segunda-feira, 22 de março de 2010

Formação de palavras: exercícios



Avaliação de Português: Formação das Palavras       (B)
Nome: ________________________________

1. Em nosso país, muitas foram as tentativas de substituição de estrangeirismos por neologismos, nem sempre invenções felizes ou bem-aceitas. Veja alguns exemplos:
Neologismos
Estrangeirismos
convescote
pic-nic (piquenique)
balípodo
foot-ball (futebol)
cinesífero
chauffer (chofer)
lucivelo
abat-jour (abajur)
cardápio
menu
a) Desses neologismos, apenas cardápio foi aceito pelos falantes da língua portuguesa. Levante hipóteses: Por que os demais não tiveram aceitação?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) O que é necessário para um neologismo ser incorporado à língua?
__________________________________________________________________________________ 
c) Todos os falantes da língua podem criar neologismos. Entretanto, o que aconteceria se todo o mundo começasse a inventar palavras?
___________________________________________________________________________________________________________________________

2. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo:
a) ajoelhar / antebraço / assinatura           
b) atraso / embarque / pesca              
c) o jota / o sim / o tropeço                                            
d) entrega / estupidez / sobreviver             
e) antepor / exportação / sanguessuga

 A primeira vista poderia considerarmos as alternativas A e C como corretas, no entanto, se analisarmos com atenção perceberemos que a alternativa C não pode ser assinalada como correta. Por quê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3. É correto afirmar que a palavra "aguardente" formou-se por aglutinação? Justifique.
__________________________________________________________________________________
4. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição?     
a) desagradável - complemente           
b) vaga-lume - pé-de-cabra      
c) encruzilhada - estremeceu  
d) supersticiosa - valiosas                     
e) desatarraxou - estremeceu
     
5. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. Em seguida, marque a alternativa que corresponde à seqüência numérica encontrada:
      (   ) aguardente     1) justaposição
      (   ) casamento      2) aglutinação
      (   ) portuário         3) parassíntese
      (   ) pontapé          4) derivação sufixal
      (   ) os contras      5) derivação imprópria
      (   ) submarino      6) derivação prefixal
      (   ) hipótese
a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1       b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6     
c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6       d) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6       
e) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6

 6. Diga se as palavras abaixo se formaram pelo processo de composição por justaposição ou por composição por aglutinação:
a) embora: _______________________________
b) petróleo: _______________________________
c) girassol: _______________________________
d) pé-de-moleque: _________________________

7. ESCLARECER é formado por derivação ______
_______________, ES é ______________, CLAR é _______________ 
e ECER é _______________. 

Leia o poema “Neologismo” de Manuel Bandeira:
“Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:Teadoro, Teodora”.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. RJ: J. Olympio, 1970)

8. O título do poema é “Neologismo”.
a) O que quer dizer essa palavra?
___________________________________________________________________________________________________________________________ 

b) Que palavra do poema justifica esse título?
________________________________________

9. Onomatopéia é __________________________
_________________________________________

10. A exemplo do poeta Manuel Bandeira, crie um pequeno poema, empregando uma ou mais palavras inventadas por você.

  

sexta-feira, 19 de março de 2010

Formação de palavras: exercícios


      
Avaliação de Português: Formação das Palavras       (A) 
Profª: Rosane Hart            Turma: 801
Nome: ________________________________

1. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo:
a) ajoelhar / antebraço / assinatura           
b) atraso / embarque / pesca              
c) o jota / o sim / o tropeço                                            
d) entrega / estupidez / sobreviver             
e) antepor / exportação / sanguessuga

 A primeira vista poderia considerarmos as alternativas A e C como corretas, no entanto, se analisarmos com atenção perceberemos que a alternativa C não pode ser assinalada como correta. Por quê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição?  
a) desatarraxou - estremeceu    
b) desagradável - complemente            
c) vaga-lume - pé-de-cabra       
d) encruzilhada - estremeceu   
e) supersticiosa - valiosas                     
     
3. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. Em seguida, marque a alternativa que corresponde à seqüência numérica encontrada:
      (   ) aguardente     1) justaposição
      (   ) casamento      2) aglutinação
      (   ) portuário         3) parassíntese
      (   ) pontapé          4) derivação sufixal
      (   ) os contras      5) derivação imprópria
      (   ) submarino      6) derivação prefixal
      (   ) hipótese

a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1       
b) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6              
c) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6 
d) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6    
e) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6

4. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor, planalto e aguardente são formadas por:
a) derivação          
b) onomatopéia         
c) hibridismo         
d) composição     
 e) prefixação
     
5. Diga se as palavras abaixo se formaram pelo processo de composição por justaposição ou por composição por aglutinação:
a) embora: _______________________________
b) petróleo: _______________________________
c) girassol: _______________________________
d) pé-de-moleque: _________________________

6. ESCLARECER é formado por derivação ______
_______________, ES é ______________, 
CLAR é _______________ e ECER é _______________. 

