou porque as terras pertencem à filha.
Noivo – Certo pai, vou obedecer o senhor, mas nunca vou lhe dar netos pois não quero dormir com quem não gosto. Eu nem conheço mais a Maria Chiquinha, só lembro dela criança, feia de dar dó, ela sempre morou com a avó, vocês arranjaram tudo sem nem ao menos me apresentar a ela.
Pai – Mas você também não estava aqui, estava na escola agrícola.
Noivo – Nunca vou sair com aquela coisa feia e desdentada na rua, vou ter vergonha.
Pai – Tudo bem meu filho, depois de assinar os papeis você faz o que quiser, eu só quero as terras e não netos.
Toca a Marcha nupcial todos olham para a porta e entra a noiva mais linda que aquela terras já viram. O noivo de boca aberta vê entrar aquela deusa de beleza e comenta com seu pai.
Noivo – Quantos netos mesmo o senhor disse que queria?
O casamento se realiza e a festa foi muito animada para alegria dos convidados. O noivo e a noiva não se largaram um só momento, de vez em quando sumiam, comentaram que estavam atrás de casa adiantando a lua de mel.
Equipe C
Dois homossexuais, Alfredo e Onofre, resolveram morar juntos, então os amigos planejaram uma festa simbólica de casamento para alegrar a vida deles. Depois de tirarem no palitinho quem esperaria no altar, Onofre se posicionou na rua para entrar ao som da marcha nupcial, enquanto Onofre mais sensível, esperaria no altar. Um amigo gay também fez o papel de padre.
Amigo – Estamos aqui reunidos para celebrar a união dos nossos amigos Alfredo e Onofre que a partir de hoje irão sentar no quiabo e comer croquete todo dia.
Alfredo – Vai rápido que já me deu fome, também com tanta comida que trouxeram para a festa!!
Onofre – Ai, já está me dando uma coisa!!!
Amigo – Onofre é de livre e espontânea vontade que se junta ao Alfredo?
Onofre – Sim, porque tem muita bicha louca por aí louca para levar o meu homem.
Amigo – Alfredo, você aceita ser fiel, a Onofre na saúde e na AIDS até que a morte os separe?
Alfredo – AIDS não terá vez aqui, pois já comprei isso. (mostra muitas camisinhas) os convidados suspiram.
Amigo – você não respondeu a minha pergunta, aceita ser fiel...
Alfredo – Pula essa parte de ser fiel. ( Pisca para um travesti )
Amigo – Então eu os declaro marido e mulher, ou será mulher e marido? Ou será marido e marido, mulher e mulher? Credo que confusão... tudo bem considerem-se casados. E vamos para a festa pessoal.
Começa a música macho man e todos comem e dançam.
Equipe D
Uma igreja muita gente séria esperando a chegada da noiva, muitos lêem jornais e livros. O noivo espera e fica feliz com a marcha nupcial.
Padre – Caríssimos diocenos, membros dessa fraternal igreja, aqui estamos para celebrar a união conjugal desses jovens sonhadores. Faço nesse ínterim a clássica pergunta: Alguém tem algo contra essa união?
Silêncio sepulral
- Eu tenho razões óbvias para por término a essa utopia matrimonial. – declarou um integrante da seleta platéia.
Padre – Sim, o senhor pode explicar essa inapropriada intervenção?
Integrante – Com certeza, esclarecerei minha brusca interrupção , esse casal não pode, sob nenhuma hipótese concretizar essa malfadada união.
Noivo – (indignado) Malfadada? Como ousas levantar semelhante calúnia? Seu infame!
Noiva – Permita que esse mancebo externize o que lhe pesa na alma.
Integrante – Sensata senhorita, lhe digo agora o porquê de eu estar aqui lançando por terra os seus mais recatados sonhos.
Padre – Prossiga, temos uma cerimônia a realizar.
Noivo – Não necessitamos dar ouvidos a esse cavalheiro inoportuno e volúvel...
Noiva – falará sim, meu pretérito é perfeito, nada temo.
Integrante – Esse casamento não pode se realizar porque existe uma forte razão: Seu noivo e eu nos amamos ele se casaria apenas por conveniência...