Leia o poema “Neologismo” de Manuel Bandeira:
“Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo: Teadoro, Teodora”.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. RJ: J. Olympio, 1970)

7. O título do poema é “Neologismo”.
a) O que quer dizer essa palavra?
______________________________________________________________________________________________________________________ 

b) Que palavra do poema justifica esse título?
________________________________________

8. Em nosso país, muitas foram as tentativas de substituição de estrangeirismos por neologismos, nem sempre invenções felizes ou bem-aceitas. Veja alguns exemplos:
Neologismos
Estrangeirismos
convescote
pic-nic (piquenique)
balípodo
foot-ball (futebol)
cinesífero
chauffer (chofer)
lucivelo
abat-jour (abajur)
cardápio
menu

a) Desses neologismos, apenas cardápio foi aceito pelos falantes da língua portuguesa. Levante hipóteses: Por que os demais não tiveram aceitação?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

b) O que é necessário para um neologismo ser incorporado à língua?
__________________________________________________________________________________ 

c) Todos os falantes da língua podem criar neologismos. Entretanto, o que aconteceria se todo o mundo começasse a inventar palavras?
___________________________________________________________________________________________________________________________

9. Onomatopéia é __________________________
_________________________________________

10. A exemplo do poeta Manuel Bandeira, crie um pequeno poema, empregando uma ou mais palavras inventadas por você.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Visitas às escolas (novembro 2009)

EEB Tenente Almachio - Professora Ema Verônica Zabendzala
Atividade desenvolvida: Revisão e Editoração de textos.
Turma: 6a série







EEB Jairo Callado - Professora Salomé Zemke
Atividade desenvolvida: Revisão e editoração de textos.
















EEB José Boiteux - Professora Luciane Pivetta
Atividade desenvolvida: Revisão, editoração e reescritura de textos.
Turma 6a série.












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terça-feira, 10 de novembro de 2009

12a Oficina (10 de novembro de 2009) - TP2

TP 02 - Oficina 4 - Unidades 8

Objetivos:
1 – Rever e sistematizar as informações essenciais em torno da arte e da linguagem figurada.
2 – Desenvolver a leitura e a produção de texto dos cursistas.

Parte I - 40 minutos
Este primeiro momento da oficina pretende permitir que você e seus colegas retomem os conteúdos das Unidades 7 e 8, incluindo o texto de referência, trabalhado na Unidade 7. Nessa retomada, todos devem ter oportunidade para expor seus pontos de vista e dúvidas mais importantes e de maior significação para todo o grupo. A não ser em casos excepcionais, 45 minutos são suficientes para abordar essas questões. Por isso, procure ser bastante objetivo e ouvir atentamente cada colega, para que cada opinião ou dúvida seja oportunidade de uma nova ocasião para rever o conteúdo, sem perda de tempo.

Parte II - 40 minutos
Esperamos que você tenha feito com prazer pelo menos uma das propostas apresentadas no Avançando na prática. Além de escrever o relato da atividade escolhida na parte Lição de Casa, destacada para ser entregue ao Formador, lembre-se de que você será chamado a comentá-la com seus colegas. Se achar necessário, leve materiais que possam enriquecer essa apresentação. Insistimos na importância, tanto do relato escrito quanto da discussão da atividade. Lembre-se também de levar material produzido por
seus alunos, como dado importante de seu depoimento.
Parte III - 120 minutos
1ª atividade – Interpretação de texto (50 minutos)
1 – Sugerimos que você, com mais dois colegas, façam interpretação da charge (desenho humorístico) de Quino, já nosso conhecido. Vejam que figura de linguagem está privilegiada nela. Para ajudá-lo nesse trabalho, sugerimos que responda a algumas perguntas, apresentadas após a charge.



A) Podemos afirmar que a cena é doméstica. O que nos garante que a biblioteca é particular, parte de uma casa?
B) Que personagens aparecem na charge? Que papéis têm no cenário?
C) Imaginando-se as ótimas condições financeiras do proprietário, pode-se conceber que falte na casa uma escada? Que significado você atribui à posição do empregado?
D) O patrão tira um livro da estante.
a) Que importância tem o título para o sentido da charge?
b) Que figura de linguagem o autor usou na charge?

2 – Apresentem para o grupo maior as respostas às perguntas acima e outros pontos que considerem importantes. Discutam as possíveis diferenças de interpretação.

2ª atividade - Produção de texto - 70 minutos
1 – Faça com seus colegas um bilhete ou cartão, dirigido ao patrão, comentando sua atitude. Pode ser uma argumentação contra ela, ou um comentário irônico em torno dela. Lembrem-se: deve ser um texto curto e com as formalidades do gênero escolhido.
Não deixem de reler o texto e promover alguma alteração que considerarem importante.
2 – Leia a produção do seu grupo para o grupo maior. Observe as críticas e veja se há ainda algo a ser modificado na produção. Da mesma forma, ouça atentamente a produção dos outros grupos e opine sobre cada uma delas.

Parte IV - 20 minutos
Sinta-se à vontade para avaliar a oficina com seus colegas e com o Formador. Essa avaliação deve abarcar todas as suas partes, pensando-se desde a elaboração feita por nós até sua execução: atitude do grupo, explicações e condução do Formador, tempo, espaço, etc.

Parte V- 20 minutos
Seu Formador vai trabalhar um pouquinho com vocês uma palavra muito usada por todos nós... importantíssima para nossos próximos estudos!

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

11a OFICINA (03 de novembro de 2009) - TP2

TP 2 - Oficina 3 - Unidade 6

Como sempre acontece nas unidades pares, apresentamos algumas sugestões para o desenvolvimento da reunião que você terá com os colegas e o Formador.

Nossos objetivos são:
1 – Resolver dúvidas e sistematizar as informações dos pontos principais das unidades: os sentidos da palavra gramática e o conceito e a constituição da frase e do período.
2 – Aperfeiçoar o planejamento e a execução de atividades de linguagem (leitura e produção de textos, e análise lingüística).

Parte I - (40 minutos)
Lembre-se de que a primeira parte da reunião está reservada para os comentários e discussões em torno das duas últimas unidades. Para melhor aproveitamento desse tempo, anote suas dúvidas, sugestões e críticas, para apresentá-las ao grupo.
Como registrado em vários textos enfocando a escola, seria interessante que os pontos de vista registrados nos textos das duas unidades fossem comentados, de modo que vocês refletissem sobre a escola onde cada um trabalha: seus acertos e seus problemas; valores e atitudes que a escola costuma reforçar ou transformar e sobre a forma como isso se dá; como cada um se sente, atuando como professor. A produção de
textos, sugerida na atividade 14, pode ser o ponto de partida para esse momento de troca.

Parte II - Relato de experiência (40 minutos)
Atividades desenvolvidas

EEB Tenente Almáchio - Professora Verônica
O local onde vivo









Parte III - Proposta de atividade com textos (120 minutos)
Apresentamos, ainda, uma proposta de atividade de leitura e produção de textos, para ser planejada e discutida na reunião. Junte-se a mais dois colegas e desenvolva a proposta.
Escolham um dos textos abaixo para planejar uma atividade de interpretação e de produção de texto. Em seguida, planejem uma atividade de análise lingüística. Os dois textos, naturalmente, têm uma característica importante, no âmbito do estudo feito na unidade. Desta vez, a partir de um comentário inicial, propomos que vocês façam as perguntas que orientarão a atividade. Depois de cumprida a proposta, vocês vão apresentar suas conclusões aos demais grupos. Escolham um relator, ou a parte que cada um vai apresentar.

Texto 1
O primeiro é o trecho inicial (prólogo) de A menina e o vento, uma das mais representa tivas peças de Maria Clara Machado, um dos maiores nomes do teatro brasileiro. De uma família de grandes intelectuais e escritores, mineira de Belo Horizonte, morava no Rio de Janeiro desde a juventude, depois de fazer cursos de teatro na França e nos Estados Unidos. Morreu em 2001. Maria Clara Machado teve suas obras encenadas nos mais diversos palcos no Brasil e no exterior. Criou o mais importante espaço de formação de
atores do Brasil, o Tablado, onde se revelaram grandes nomes do teatro brasileiro.