Um oh geral se ouviu na platéia.
Noiva – Que excelente notícias pois eu e a madrinha desse casamento fracassado também nos amamos e queremos ficar juntas por toda eternidade.
Duplo oh se ouviu.
Após os nubentes se acertarem com seus amores em público foram todos para a festa onde permaneceram em confraternização até amanhecer o dia.
EEB Silveira de Souza - Professora Solange P. Pelegrini Freitas
Avançando na prática - TP4, p. 97
Onde sou feliz
Esta cidade é pequena e muito bela. Existem as mais belas praias, praças, etc...
Uma cidade em que existe todos os tipos de raças, cores e amores, em que a vida anda ligeira e que tudo é passageiro. Onde muitos têm pouco e poucos têm muito. As pessoas, muitas vezes, esquecem do verdadeiro sentido da vida, esquecem que o amor é o mais importante. é uma capital cheia de oportunidades e valores e suas decisões afetarão no amanhã.
Florianópolis é o melhor lugar do mundo. É onde sou feliz e aprendi a gostar da vida e aceitá-la como ela é.
(Bruna M. Souza)
Uma bela cidade
Londrina é uma cidade muito bonita, com belos atrativos turísticos, praças e parques.
Tem um forte comércio não só no cento da cidade como em outros bairros.
É uma cidade voltada para o esporte com dois grandes estádios, uma grande arena multiuso e o Zerão, que tem pistas de corrida, quadras poliesportivas e um campo de futebol.
O principal parque ecológico é o Arthur Thomas com uma extensa área verde, cachoeiras e um rio que corta o parque no meio.
Seus parques são muito frequnetados, mesmo no centro da cidade. Os principais são: Praça Rocha Pombo, no centro e o parque do Zerão, no centro.
O Parque de Exposições Ney Braga tem vários shows nacionais no ano e uma festa que atrai milhares de pessoas em setembro.
A cidade ainda conta com um Autódromo Internacional que já abrigou a Fórmula I e um Aeroporto Internacional.
(Lhaion Alexandre de Moraes Almeida)
Parte III - Proposta de atividades (120 minutos)
A. Focalizamos, nesta unidade, a construção da coerência textual e os aspectos lingüísticos e sócio-comunicativos responsáveis pela continuidade de sentidos de um texto; pela tessitura das informações no texto.
B. Usamos, como objetos de análise, textos verbais e visuais e focalizamos, nas diversas seções, aspectos diversificados de construção textual. Vamos agora relacioná-los e verificar como, solidariamente, contribuem para a boa formação do texto, ou seja, para a articulação das informações de todas as partes do texto de modo a formar um todo significativo.
C. Propomos, como base de análise, o texto publicitário em anexo, veiculado em vários canais de mídia escrita.
- Forme grupos, de não mais de quatro pessoas, com seus colegas.
- Discutam em detalhe como a coerência textual é construída a partir da articulação entre informações do texto e experiências prévias que os leitores têm a respeito do assunto.
- Relacione os sentidos construídos pela linguagem verbal e pela não verbal.
- Procure, sempre que possível, associar suas análises aos conceitos e classificações desenvolvidos no decorrer das atividades propostas.
- Observe os efeitos de sentido do texto como um todo e, depois, analise cada parte e como elas se articulam na unidade textual.
- Registre o resumo das observações do grupo em papel pardo, ou de outro modo apropriado à sua realidade, e leve para um grande painel, incluindo todos do grupo, para comparar e somar as contribuições e chegar ao maior aprofundamento de análise possível.
Parte IV – Avaliação da Oficina (20 minutos)
Tendo em vista os objetivos desta Oficina e das unidades que lhe serviram de base, teça seus comentários a respeito das atividades desenvolvidas. O aprimoramento do nosso trabalho depende muito de sua avaliação.
Parte V (20 minutos)
As próximas unidades serão dedicadas a aspectos de construção textual mais especificamente lingüísticos, os mecanismos de coesão textual.
Como será que as palavras e expressões lingüísticas funcionam como “pistas” para que o ouvinte ou leitor de um texto vá construindo seus sentidos?
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