Maria e Pedro na cova do vento
O prólogo se passa no proscênio, com a cortina fechada. Ouve-se insistentemente uma escala de piano
tocada ao longe. Fugindo, esbaforidos, entram Maria e Pedro.
Cessa a escala.
Maria – Corre, Pedro, que lá vêm elas!
Pedro – Santo Deus, ela não nos deixa em paz!
Maria e Pedro (juntos) – Aula no domingo também é o cúmulo.
Pedro – Tia Adelaide é o fim.
Voz de tia Adelaide – Pedro! Maria!
Maria – Depressa! (Saem correndo.)
Entram também esbaforidas da corrida as três tias. Tia Adelaide é a mais velha e também a mais mandona. Tia Adalgisa é a do meio. Cópia viva de tia Adelaide. Tia Aurélia é a menos velha, meio biruta, meio infantil, obedece sempre tia Adelaide, por hábito e medo. Passam as tias (ouve-se de novo a escala de piano) e tornam a voltar os meninos.
Maria – Pedro, vamos nos esconder na cova do vento?
Pedro – Boa idéia. Vamos! (Saem. Voltam as tias.)
Adelaide (gritando) – Meninos, voltem já para a aula!
Adalgisa – Eu disse à mãe deles para não deixá-los brincar na rua.
Aurélia – Maria! Pedro!... Voltem já... já... Adelaide está chamando!...
Adelaide – Lugar de criança é dentro de casa...
Adalgisa – A culpa é da mãe deles que é muito mole...
Aurélia – No meu tempo, quando...
Adelaide (interrompendo-a) – Já sei, Aurélia, que no nosso tempo era diferente, mas nossa obrigação de tias é educá-los.
Aurélia – A aula de hoje é tão boa! Adoro educação cívica!
Adalgisa – As aulas de Adelaide são excelentes! Ela é a melhor professora de educação cívica da cidade!
Aurélia – E do Brasil!
Adelaide (saindo, orgulhosa com os elogios) – Meninos, voltem para a aula!
Adalgisa (acompanhando-a) – É preciso aprender a amar o Brasil, meninos !
Aurélia (também saindo) – Pedro! Maria!
(Muito assustada, volta Adalgisa.)
Adalgisa – Por ali é o caminho da cova do vento!
Adelaide (voltando também assustada.) ...não é lugar para moças sozinhas...
Aurélia (aparecendo alvoroçada) – Cova do vento...mamãe sempre disse que lá é muito deserto, e feio... e cheio de vento...
Adelaide – Vamos voltar. É muito perigoso o risco.
Aurélia – E os meninos?
Adelaide – Quando chegarem em casa ficarão de castigo. Terão de escrever duzentas
vezes: Viva o nosso Brasil amado! (Sai)
Aurélia – Vivoooooo! (Sai)
Adalgiza – Muito boa idéia, Adelaide, muito boa idéia! (Sai)
MACHADO, Maria Clara. A menina e o vento. In: Teatro Infantil IV. Rio de Janeiro: Agir, 1969. p.11-12.
 
Texto 2

O texto 2 é um poema baseado nas pinturas do italiano Giuseppe Arcimboldo (1527 - 1563). Contemporâneo de Leonardo da Vinci, suas obras mais conhecidas são as Cabeças compostas, nas
quais a figura humana é criada a partir de
plantas, bichos e objetos
variados. Da
contemplação de alguns
quadros – O Ar, A Água, A Terra, O
Fogo – o poeta mineiro
Leo Cunha criou seu
poema Quatro.
 
 
 
 
 


Releiam os dois textos e elejam um fato lingüístico para ser trabalhado com seus alunos. Lembrem-se de que vocês devem escolher alguma coisa significativa e que tenha uma boa exemplificação em um ou nos dois textos.

Parte IV – Avaliação da oficina (20 minutos)
Discuta com seus colegas: como avaliam a oficina? Tenham sempre em mente os objetivos que deveriam ser atingidos e a validade das atividades para esse fim.

Parte V – As próximas unidades (20 minutos)
Quantos são os sentidos da palavra gênero?
Procure levantar todos os sentidos que conhecem dessa palavra. Algum deles interessa especialmente ao ensino de Língua Portuguesa? Por quê?

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

10a OFICINA (20 de outubro de 2009) - TP1

TP 01 - Oficina 2 - Unidade 4

Como sempre, após o estudo das unidades pares, você e seus colegas se reúnem com o Formador para realizar uma oficina que retoma as questões da prática pedagógica, a partir dos dois últimos conteúdos.

São seus objetivos:
1 – Rever e sistematizar as informações essenciais em torno do uso do texto no ensino da língua (incluindo a intertextualidade).
2 – Avaliar a prática docente, com relação a atividades ligadas à leitura e à produção de textos.
Sabemos que algumas atividades da oficina já estão indicadas:

Parte I (40 minutos)
Discussão dos pontos que apresentaram dificuldades de entendimento, ou que lhes parecem merecer um comentário, pela relevância ou pela discordância de pontos de vista.
Aqui, a própria escolha do tema dos textos pode ser avaliada, assim como o texto de referência da Unidade 3. Não se esqueça de que seus colegas também trarão dúvidas e comentários. Por isso, selecione suas questões mais importantes para discussão.

Parte II (40 minutos)

EEB Silveira de Souza - Professora Solange P. de Freitas
AAA1, p. 15 - Variantes linguistícas: dialetos e registros.
Após trabalharem com o texto "A estranha passageira" a professora propôs aos alunos a produção textual de alguma anedota ou história engraçada.

     Inferno nacional
     A história contada aqui é de um cara que morreu e foi pro inferno. Chegando no inferno o diabo explicou pro cara que o inferno era dividido, em departamentos. Tinham o nome de países.
     O cara foi direto no departamento dos Estados Unidos, pensando que seria bom, pois o país é bem avançado, etc. Chegando lá viu uma fila, não muito grande, entrou na fila e logo foi perguntando:
- O que acontece no departamento dos EUA? Uma outra pessoa que estava na frente respondeu:
- Aqui é assim, pela manhã você leva 300 chibatadas, depois vai a um forno de 250 graus celsius durante duas horas, logo depois vai para um freezer a menos trezentos graus celsius por duas horas.
     O cara ficou apavorado e foi embora a procura de outro departamento, passou pelo departamento da Espanha, Itália, França, etc. Mas todos tinham o mesmo regime que o dos EUA.
     O cara já estava triste andando pelas ruas do inferno, quando viu um departamento com o nome Brasil, e a fila era bem maior do que as outras, entrou na fila e foi perguntando ao camarada da frente porque a fila era maior naquele departamento, o camarada da frente falou:
- Fala baixo cara... Fica só olhando, o forno daque tá quebrado, o freezer não faz mais do que menos 50 graus celsius, e o cara das chibatas vem aqui bate o ponto e vai embora.
(Wiliam Bitencourt)

Parte III (120 minutos)
Sugerimos que você com mais dois colegas façam o plano de uma atividade de leitura do texto abaixo, relacionando-o com o assunto de nossa unidade. Proponha também uma produção de texto.

A língua
Um senhor de muitas posses e pouca sabedoria chamou seu servo mais velho, homem de poucas posses e muita sabedoria, e ordenou-lhe que fosse ao açougue e lhe trouxesse o melhor bocado de carne que encontrasse. O servo foi, e voltou trazendo uma língua, com a qual foi preparado um fino jantar.

Alguns dias depois, o senhor ordenou a seu servo que fosse novamente ao açougue e lhe trouxesse o bocado de carne mais ordinário que encontrasse, para alimentar os cães. O servo foi, e voltou trazendo uma língua. O senhor, que era um homem de muitas posses e pouca sabedoria, enfureceu-se:
– Mas, então, para qualquer recomendação que dou me trazes sempre uma língua?
O servo que era um homem de poucas posses e muita sabedoria, respondeu:

– A língua, meu senhor, é o melhor pedaço quando usada com bondade e sabedoria, e de todos o pior, quando usada com arrogância e maledicência.
Língua (Fábula da tradição judaica).

In Fábulas… em Cartão Postal. Belo Horizonte: Autêntica. s/d.

Parte IV (20 minutos)
Avaliação da oficina, a partir do alcance dos objetivos e do  interesse das atividades propostas.

Parte V (20 minutos)
O que nos espera, no próximo TP?
O próximo TP trabalha os conteúdos de leitura e produção de textos. Que aspectos desses dois assuntos você considera mais importantes discutir, para aperfeiçoar a sua prática pedagógica?

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

9a OFICINA (06 de outubro de 2009) - TP1



TP1

Como você já sabe, ao final das unidades pares, apresentamos-lhe nossa proposta
para a oficina que você fará com seus colegas e com o Formador e que tem a duração
de 4 horas. Todas as atividades da oficina procuram levá-lo a discutir e aperfeiçoar a sua
prática pedagógica.

Parte I - (40 minutos)
Leve para a reunião da quinzena as questões das unidades que não ficaram claras para
você ou que considera passíveis de crítica e discussões. Inclua suas observações sobre o
texto de referência, lido na unidade anterior. Lembre-se de que vocês terão muitos assuntos
a tratar. Seja, portanto, econômico e criterioso na escolha desses pontos.

Parte II - (40 minutos)
Atividades desenvolvidas

 EEB José Boiteux - Professora Rosane Hart

Turma 502 - A professora distribuiu diversos livros aos alunos. As crianças leram os livros, relataram suas experiências, produziram um desenho representando a história lida.







 


Parte III - (120 minutos)
Desenvolva com seus colegas as atividades que propomos em torno da crônica abaixo.

A outra senhora
A garotinha fez esta redação no ginásio:
“Mammy, hoje é dia das Mães e eu desejo-lhe milhões de felicidades e tudo mais que a Sra. sabe. Sendo hoje o dia das Mães, data sublime conforme a professora explicou o sacrifício de ser Mãe que a gente não está na idade de entender mas um dia estaremos, resolvi lhe oferecer um presente bem bacaninha e ver as vitrines e li as revistas.
Pensei em dar à Sra. o radiofono Hi-Fi de som estereofônico e caixa acústica de 2 alto-falantes amplificador e transformador mas fiquei em dúvida se não era preferível um tv legal e cinescópio multirreacionário e som frontal, antena telescópica embutida, mas o nosso apartamento é um ovo de tico-tico, talvez a Sra. adorasse o transistor de 3 faixas de ondas e 4 pilhas de lanterna bem simplesinho, levava ele para a cozinha e se divertia enquanto faz comida. Mas a Sra. se queixa tanto de barulho e dor de cabeça, desisti desse projeto musical, é uma pena, enfim trata-se de um modesto sacrifício de sus filhinha em intenção da melhor Mãe do Brasil.
Falei em cozinha, estive quase te escolhendo o grill automático de 6 utilidades porta de vidro refratário e completo controle visual dão prazer uma semana, chateação o resto do mês, depois encosta-se eles no só não comprei-o porque diz que esses negócios eletrodomésticos dão prazer uma semana, chateação o resto do mês, depois encosta-se eles no armário da copa. Como a gente não tem armário de copa nem copa, me lembrei  de dar um, serve de copa, despensa e bar, chapeado de aço tecnicamente subdesenvolvido.
Tinha também um conjunto para cozinha de pintura porcelanizada, fecho magnético ultra-silencioso puxador de alumínio anodizado, um amoreco. Fiquei na dúvida e depois tem o refrigerador de 17 pés cúbicos integralmente utilizáveis, congelador cabendo um leitão ou peru inteiro, esse eu vi que não cabe lá em casa, sai dessa?  ofendida deu querer acabar com a sua roupa lavada no tanque, alvinha que nem pomba branca. Mammy bate e esfrega com tanto capricho enquanto eu estou no cinema ou tomo sorvete com a turma. Quase entrei na loja para comprar o aparelho de ar condicionado de 3 capacidades, nosso apartamentinho de fundo embaixo do terraço é um forno, mas a Sra. vive espirrando, o melhor é não inventar moda.
Mammy, o braço dói, e tinha um liqüidificador de 3 velocidades, sempre quis que a Sra. não tomasse trabalho de espremer laranja, a máquina de tricô faz 500 pontos, a Sra. sozinha faz muito mais. Um secador de cabelo para Mammy! gritei, com capacete plástico mas passei adiante, a Sra. não é desses luxos, e a poltrona anatômica me tentou, é um estouro, mas eu sabia que a minha Mãezinha nunca tem tempo de sentar. Mais o quê? Ah, sim, o colar de pérolas acetinadas, caixa de talco de plástico perolizado, par de
meias, etc. Acabei achando tudo meio chato tanta coisa para uma garotinha só comprar e uma pessoa só usar mesmo sendo a Mãe mais bonita e merecedora do Universo. E depois, Mammy, eu não tinha nem 80 cruzeiros, eu pensava que na véspera deste Dia a gente recebesse não sei como uma carteira cheia de notas amarelas, não recebi nada e te ofereço este beijo bem beijado e carinhosão de tua filhinha Isabel.”

ANDRADE, C.D. de. Cadeira de balanço. Rio de Janeiro: Record, 1996, p.143-146.

Estudo do texto
Depois da leitura, em grupos de no máximo 3 pessoas, discuta e responda às questões abaixo. Se acharem interessante, podem juntar duas perguntas em uma só resposta. Elas têm o objetivo de chamar a atenção de vocês para alguns pontos, e eles nem sempre são independentes. Escolham um relator, para apresentar as posições do grupo, no momento da discussão em conjunto.

A – Sua expectativa e a de seus colegas, com relação à linguagem, foi correta?
B – Mesmo com relação ao registro da criança, a carta apresenta uma evolução muito interessante. Observe as mudanças principais que vão ocorrendo na carta, com relação ao tratamento, aos presentes, etc.
C – Além do dialeto/registro da criança, a carta mostra traços de outros.
a) Quais são?
b) Qual a intenção desse uso?
D – Que efeito criam no leitor dois níveis tão diferentes de linguagem?
E – Vocês já devem ter apontado que a carta apresenta “problemas” de pontuação. Vocês os atribuiriam exclusivamente ao fato de se tratar de uma criança que ainda não domina todos os elementos da escrita?
(Pensem no material que ele utiliza para “comprar” o presente”.)
F – Vocês acham que a criança domina o vocabulário técnico presente na sua carta? Dê exemplos que confirmem sua opinião.
G – E vocês dominam esse vocabulário? Nas propagandas, que intenção tem essa linguagem técnica?
H – Na sua opinião, que intenção teria o autor, ao fazer essa crônica?
I – Independentemente de sua opinião, parecem claras duas críticas do autor. Quais são elas?
J – Além do humor e das críticas, bem ao jeito de Drummond, há uma valorização bastante interessante aí. Qual é?
L – Afinal, vocês observaram no texto uma mistura de gêneros (a crônica que é uma carta), de dialetos e de registros. A que conclusões vocês chegam, com relação:
a) a cada realização momentânea da língua?
b) à construção do texto literário?
M – Qual sua opinião sobre essa crônica? (Procurem dizer sinceramente por que gostaram ou não do texto.)

Respostas das alunas

A- Sim, a criança tem acesso a tecnologia que o adulto não possui.
B- O tratamento foi familiar, através do texto podemos conhecer a casa e a família da criança.
C- Inglês, para mostrar que a tecnologia ainda não está ao alcance de todos.
D- Apesar da diferença tecnológica existem os sonhos. A linguagem familiar e a técnica se encontram para explicar a fantasia e realidade. Mesmo sem saber para que serve tanta tecnologia e informações que vem nos rótulos.
E- O autor quis passar uma linguagem informal e familiar.
F- Não, são informações obtidas em revistas e vitrines.
G- Não, não faz parte da nossa realidade, usamos a tecnologia, mas não a compreendemos em sua totalidade.
H- Seria a contradição entre afeto e comercio no dia das mães.
I- A realidade de aceitar o que nos é imposto sem questionar. A professora diz que ser mãe é um sacrifício sublime, o comércio nos mostra a necessidade que não temos.
J- Mesmo com as tentações do comercio se mantêm o afeto entre mãe e filha.
L- a- Mistura de gêneros (diegese), mostrarem bem claro o momento de informação lida e opinião informal.
M- A mistura de gênero e linguagem torna o texto difícil, porém interessante, pois o movimento da personagem é percebido claramente.

Parte IV - (20 minutos)
Avaliação da oficina, a partir do alcance dos objetivos e das atividades realizadas.
Discuta com colegas e Formador os pontos positivos e negativos da oficina. Se for o caso, faça sugestões.

Parte V - (20 minutos)
O que nos espera, na próxima unidade.
Você e seus colegas acabaram de ler uma crônica de Drummond, na qual ele se faz passar por uma garotinha que, segundo os critérios mais rígidos, apresenta problemas de escrita.
Para já começarmos uma preparação para a próxima unidade, cujo título é Os textos como centro do ensino da língua, sugerimos a seguinte discussão:
Você trabalharia essa crônica com seus alunos de 5a a 8a séries? Justifique sua opinião.
 
ANEXAR RESPOSTAS DAS ALUNAS
 
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